Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje é O Dia das Coisas Velhas

«Neste dia há quem aproveite para limpar armários, caves, sótãos e garagens, redescobrindo objectos que foram amontoando durante anos.

Há cerca de cem anos, as organizações cristãs sem fins lucrativos inventaram essencialmente um novo sector de negócios ao vincularem a caridade ao capitalismo e ao comércio. Isto aconteceu ao verem a necessidade de roupas e utensílios domésticos de segunda mão entre os pobres urbanos.

Graças ao movimento ambientalista e ao combate ao consumismo em massa, as vendas de coisas velhas ou em segunda mão nunca foram tão populares como hoje. O estigma em torno dos produtos usados foi amplamente dissolvido à medida que o termo “vintage” substituiu o “segunda mão”: os compradores buscam cada vez mais reduzir o consumo de novos produtos. Existem agora milhares de lojas de coisas velhas ou “vintage” por toda a parte.»

 

Conheço pelo menos uma pessoa, uma excelente pessoa, riquíssima, que compra praticamente toda a sua roupa em lojas de coisas velhas, roupa em segunda mão, ou vintage, como queiram. Compra porque gosta. As marcas dizem-lhe rigorosamente nada. O importante é sentir-se confortável. 

 

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Hoje é o Dia Mundial do Bem-Estar Mental do Adolescente

«Este dia visa sensibilizar as pessoas em geral para os problemas de saúde mental que os adolescentes enfrentam. Existem materiais informativos úteis sobre este assunto disponíveis em várias plataformas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental é “um estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza suas próprias habilidades, pode lidar com o stresse normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a  comunidade.” 

Infelizmente, os problemas de saúde mental são comuns em adolescentes, representando 16% das doenças e lesões em pessoas dos 10 aos 19 anos. Estes problemas muitas vezes são mal diagnosticados e não chegam a ser tratados. O suicídio e a depressão são algumas das principais causas de morte entre os adolescentes.

Este dia incentiva o auxílio psicológico aos adolescentes em vários países do mundo.»

 

Todos fomos adolescentes. Todos passámos pelas “fases” da adolescência, pelas boas e pelas más. Muitas vezes nos sentimos discriminados, desapoiados, ultrajados, vitimizados.

Os adolescentes da Revolução tiveram uma adolescência bem revolvida, e estão cá para contar como foi. Aprendemos a lidar com as coisas más, muitas vezes mal, mas resolvíamos o que se propunha resolver. Depressão é uma doença que necessita apoio constante para não deixar sequelas, por isso ficar deprimido não era opção. Mas entendo que os adolescentes agora não estejam preparados para enfrentar adversidades e que precisem de todo o apoio que lhes possa ser ministrado.

18 comentários em “Hoje é dia de”

  1. uma excelente pessoa, riquíssima, que compra praticamente toda a sua roupa em lojas de coisas velhas, roupa em segunda mão

    A minha mulher arranja a sua roupa (e a da família, minha inclusive) vasculhando os sacos de roupa para deitar fora que encontra, ocasionalmente, pela rua. Leva-os para casa, seleciona a roupa, vê a que serve (geralmente é pouca), e volta a deitar fora a restante. Encontra com alguma frequência roupa muito boa, em estado praticamente novo, que alguém deitou fora.

    1. Nunca deito roupa fora. Se deixa de servir(e infelizmente deixa) vai para Vila Verde, para as paróquias ou se tiver quem leve, envio para Cabo Verde.
      Também nunca traria sacos de roupa para casa. A minha compulsão recicladora não chega a tanto. Se sou pessoa para comprar roupa em segunda mão? Sou! Se gostar e puder lavar e desinfectar, claro que sim. Mas jamais, nunca na vida, calçaria sapatos usados.

      1. nunca traria sacos de roupa para casa

        Pois a minha mulher traz. E nós vestimos a roupa (se com bom aspeto) que vem nesses sacos, a ver se gostamos. Se gostamos, lavamos a roupa antes de a começar a usar. Geralmente, aliás, ela não está propriamente suja.

  2. Este dia visa sensibilizar as pessoas em geral para os problemas de saúde mental que os adolescentes enfrentam.

    É um dia que ficou obliterado durante os tempos da palermia. Agora volta a ser comemorado, como se nada tivesse sido.

