Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje é O Dia do Ballet

«Quando as roupas etéreas, dançarinos apaixonados e música clássica se juntam, elevam-nos o espírito como nenhuma outra forma de expressão artística. A graça do ballet é inegável: tendemos a esquecer o inacreditável atletismo e a força necessária para a poder alcançar.

As bailarinas podem carregar três vezes o seu peso corporal enquanto dançam em pontas. Os bailarinos são capazes de levantar uma tonelada e meia durante uma única apresentação. Estas são apenas duas das várias razões pelas quais o ballet nos deixa maravilhados. Arte superlativa, transcende o tempo e o espaço. Como uma das formas de dança mais reconhecidas no mundo, o ballet é uma prova disso. O seu esplendor evoluiu ao longo dos tempos e continua a reinventar-se hoje.

Os movimentos do ballet tornaram-se técnicos durante o período romântico, onde a fluidez do movimento prevaleceu sobre outros aspectos. Em 1832, o mundo do ballet mudaria definitivamente. Foi o ano em que Marie Taglioni interpretou pela primeira vez “La Sylphide en pointe” e dançou em pontas. Embora  seja a primeira dançarina de pontas reconhecida, muitos acreditam que outras artistas já dançavam dessa maneira há algum tempo.

Por volta de 1960, o impressionante estilo en pointe conquistou o mundo do ballet e assim permaneceu. Esta é uma das formas de dança mais celebradas hoje.»

 

Já tinha ido ao ballet à Gulbenkian, com a minha prima Salette quando era miúda. Fomos ver o Lago dos Cisnes. Conhecia as passagens mais conhecidas da música, mas não conhecia a história. Gostei de ver. Mesmo sem ter entendido bem, gostei. 

Voltei a ver muito mais tarde no Kirov. Roupagem mais informal, mais moderno, menos cénico, mais apostado na execução, mas muito, muito bonito. Aqueles cisnes voaram alto e eu dei por mim a deixar que os rios de lágrimas despencassem livremente das cataratas dos meus olhos.

 

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Hoje assinala-se O Dia da Rosa

«Este dia marca o início da semana dos namorados. Cada rosa significa uma emoção diferente. 

Os primeiros registos do cultivo de rosas datam de quase cinco mil anos. Indicam que foram cultivadas pela primeira vez na China. A rosa já então era encarada como uma flor luxuosa e distribuída entre os ricos que a davam a artistas para lhes servirem de inspiração.

Hoje representa amor e companheirismo. Mesmo que o mundo seja obcecado por automação, tecnologia e internet, os dias que celebram o romance sempre terão um lugar especial no coração de todos.»

“Send me no flowers” é o título de um filme de faz-de-conta, engraçado. Irreal, se pensarmos que foi protagonizado pelo par romântico Rock Hudson e Doris Day. 

O título é o meu lema de vida, no que toca a presentes, etc. As flores são belas de mais para as contarmos. Diz que quem é para flores, não é para amores. Gosto de flores. Não tenho mão para jardineira. É triste cortar flores para dois dias depois as deitar fora. Quando casei, levei na mão dois pés de orquídeas, sob protesto. Quando morrer, please, send me no flowers. Não há maior estragação do que essa. Mas tenho para mim que vai ser uma chacina de frésias.

 “Do único amor terreno de minha vida não sabia, e nunca soube o nome.”

(Imagens Google)

26 comentários em “Hoje é dia de”

  1. em 1971 em Paris assisti a espectáculo com Rudolf Nurejev
    em Lisboa assisti a espectáculo dirigido por Maurice Béjart em companhia da minha querida Amiga Andrée Batalha Reis, ex-1ª bailarina da Ópera de Paris, companheira de Béjard que lhe colocava na bolsa cartas dum amante que vivia fora de Paris.
    não a quis receber no Coliseu.
    não aprecio. Dino Segre dizia ‘ser a projecção vertical dum acto puramente horizontal’

    gosto de Rosas, com excepção do fernando e das marxistas da etar do largo dos ratos da mãozinha masturbadora, verdadeira praga que empobrece todos nós com as suas merdinices diárias sempre ‘acima da meta’

    1. Nunca assisti a qualquer ballet com grandes cabeças de cartaz. Se os espectáculos que vi foram fora de série, com nomes para mim desconhecidos, o que não seria ver os deuses ao vivo.
      Pensei que gostasse da rosa do Costa, entulho! Está sempre a falar nela, até mesmo nas entrelinhas.

        1. Nós atacamos o Costa por todas as frentes, mas estou em crer que, independentemente do partido, governar esta terra não é um passeio à beira mar. O Costa de 2014 parece o filho mais novo do Costa de 2023. Tem tido amargos de boca ao melhor estilo ” cada tiro, cada melro”… fez a cama, paciência.

