Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje é O Dia do Abraço

«O Dia Nacional do Abraço foi criado em 1986. A palavra “abraço” vem do Latim amplexus, que significa “ao redor” e plectere, que significa “dobrar, entrelaçar”. No português, abraço derivou de braço (bracchium em latim).

A generalização de abraços nos últimos anos tem sido consequência da abertura de mentalidades nas sociedades contemporâneas. Abraçar alguém em público tornou-se algo banal, quando noutras épocas era considerado comportamento indecente ou imoral.

Abraçamos para cumprimentar amigos e familiares, para nos despedir ou para felicitar alguém. Para consolar ou apoiar. Abraçamo-nos em recintos desportivos e salas de espectáculos. E também como demonstração de amizade ou amor. Um abraço é bom.»

Gosto de conversar com toda a gente, mas nunca fui adepta de tocar. E não tem nada a ver com pandemias e afins. Nem beijinhos, nem abracinhos, nem festinhas… abri excepção para as filhas e para os netos. Entendo que por vezes é necessário ajudar e que o calor humano é fundamental, por isso lá vou enlaçando pontual e excepcionalmente aqui e ali, conforme a necessidade se apresenta.

 

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Hoje assinala-se O Dia da Avó

«O Dia da Avó e do Avô são assinalados em Janeiro com escassos dias de diferença. Isto constitui uma prova de carinho pelas gerações mais velhas. O Dia da Avó foi criado na Polónia pela revista “Kobieta I Życie”, em 1964. Começou a ganhar popularidade no ano seguinte.

Não há tradições particulares associadas à data, excepto a possibilidade de passar o dia com as avós. Cada avó tem, em média, três netos — muitas oportunidades para abraços, presentes e cartões. Mais importante do que qualquer prenda é mostrar carinho.»

Se ser mãe é o melhor que a vida nos dá, calculem o que é ser Avó. Não há palavras. Toda as avós que conheço se derretem pelos netos, ao ponto de fazerem o impensável, como loucas guerras de borrifadores na cozinha em dias quentes de Verão.

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Hoje é O Dia do Esquilo

«Em 2001, uma especialista em reabilitação da vida selvagem, Christy Hargrove, instituiu o Dia Nacional do Esquilo para encorajar atitudes gentis em relação a estes roedores de cauda espessa.

A existência de esquilos é benéfica para o meio ambiente e, em áreas urbanas, auxilia no embelezamento dos parques. Além disso os esquilos plantam sementes (ao armazenarem nozes) que podem transformar-se em árvores, contribuindo para a renovação de bosques e florestas.  

A existência de grandes parques nas cidades é fundamental para proporcionar um habitat ideal para os nossos amigos esquilos viverem e prosperarem.»

Familiarizei-me com o Tico e com o Teco que, além de serem os neurónios mais evoluídos que tenho, são também os esquilos que fazem a vida negra ao Pato Donald em muitos apontamentos animados sem palavras, que por isso mesmo, são entendidos por todos, miúdos e graúdos, em todo o mundo. Apoio a protecção aos esquilos. É importante, pois torna o Pato Donald um sujeito humilde, que apesar de ser mundialmente conhecido e de ter inclusivamente entrado em longas-metragens, veste a mesma roupa desde que o conheço. E nem ele nem a Margarida ostentam calcantes com solas vermelhas.

   (Imagens Google)

10 comentários em “Hoje é dia de”

  1. « Alô, moça da favela
    Aquele abraço
    Todo mundo da Portela
    Aquele abraço
    Todo mês de fevereiro
    Aquele passo
    Alô Banda de Ipanema
    Aquele abraço »
    há por aí um abraço foleiro sem futuro

    Vóvó, espécie em extinção. outrora dizia Prof meu « Todos tiveram pai, todos tiveram mãe », mas nos dias de hoje segundo Ary dos Santos « não há pai para ele»

    uma velha Amiga enterrou nozes do ano anterior: os esquilos do quintal desenterraram-nas e comeram-nas
    gosto do teatro de Ésquilo, principalmente de ‘Prometeu agrilhoado’. o sado-masoquismo do socialismo marrxista vigente deixou-nos agrilhoados

    1. Para mim esta é a parte melhor:
      Chacrinha continua
      Balançando a pança
      E buzinando a moça
      E comandando a massa
      E continua dando
      As ordens no terreiro
      Alô, alô, seu Chacrinha
      Velho guerreiro
      Alô, alô, Terezinha
      Rio de Janeiro
      Alô, alô, seu Chacrinha
      Velho palhaço
      Alô, alô, Terezinha
      Aquele abraço

      Esquilo tem muito que se lhe diga.
      Ser Avó é fantástico. Nem interessa se não há pai para seja o que for.

  2. Nada melhor que um abraço dos netos aos avós.
    Pelo meu lado, como se costuma dizer, “desmancho-me todo”.
    Eles sabem, e até abusam para sacar mais alguma coisa.
    E adoro
    Bom fim e semana uce.

    1. Eu conheço o sentimento, António. Eu faço tudo o que eles querem e eles, principalmente ele, sabem disso. Não pedem para comprar coisas mas brincar às escolas, aos unicórnios, ao Esqueleto Magrinho, etc. acontece sempre que os tenho cá. Presentemente não posso fazer grande coisa e acabo muito cansada, mas muito satisfeita também.

  3. ‘Dê-me cá um abraço meu grande amigo’, assim atacavam os carteiristas da Baixa o mais desprevenido e localizado passante. Já eram conhecidos pela polícia, mas não matavam ninguém, passavam umas horas na esquadra e saíam para outros abraços . Eram, e ainda são, mais odiados que os grandes carteiristas da banca e arredores.

    1. Um destes dias conto aqui a minha experiência com larápios, e pior ainda, com larápias. Enquanto, como diz e muito bem, os larápios são mais físicos, as senhoras têm a arte indiscutível de aliviar alguém das suas posses, à frente seja de quem for.

  4. O meu primeiro abraço como adulto – como criança não me lembro mas é quase certo que nunca houve – foi com a minha filha mais nova. O que até faz sentido pois separa-nos mais de meio século o que a faz mais neta do que filha. E foi dela a iniciativa o que me fez perceber, com alguma perplexidade, que os mais velhos nunca se atreveram.
    Culturalmente, não gosto de abraços. E, se forem entre militares assusto-me, pois é certo e sabido que vem desgraça.

    1. Quando era criança, abraços só dos meus avós. Os meus pais eram o máximo em todos os aspectos, excepto afagos. Eu aprendi a não ser de festas. Excepção feita para as filhas quando bebés e para os netos, sempre. Nem beijoquices. Uso batom amiúde, também como protecção
      e desculpa.

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