  3. nesta republiqueta social-fascista nada é antigo. é tudo velho excepto os idosos

    « Adolescência (do latim adulescere: crescer, desenvolver, tornar-se maior)[1] é uma fase biológica de transição do indivíduo entre a infância e a idade adulta (e maturidade); é uma das etapas do desenvolvimento humano posterior à pré-adolescência caracterizada por alterações em diversos níveis — físico, mental e social[1] — representando um processo de distanciamento de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e papéis sociais do adulto.[2]
    Os termos adolescência e juventude são por vezes usados como sinónimos e por vezes como duas fases distintas mas que se sobrepõem. Para Steinberg, a adolescência se estende aproximadamente dos 15 aos 21 anos.[3] A ONU define juventude como a fase entre 15 e 24 anos juventude,[4] ao passo que a Organização Mundial da Saúde define adolescente como o indivíduo entre os 10 e 19 anos de idade.[5][6] »
    no meu tempo nascia-se adulto. agora são crianças toda a vida, ainda que miserável

  4. Sou fã de compras em segunda mão.
    Acho verdadeiramente absurdo comprar roupa nova para as crianças pequenas. As lojas em segunda mão têm roupa em óptimas condições porque os miúdos crescem num instante. Também adoro comprar móveis em segunda mão e livros em segunda mão. 🙂

    1. No que toca ás crianças epé outra história. A minha neta teve roupa que foi da mãe e depois da tia, e depois da prima e depois… e alguma dela ainda está guardada para os próximos. As roupas das crianças são caras. Eu compro para durar… e têm durado. Curiosamente ainda temos cá por casa um cobertorzinho de berço que era meu.
      Livros em segunda mão gosto muito de comprar. O que me dá mais gozo são os “achados” que me empolgar tanto quanto descobrir pequenos tesouros.

  5. “… uma excelente pessoa, riquíssima, que compra praticamente toda a sua roupa em lojas de coisas velhas, roupa em segunda mão…”
    Não sei se haverá “lojas de marca” de coisas velhas, roupa em segunda mão para pessoas riquíssimas. E que coisas velhas serão e de que mão seriam, não serão/seriam coisas do chinês ou dos ciganos do zé e da maria que deixaram num saco junto do caixote do lixo.

    1. Constatei apenas dois factos:
      1-Deve ser uma das melhores pessoas que conheço
      2-Poderia comprar vestimentas de todas as existentes e ainda por inventar. Às toneladas.

      Mas não. Leva uma vida modesta e compra roupas em lojas de 2a mão porque sim. Porque sabe, ainda há quem não ligue a marcas desde que goste e se sinta confortável.
      Se não entendeu, eu envio-lhe um link onde explicam tudo.
      A parte dos sacos junto ao lixo, apesar de não ser do meu pelouro, não vejo o que terá V.Exa.a criticar, ok?
      Ler, não lêem agora armar aos cucos… oh anónimo, sabe-se lá se um dia não terá de andar aos caixotes para poder comer.

      1. Ok mas não percebeu a minha confusão, e sequer tentar impressionar os outros com manifestações de exibicionismo óbvio e fácil, vulgo armar aos cucos.
        Eu também conheço uma pessoa rica, não riquíssima, que compra obras de arte antigas incluindo peças de roupa do início do século XX, mas como coleccionador.
        O Herman e o seu grupo de comediantes fariam uma bela rábula com a tia riquíssima a comprar roupa em segunda mão.
        Andar aos caixotes para poder comer, sabe se lá, e até pode acontecer a uma pessoa riquíssima que não gosta de comida elaborada feita pela cozinheira de casa.
        Zé da Silva

        1. Mas olhe, Exmo. Sr. Silva, o que não há mais por esse país são pindéricos, que só servem para se mostrar, levam uma vida de ricos e não têm um tostão furado. É notável haver gente que pode comprar o mundo, mas não o faz e dá um exemplo, pela positiva , como aquele que demonstrei e do qual escarneceu. Vai muito da educação, sabe?

          1. Vai muito da educação duma pessoa riquíssima, que pode comprar o mundo, mas não o faz e dá um exemplo, pela positiva.
            Não quero maçá-la, por eu troçar da pessoa riquíssima que gosta de comprar roupa em 2ª. mão, quando até pode comprar o mundo. A minha risada é por ser muito difícil, por muito rico que se seja, alguém comprar este mundo, embora haja alguns que pensam ser donos deste mundo e do outro.
            Mas, se tudo foi dito em sentido figurado, merece uma grande gargalhada.
            Zé da Silva

  6. Três notas:
    Há muitos anos na minha aldeia um emigrante quando vinha à Terra vinha impecavelmente vestido com bons sapatos, sobretudo, camisa, etc. Tudo adquirido nos caixotes do lixo num bairro rico de Paris.
    Doei na igreja -Um dia uma cigana na rua queria vender-me um fato cor de rosa (casaco e saia) do 2º dia de casamento que deixou de servir por engordar.
    Há dias passei pela Baixa de Lisboa e vi numa montra dessas lojas, uns ténis Adidas gastos e rotos por 30€. E outras roupas em 2a mão bem caras.

    1. Maria, sabia que agora já há lojas especializadas em vender artigos usados de marca? E parece que fazem um bom negócio! Em vez de pensarmos como os idiotas que pensam que por conhecermos milionários de algum modo excêntricos, andamos a armar aos cucos, e que o ” lixo de uns é o lixo de outros” podemos pensar que isto de vender, doar, trocar, coisas de que não necessitamos mais, é uma boa ideia!
      PS. E hà as apps que agora vendem tudo o que é vintage.

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