          1. kosta perante a corrupção no regaço «kamaradas pensei que eram rosas, mas são espinhos»

  2. Parece-me que amo tanto as flores quanto o ballet. Mas posso satisfazer o meu gosto de flores com maior facilidade e, portanto, em quantidade atrozmente superior.
    E gosto de flores nas jarras. Em casa. Dispostas ao meu olhar, a darem-me bons dias, a entrarem-me nos olhos e na alma com toda a força que em mim elas possuem. Há várias envasadas. Mas não me tortura a brevidade com que existem depois do corte, e faço como minha avó: ninguém senão ela tinha a suprema honra de apanhar as suas flores. Porque só quem as ama de fundura sabe cortá-las sem dano. Cortar não tem de ser agressão, pode ser um pedido que alivia do peso e do excesso, que promove outros botões à floração, que, enfim, agradece a benevolência do espécime. Cortar flores pode ser uma transacção amorosa. Ou é o que me acontece.
    Não aprecio particularmente rosas. Tenho algumas roseiras, todas oferecidas. O pessoal da aldeia nunca deixa de sê-lo e continua a preservar a máxima: flores, ou roubadas ou por oferta. Discordo do roubo de podas; logo, tenho no jardim as flores que me vieram por mão alheia. E olhe que gosto imenso de frésias, nas minhas jarritas pequenas perfazem conjunto airoso e de enlevo – seja pelas hastes finas, pela cor e perfume que desprendem, ou pelo arqueado e entrecruzar elegante que lhes é próprio. Resultam-me agradáveis, renova-se-me a beleza da vida se as reparo.
    Amo árvores que florescem, as milagrosas e aladas flores de magnólia, agora brotando da finura dos troncos. E aquela variedade que, mais tarde, quando o insidioso verão pesponta a natureza, se entrega à florescência, desbordando em enormes e abismadas flores brancas.
    Mas, quando morra, não preciso flores. Nada preciso, estarei completa. Deitem à terra o corpo que deixou de servir e é tudo.

    1. Que bela prosa poética, esta ode às flores, Bea, lindo!
      Eu não me dou com flores, o que não quer dizer que não aprecie a sua beleza. Se – e só mesmo se – me presentearem com flores, as de que mais aprecio são as frésias, por isso as mencionei. Quem sabe se tivesse um jardim meu, pensaria de outro modo?
      Obrigada por este momento.

  3. O ballet clássico é o espectáculo que mais me comove. É impressionante a intensidade dramática conseguida pelos bailarinos enquanto executam movimentos de impossível dificuldade técnica. É-me difícil conter as lágrimas, confesso. O Lago dos Cisnes é o meu bailado preferido. A música é simplesmente fenomenal.
    Vi o Mikhail Baryshnikov ao vivo em Lisboa nos meus tempos de estudante. Comprei um bilhete daqueles mais baratos nos quais os bailarinos não eram visíveis quando se encontravam nas laterais do fundo do palco. Mas ainda assim foi uma emoção. Tenho muita vontade de ver o nosso Marcelino Sambé ao vivo. Infelizmente, perdi o espectáculo dele no Coliseu dos recreios no Natal passado. E a dançar a Giselle…

    1. Se tudo correr bem, no fim do verão vou ter tempo (de qualidade, espero), para me dedicar a tudo o que deixei em suspenso durante 46 anos. Assim possa ser, que irei recuperar o tempo… não, que o tempo não se recupera , agora a satisfação de ver espectáculos, dar passeios e estar presente para a família, sem horas marcadas, isso sim.

  4. Só agora reparei que acaba o post com um excerto de “O Nome Da Rosa”. Um dos meus romances preferidos. 🙂

  5. O valor artístico do ballet já teve melhores dias, a não ser que apareça um pas de deux da “Satisfaction” dos Stones.
    Enquanto na música, chamada clássica, tem aparecido uma certa produção, o ballet é “sempre a mesma coisa”.
    Também não se percebe porquê na imagem um bailarino e não uma bailarina p.ex. Margot Fonteyn. Não me digam que foi uma escolha misógina por parte de quem também criou “Quando as roupas etéreas, dançarinos apaixonados e música clássica se juntam, elevam-nos o espírito como nenhuma outra forma de expressão artística. A graça do ballet….”

      1. Ah!?
        A escolha das imagens são de autoria de Maria Dulce Fernandes, pensava que as imagens seriam dos autores do “Dia de …….”
        A escolha é sua, no entanto, com excepção dos impulsos, segurar na bailarina e não dançar em pontas, os gestos interpretativos dos bailarinos de ballet são semelhantes aos das bailarinas.
        Como é público, quase todos os homens do ballet são “mariquinhas”.

        1. Os textos vou buscá-los à fonte, que tenho como certa, mas nem sempre está conforme . Fotos há muitas, muitas vezes, e poucas ou nenhumas muitas vezes também. Quando posso escolher, escolho a mais bonita.
          Como deve saber, o Mikhail Baryshnikov é hetero, cis, olhe , escolha um…

          1. Certo, se a escolha é da Maria Dulce Fernandes então as imagens são a seu gosto.
            Eu preferia ver uma imagem de uma bailarina, que vendo bem são as melhores representações da imagem do ballet.
            Degas sou pintou bailarinas.

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