
Hoje é O Dia Internacional das Alfandegas
Este lema traduz uma mobilização da comunidade aduaneira internacional para ultrapassar a situação pós-pandemia e apoiar pessoas e empresas contribuindo para o reforço da cadeia logística mundial. Os avanços tecnológicos vão permitir a renovação desta actividade crucial para os negócios à escala global.»
Ainda me lembro da primeira vez que fui ao Brasil e do meu espanto pela praticidade da selecção na alfândega. Botões grandes, ao melhor estilo de concurso televisivo, nos quais todos os provenientes de voos internacionais teriam de carregar até acender uma luz. Se acendia a vermelha, as bagagens (e nós, quem sabe) eram revistadas. Se acendia a verde era para seguir rumo à saída e à festa familiar que nos aguardava. Como boa tuga e prevaricadora de truz, levava as malas carregadoras de presuntos, azeitonas de Elvas e enchidos diversos que seriam na altura, e provavelmente ainda são, “apenas” os artigos proibidos de trazer na bagagem numa espécie de candonga. Também levava à mão um envelope com umas notas de dólar, não fosse dar-se o caso de os valentes inspectores alfandegários pedirem emolumentos, porque não há qualquer dúvida de que pediam. Felizmente nunca foi necessário, mas à luz do conhecimento que temos hoje, das duas uma, ou não sei se arriscaria, ou arriscaria a dobrar, ou a triplicar, quem sabe.

Hoje é O Dia dos Esposos
«Embora se denomine Dia dos Esposos e aparentemente se refira apenas a casais casados, esta data também pode abranger muitas pessoas que não são oficialmente casadas. No fundo, visa celebrar a felicidade.
Ao contrário do Dia dos Namorados, este pretende sobretudo dar tempo, em vez de presentes, e celebrar a vida conjugal. Esta data pode ser a chave para revitalizar os relacionamentos, logo no início do ano novo. Também há quem pense que o cônjuge deve ser comemorado todos os dias, mas a existência de um dia para comemorar o marido ou a esposa tem sempre lugar.
Em Portugal, em 2021, os casamentos não regressaram aos números pré-pandémicos: foram só 29.057, quando em 2019 tinham sido 33.272.»
Com a falta de casamentos, é quase impossível haver mais divórcios. A união de facto passou a ser a maneira mais conseguida de sair de casa dos pais, ficar com a namorada(o) e dividir as despesas. Presentemente a situação complicou-se de tal modo que conheço casalinhos a viver em união de facto há alguns anos que regrediram nos seus objectivos, deixaram a casa alugada e voltaram ao quarto da casa dos pais, apenas com a diferença que desta vez precisam de uma cama de casal. Terem um dia só para os dois, para se poderem mimar como casal, carece de extrema importância, para que uma relação possa dar certo.
(Imagens Google)

A Dulce confessa que praticou um crime contra a natureza, tentando introduzir no continente americano produtos que, potencialmente, conteriam germes de pestes nele inexistentes, e que ainda vi nha preparada para cometer corrupção ativa.
A Dulce deveria pelo menos ter vergonha e não confessar as coisas que fez. Mas, aparentemente, não tem.
Se cada um aceitar e declarar os seus erros, o mundo será um lugar fantástico. Não me envergonho de nada que tenha feito, principalmente há 40 anos atrás. Há muita gente que peca todos os dias, principalmente por pensamentos e palavras, e tem tanta presunção que mesmo com telhados de vidro, tudo o que sabe fazer é mandar pedradas.
Há quarenta anos atrás estes ” produtos proíbidos”, se detectados, eram confiscados e revendidos, sabia? Não? Pois é… era um negócio paralelo.
As coisas que você não sabe, mas opina. Devia ter vergonha.
PS. Já reparou que apenas comenta quando é para rebaixar alguém?
estes ” produtos proíbidos”, se detectados, eram confiscados e revendidos
Se eram revendidos, provavelmente isso seria em violação da lei. Porque os produtos animais têm entrada proibida no continente americano, não por motivos fiscais, e sim para evitar a propagação ao continente americano de pestes nele ainda não presentes. Os produtos animais confiscados devem portanto ser destruídos. É isso que acontece nos EUA e, creio, também no Brasil.
Muito bem. Agore recue para 1982. Ainda nem havia Wikipédia
Não me envergonho de nada que tenha feito
Portanto, a Dulce não se envergonha de se ter preparado para corromper alguém.
Nestes tempos em que tanto se fala de corrupção, é interessante.
Eu teria de facto vergonha – nunca tentei, ou me preparei para tentar, corromper alguém -, mas pelos vistos há quem não tenha.
Note: eu não ia corromper fosse quem fosse. Teria sim de ir preparada para ser ” corrompida” caso me obrigassem a pagar. E note que obrigavam. Mas as pessoas que não sabem como era, um autêntico faroeste, é que gue adoram pregar moral. Quantas vezes viajou o balio para visitar familiares na América do Sul nos anos 80?
Típico de um homem que lá em sua ( dele) casa quem manda
é a esposa. Coitado do Sr. Balio ! Tanta frustração que até mete dó.
É uma ideia enternecedora , essa sua, Kika. Melhor ainda, só se fosse BDSM e à chicotada.
Estou tão envergonhada, que vou ali sacudir os tapetes à janela, a ver se consigo arejar.
Aproveite porque aqui onde vivo é proibido

