
Hoje celebra-se O Dia de Reis
«Esta data começa a ser celebrada já na noite de 5 para 6 de Janeiro. É um dia comemorativo importante, embora não seja feriado em Portugal. Também conhecida como Festa da Epifania.
Esta celebração cristã está associada à tradição natalícia, segundo a qual três reis magos do Oriente visitaram o Menino Jesus após terem sido guiados por uma estrela. Esses reis chamavam-se Belchior, Baltazar e Gaspar, e levaram de presente ouro, incenso e mirra.
A tradição manda que neste dia a família se volte a reunir para celebrar o fim dos festejos de Natal. Incluindo bacalhau, bolo-rei, pão-de-ló, rabanadas e sonhos.
É também o dia em que se cantam as “Janeiras”. No dia seguinte, as famílias começam a retirar os enfeites que decoram as casas durante a época de Natal.»
Se puser de parte a simbologia do bolo-rei, que é obrigatório à mesa, o Dia de Reis tem apenas o significado bíblico que conheço. É a mais bela de todas as histórias, a da anunciação do anjo, do nascimento do Menino e da adoração dos Reis trazidos por uma estrela, da adoração dos pastores e dos animais.
Hoje apeteceu-me pensar e se… e se Jesus nascesse hoje? A data do Natal mudaria? Onde se encontraria um estábulo com manjedoura em Belém, no Palácio? O PR seria o primeiro a fazer uma selfie, ou apressar-se-ia a protagonizar o salvador, um curioso de obstetrícia que deu à luz o filho de uma virgem? E o que diria MRS à comunicação social, sobre um rei na sua república? À falta de um Herodes carniceiro, fugiriam da guerra, da fome, dos impostos? Nascer rei seria mesmo importante? O Governo acolhê-los-ia como refugiados e assegurar-lhes-ia emprego e habitação? Com Maria, dona de casa, Jesus na Escola e José, onde trabalharia de carpinteiro? Ficariam a receber o RSI? Falar-se-ia mais do nascimento do Menino Rei do que da ida do CR7 para o Al-Nassr, de modo a entreter o país e desviar a atenção do que é realmente importante?
Ficam tantas perguntas sem resposta, mas tenho para mim que Jesus não precisaria de chegar aos 33 anos para descobrir que não seria necessário sacrificar-se por um povo que não tem (nem quer ter) salvação.

A 6 de Janeiro celebra-se A Epifania do Senhor
“A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores.”
Timóteo 6:15
Seguindo a linha de pensamento anterior, Jesus acaba o doutoramento em direito com 18 anos, não esquecendo que com doze anos já seria um prodígio. Desesperado com “O estado a que isto chegou” forma um partido político o Pelo Bem, onde dar a outra face era o ponto primeiro e o principal do programa do partido. Mas a outra face estava oculta há tantos anos pelos sucessivos governos de maioria rosada , que depressa percebeu que teria de procurar a face oculta com paciência, e teve uma epifania. Nomeou Job como cabeça de lista pela comarca do Baixo Vouga, porque poderia fazer uma procura sistemática e paciente durante 210 anos.
Pelo Bem, apesar dos obstáculos, vence as eleições! Qual as reacções dos outros partidos com assento parlamentar? Medina Neto prometeu uma oposição forte. A vetusta Catarina Martins falou umas horas e não disse nada de jeito. O Homem Invisível e os outros dois membros do PCP recitaram a Internacional, que à altura seria a única lengalenga a fazer algum sentido. Das intervenções dos restantes 18 partidos, pouco ou nada há a dizer. Ficamos a aguardar que Jesus faça a sua primeira aparição no templo e expulse os vendilhões. Seria um começo auspicioso.
(Imagens Google)

ontem foi dia da reis ser corrida do ministério da maria do céu.
cantava-se na aldeia do 2º Marido de minha MÃE « partiram-se os 3 reis magros às avessas do caminho … »
hoje anda tudo de pernas para o ar e a ‘recuar para trás’
já não tenho dentes para Bolo Rei, transitoriamente ‘arriaga’. contou um senhor que pela 2ª classe foi para a porta da confeitaria com os colegas gritar «arriaga quando m… também c…»
‘A palavra epifania teve origem no grego epipháneia, com o significado de “aparição” e, posteriormente, no latim, epihania, epifania.’
esta também chamada ‘Adoração dos Reis Magos’
por cá os vendilhões correm conosco
já nem podia sustentar a minha querida ‘metáfora’ Daewoo
Então quando se diz que se teve uma epifania, deveria aparecer alguma coisa?
Bolo rei como deve ser, nem precisa de dentes para se comer, entulho. Lamento que presentemente os fabricantes de bolo rei e bolo rainha substituam cerca de 80% dos pinhões por amêndoa laminada. Também é bom, mas não é a mesma coisa. O preço proibitivo do pinhão a isso obriga.
Apesar do nevoeiro, apesar da nebolosa vivência da política por cá, constata-se que afinal A. Costa não é o “desejado”, o salvador da Pátria, o D. Sebastião. RIP.
“Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;…”. (F. Pessoa)
Nem o Costa nem ninguém, anónimo. Estamos muito mal servidos de políticos que queiram mesmo fazer o país avançar.
Não sendo leitor assíduo, deste sítio da Internet, fiquei completamente deliciado, ao ler e degustar este postal
Uma maravilha.
Votos de um excelente 2023.
Obrigada caro comentador. Retribuo os votos de um muito Bom 2023.
Sendo o meu nome Baltasar, não podia deixar passar a oportunidade de dizer alguma coisa neste dia. Feliz Dia de Reis e próspero Ano Novo para o pessoal do Delito. Ou, como diria o Sr. Spock, “Vida longa e próspera”.
May the first ( month of the year, of corse) be with you too.
Bom dia de Reis e Bom 2023 Bal!
Vejo que é mais fã do Star Wars.
Gosto do Star Treck original. Depois, como todos os spinoffs deixou de me interessar, porque não melhorou com a mudança de elenco. Gostava do Espaço 1999. Gosto de quase todos os Star Wars. Sou fã de quase todas as Spielbergadas. Como também sou fã incondicional de tofos os filmes do Clint Eastwood. Como já referi, a ele não lhe perdoo o apoio assim assim ao Trump. Gosto de Tim Burton.
Adoro os filmes da Marvel, porque lia avidamente os comics. Todos os personagens foram meus companheiros de pré-puberdade.
O Espaço 1999 deixava-me siderado quando era petiz.
Temos gostos muito parecidos. E o Tarantino?
O Tarantino e muito bom! É aquela loucura, que sai quase na totalidade da sua imaginação.
. Gosto do Pulp Fiction, dos Inglorious Basterds e o final deste último deixou-me com um sorriso daqueles agradáveis e incrédulos. Grande maluco.
Quando no trabalho se assustam porque eu apareço assim como que de repente, eu costumo dizer “The D is silent”
Outra que eu uso com frequência é “Go ahead, make my day”, quando as coisas começam a dar para o torto.
Extraordinário texto, Dulce

Bom 2023
Obrigada Cristina. Retribuo os bons votos. Um excelente 2023!
“Falar-se-ia mais do nascimento do Menino Rei do que da ida do CR7 para o Al-Nassr, de modo a entreter o país e desviar a atenção do que é realmente importante?”
Ronaldo continuaria a ser, para o poder de turno (calha ser este que por lá inenarravelmente anda por estes dias – e deixemo-lo andar, pois se é para nos enterrarmos num buraco sem fundo, que o seja sob a batuta de quem para lá mais uma vez nos atirou -, mas não nos iludamos: todos o cultivariam para lá da náusea; poderes de turno e comunicação social) um poderoso estupefaciente, servido em cavalares e intermináveis doses ao metodicamente embrutecido, deliberadamente (auto)estupidificado e gostosamente empobrecido Soberano.
Ronaldo, os seus barcos, aviões, carros e “mansão”. Isso e a mulher que com ele vive, a anatomia desta e os seus acessórios, num infrene delírio de exibicionismo fetichista, uma espécie de pornografia tida como socialmente aceitável – e aceite com sofreguidão – e mesmo desejável para todos os grupos etários. E não nos esqueçamos, claro, da sua família mais próxima.
Tudo absolutamente precioso para a não menos preciosa mansidão das massas.
Só me confrange a insistência, a persistência, a perseguição. A riqueza não. O CR conseguiu tudo o que tem à custa de muita disciplina e muito trabalho, conceitos que muitos portugueses desconhecem. Não nos deveria interessar particularmente, o que ele tem não é nosso. Não se aplica aqui o Síndrome da galinha da vizinha, seria atributo da mais pura ignorância. Tem milhões? Fantástico. Não são nossos, não nos sairam do bolso. Não me confrange que CR exiba o que tem. Outros há que exibem o que não têm, e no final quem paga somos nós. Esses sim, deixam-me confrangida.
O Rei nascido havia de concordar comigo.