sacudir á janela seja o que for.
Cá também Kika, mas pensa que alguém cumpre?
Eu, desavergonhada que sou, nunca fiz isso, é uma coisa suja de se fazer, mas posso tentar corromper a constituição e pimba, tapetes sacudidos.
Em Portugal também sou um pouco desavergonhada

também sacudo os tapetes.
Em Roma somos todos romanos
disse em 71 à chegada a Orly «Rien à déclarer»
mas foram considerados para pagamento de imposto uns artefactos das Caldas de 1 litro, destinados a serem usados como « presse-papiers »
actualmente para poder ter casa casei de direito, mas não de facto, com uma Amiga excepcional, das que já não se fabricam. somos uma República representativa onde tudo é tomado por unanimidade.
Artefactos das Caldas
Antigamente as fronteiras na Europa eram bravas.
Não percebi como é que carregando simplesmente no botão era feita a “escolha” para acender a luz vermelha ou verde.
Das muitas viagens que fiz, tive apenas duas chamadas de atenção.
Como soube que era permitido transportar comida confeccionada, comprei na véspera um leitão em Negrais e um saco de viagem para o transportar até Bruxelas. Não pode transportar animais embalsamados, disse-me o polícia, na Portela, mostrando no visor do detector a “radiografia” duma cabeça e dentuça. Desculpe, o animal está cozinhado é um leitão de Negrais, disse-lhe eu. Pode seguir, é a primeira vez que nos passa um leitão inteiro, concluiu o polícia.
Outra vez em Eindhoven, trazia duas embalagens de salsichonas que seria o meu jantar de regresso a casa em Lisboa.
Cannot take liquids, sir, disse-me o “radiografias” e logo apareceu um outro polícia obrigando-me a abrir a maleta.
O liquido detectado era visível ser o que embebia o produto dentro da embalagem, e depois de consultarem a indicação da composição do produto disseram-me que não podia seguir e ficava apreendido.
Calma aí que o meu jantar não vai ficar aqui, disse eu em português corrente. E se o problema é o liquido furam-se as embalagens e retira-se a “auguinha”, mas as salsichonas cá não ficam, perceberam? E assim segui, depois de uma reunião de “cientistas” avaliarem a composição de H2O na embalagem.
Três horas de depois estava a comer uma salsichona com mostarda e dois ovos estrelados na companhia de uma Periquita..
São memória muito engraçadas, EU. Essa do leitão inteiro então…
Creio que as alfândegas serão bem mais velhas do que Cristo. Mas é curioso o que aconteceu pelos lados da Suiça, depois expandido para todo o sudoeste alemão.
Chamava-se a essa zona a Áustria Anterior, um léxico que sempre me fascinou. Os grandes senhores dessa vasta zona, mais ou menos centrada na actual Aarau, suiça, eram os Habsburg. Quando estes migraram para Viena, muitos senhores de castelos, seus feudatários, ficaram na prática sem jurisdição regional e passaram a governar como soberanos. Impunham portagens aos comerciantes em trânsito e alguns tornaram-se mesmo assaltantes, verdadeiros chefes de quadrilha. Beneficiavam do terreno muito montanhoso que ditava raras ou nenhumas alternativas de caminhos. Claro que os comerciantes e os seus patronos queixavam-se ao imperador que chegou a enviar delegados com cartas de destituição para os nobres acusados mas a maior parte limitava-se a não abrir a porta do castelo ao delegado quando não o enxovalhavam. Houve mesmo um que obrigou o delegado a comer a carta à sua frente.
É a esse território histórico que se chama Áustria Anterior.
Com o decorrer do tempo e, mais por acção da então nascente confederação suiça do que por Viena, essas actividades foram mais ou menos disciplinadas mas, como mal menor, foi reconhecido o direito regulado de cobrar portagens a esses senhores de castelos.
Entretanto a vida em castelos e torres alto medievais nos picos dos montes, tornou-se incómoda e pouco prática e houve uma emigração para todo o sudoeste alemão. De facto a nobreza do que seriam depois o Württemberg, Baden, Baviera e Palatinado tem maioritariamente origem geográfica na actual Suiça. Também por isso, abundam os nomes de família terminado em “Berg” (significa monte) e brasões em que abundam animais dos montes suiços, especialmente o bode (cabra montês). Essa nobreza levou consigo a cultura das portagens, que se disseminou a ponto de até cidades livres, governadas por conselhos de burgueses, terem as suas portagens. A profissão de “Zoller” (portageiro) era respeitada e desejada. Teria uma categoria social semelhante à dos escrivães.
P.S. Acho uma tremenda lata as Alfândegas assumirem-se como ao serviço de uma cadeia logística. As Alfândegas são e sempre foram, um agente fiscal e uma fonte de corrupção. As pautas alfandegárias são um paradigma de burocracia incompreensível ao cidadão comum e que o põe nas mãos de funcionários ou intermediários como os despachantes.
Lembro-me até, do Catecismo do meu tempo, que o crime de contrabando não constituía pecado, o que seria raro se não único.
Quando íamos para Viseu de férias, os adultos iam a Espanha comprar caramelos. Dizia-se que iam ” a salto” e eu, miúda que era, ficava estarrecida, a pensar que iam assaltar Espanha e pedia sempre à minha avó que não fosse. Este tipo de “contrabando” não era penalizado. Mas havia alturas que a guarda tinha que fazer o seu papel e vinham todos de mãos a abanar.
Adorei ler o apontamento de história. Não conhecia . Obrigada!