Cristiano Ronaldo está riquíssimo, tem mais dinheiro do que alguma vez poderá gastar (enfim, não estarei tão certo disso, desde logo face ao séquito, parece que insaciável, que arrasta consigo, mas é muito, muito dinheiro) e quer ainda mais e mais? Muito bem. Como neste blogue escrevi há uns bons anos já, mais não fez e faz do que vender os seus serviços ao preço a que os pôde e pode vender. Se o mundo em que vive, em que vivemos, entende que dar pontapés na bola como ele sabe dar é coisa tão preciosa para o devir da Humanidade que esses preços são justos e devidos, mais não faz, Ronaldo, do que fazer-se pagar por tão elevado serviço que tem felicidade imensurável de poder proporcional ao Universo. Curioso – sendo bondoso nas palavras – critério esse, mas não se exija de facto a Ronaldo mudá-lo.
Sucede, todavia, que o “old money” tende a ser discreto e o “new money” dado a exibicionismos insanos e bem pouco louváveis. E a, parecendo ser o ente dominante, ser na verdade uma ferramenta ao serviço de interesses pouco edificantes.
E o dinheiro, neste caso, é mesmo novo…
Costa, meu caro, não se enerve. As pessoas tendem em saltar e auto-mutilar-se porque um dos seus compatriotas , que veio do nada, do zero, quiçá do abaixo de zero até, que comeu o pão que o diabo amassou, singrou na vida aos pontapés, agora é mais rico que Cresus. Como tantos e tantos antes dele e na mesma arte dos pontapés, faz da ostentação uma demonstração pública de poder. Não lhe podemos levar a mal, se recuarmos ao tempo em que comia , porque lhe davam sobras de hamburguerias e pizzarias, não comia, dormia no chão, etc. Em termos de qualidade, vale o que vale, e o que vale é muito. O português é pequenino, é poucochinho, deixa que os antolhos da cor não o deixem ver o todo mas tão somente a parte que lhe interessa. Muito pouca gente tem ajudado humanitariamente tanta gente como este homem. Porque pode, deve? Não é verdade. Não é sua obrigação alimentar o mundo. A isso estão obrigados todos os governos de todos os países. Os direitos humanos, tão propalados desde na última semana, mas aos quais até ao ao final do Mundial todo o mundo fez vista grossa porque outros valores mais altos se levantam, são disfunções e abominações desde que a Montanha foi a Maomé, mas tornaram-se agora mais uma arma de arremesso. Para denegrir Portugal. Deixa-me chocada que ninguém entenda que arrastando na lama um português destacado, se arrasta também o País.
CR não deve nada aos portugueses ou a Portugal. Quem deve aos portugueses e a Portugal é quem nos rouba e nos faz a nós pagar as sucessivas golpadas com juros e inflação imódica . Mas destes ninguém fala. O CR tem sido a cortina de fumo necessária para o que tem corrido pessimamente possa passar despercebido. Curioso que dentre todos os dislates distópicos que escrevi no postal, tenha logo ido buscar o CR como bola anti-stress. Surpreendi-me até porque se esperava que alguém pegasse nesta ponta, nunca seria o Costa. Mas agradeço a sua boa contribuição. Bom 2023.
Não terei conseguido ser claro naquilo que escrevi acima, foi isso seguramente. E falhei tão estrondosamente que dou por mim a ser equiparado a essa massa largamente pequenina, mesquinha e invejosa que eu próprio tanto critico (costumo chamar-lhe aqui, a essa massa, o Soberano). A coisa dói, acredite. Deixe-me então, peço-lhe, tentar agora ser um pouco mais claro e fazê-lo tão telegraficamente quanto me seja possível:
– eu creio que não me enervei. A menos que encarar de forma minoritária (bem sei) o fenómeno Ronaldo seja sinónimo de nervosismo;
– se me fizer o favor de reler o que escrevi, verá que eu sou o primeiro a aceitar que o jogador mais não faz do que prestar o seu trabalho pelo melhor preço que para tanto consegue. Não lhe posso quanto a isso apontar o que seja de negativo. Isso é, quanto a ele (os “dinheiros do futebol” serão outra história), absolutamente natural e legítimo, é o mercado em que ele opera a funcionar;
– lamento que lhe pareça que ao pensar como penso estou a arrastar na lama Cristiano Ronaldo (que, se fosse o caso, provavelmente se rebolaria de riso com essa minha pretensão; ou votaria tal atitude à maior indiferença) e Portugal (que não precisa de mim para tanto: já lá está, na lama e bem enterrado, há muito; e gosta);
– Cristiano Ronaldo não me deve nada. Seria o caso – e de forma mediata, apenas – se houvesse por exemplo questões de evasão fiscal, mas nada sei quanto a isso e portanto é minha obrigação presumir que não há, donde nada lhe posso apontar. Nem eu verdadeiramente lhe devo a ele, embora sem dúvida seja ele credor de reconhecimento e admiração por aplicar parte da sua fortuna a ajudar gente em aflição (coisa que a fazer-se deverá ser feita de forma desinteressada e ele será nisso sem dúvida um muito louvável – e talvez bem menos comum do que deveria ser – exemplo de cidadania). Quanto às imensas glórias futebolísticas que terá vertido sobre a Pátria, eu preferiria que a Pátria procurasse empenhadamente outras glórias e, garantidas essas, rejubilasse então com as da bola. Porque, lamento, estas definitivamente não substituem aquelas. Mas ou a Pátria inverte os seus valores ou inverto-os eu. E devo ser eu;
– mas é fundamentalmente nessa questão da ostentação como exibição pública de poder que divergimos, a Maria Dulce Fernandes e eu. Para si, creio ter percebido correctamente, é apenas natural e desculpável, atendendo ao passado e percurso do jogador. Para mim, não. Desde logo porque Ronaldo é, queira ou não – e quer, sem dúvida -, um(O) exemplo, um(O) objectivo, uma(A) miragem que tudo justifica para milhares e milhares de miúdos (e graúdos que sonham gerir a fortuna do filho). E em todos esses milhares haverá um ou dois futuros Ronaldos. Ou, será o mais certo, nem um. Ronaldo tem por isso, em minha opinião, uma imensa responsabilidade de moderação, de realismo, porque ele sabe que o que conseguiu não é comum. Nada comum. E as ilusões são coisa boa, mesmo indispensável, até certo ponto, daí para a frente são perigosíssimas. Absolutamente destrutivas. Nem que fosse por isso, esse homem, que tão abnegadamente ajuda tantos, deveria conter-se. Mas o sucesso (sim, eu sei, o merecido sucesso) de facto inebria.
E cá está: queria ser telegráfico e não o consegui (vem dos tempos da escola: a doce e paciente D. Teresa dizia que eu não era sintético, antes analítico, nas “redacções” que escrevia; e eu ficava a olhar para ela, na verdade sem a certeza de a ter entendido). Sobretudo reincidi nesse verdadeiro delito de opinião, esse crime de lesa-pátria, que é olhar Cristiano Ronaldo e o seu mundo de forma diferente da consagrada. É-se logo pequenino, mesquinho e invejoso, lapidar e liminarmente.
Mas fico-lhe grato por acolher estes meus comentários assim subversivos (por alguma razão me abriguei no Delito de Opinião desde que a ele cheguei) e pacientemente lhes dar resposta.
Muito agradeço os seus votos para o novo ano. Contudo, eterno pessimista (e então no que ao nosso país concerne!…), quanto aos votos para 2023 não posso ir além de desejar que lhe seja tão tranquilo quanto possível. Com saúde.
Porque “vemos, ouvimos e lemos”, diz-se. E por isso, “bom”…
Eu entendo-o Costa. Entendo-o até muito bem, mas não posso deixar de fazer notar as galáxias que medeiam entre 1997 e 2022/3, em todos os aspectos da vida desta raça humana. Um quarto de século é demasiado tempo para alguém servir de exemplo para as nossas crianças, criadas a pão de ló. Nunca iriam entender um garoto que aos doze anos foi “largado” à sua sorte com uma mão à frente outra atrás. Nem as nossas crianças sabem o que essa expressão significa.
Comentários só se poderão considerar subversivos se forem ofensivos ou obscenos, em suma, perturbadores, o que nunca foi o caso, e como se costuma dizer, é da discussão ( troca de impressões, seja) que nasce a luz.
Concordo totalmente consigo quando diz que apenas poderemos esperar que o tempo passe sem sobressaltos. Espero que sim.
A animação do A. Gaspar é confusa.
Parece que chefe é velho Belchior, agora qual é o rapaz Gaspar e o mouro Baltazar?
EU, como se nos dias de hoje em que anda tudo misturado sob o signo do arco íris, isso interessasse para alguma coisa.
O interesse devia ser do autor do desenho, doutra forma desenhava os camelos às costas dos Magos.
Nos dias que correm, barba na cara não faz um homem. Tem dias em que eu própria apresento uma barba considerável. Quem sabe não seriam 3 magas ?