Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje assinala-se O Dia Internacional das Aves

«Os pássaros sempre ocuparam um lugar especial nos nossos corações, e é por isso que os celebramos no Dia Internacional das Aves a cada 5 de Janeiro. O facto de tantas espécies de aves estarem ameaçadas devido ao comércio ilegal de animais de estimação, doenças e perda de habitat significa que é mais importante do que nunca aumentar a nossa sensibilidade para este problema.

Quer seja o pardalito a chilrear no parapeito de uma janela ou os pombos comuns que voam de um lado para o outro nos jardins, os pássaros estão presentes no nosso quotidiano. As aves são espécies-chave nos ecossistemas, símbolos de saúde e vitalidade ecológica. 

Embora o Dia Internacional das Aves seja relativamente recente, tendo sido instituído apenas em 2002, a adversidade que as aves têm de enfrentar não é novidade no reino animal. Basta lembrar o dodô, o pato labrador e o pombo passageiro, todos vítimas de extinção.»

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Uma senhora de idade que costumava estar sentada num dos bancos de pedra da Praça do Império estava sempre rodeada de pombos. Era um pequenita dos meus quatro anos e assustava-me amiúde com o esvoaçar que provocávamos ao passar. Um dia, regressávamos de ver uma ninhada de patinhos pretos que nadava em um dos pequenos lagos dos cavalos, como lhes chamava e que ainda rematam o Jardim do Império presentemente despido das obras de arte paisagística que marcaram uma era, era essa que por ferir susceptibilidades mandam os puristas arrancar pela raízes, como se nunca tivesse existido e não fizesse parte da nossa história enquanto povo. Mas dizia eu que nesse dia, antes de chegar junta à senhora dos pombos, a minha dia perguntou se lhe queria dar milho. Claro que sim, que queria, mas não tinha milho. Foi então que a senhora dos pombos fez aparecer magicamente um cartuchinhos de papel como os das castanhas, e deu um à minha tia em troca por uma moeda.

“Atira para cima e para longe”. Fiz o meu melhor e lá foi a passarada a esvoaçar atrás dos grãos fazendo grande estardalhaço. Reminiscências do tempo em que eram “pombinhos” e não ratos com asas, uma praga que tudo destrói e é necessário exterminar.

 

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Hoje é O Dia dos Guionistas

«O Dia dos Guionistas é comemorado como reconhecimento aos escritores que trabalham dia e noite para nos trazer as melhores histórias, as últimas novidades e as mensagens sublimes que focam a nossa consciência. As séries e os filmes de que gostamos não seriam nada sem a pena de um escritor dedicado. Vamos honrar os grandes guionistas entre nós e prometer dar-lhes o devido crédito.

A paixão por contar histórias na forma de dramas e sátiras é milenar. Independentemente do meio, várias formas de narrar histórias existem em todas as sociedades organizadas. E quando há uma história para contar, há sempre um guionista que precisa encontrar a maneira perfeita de o fazer.

O trabalho mais importante de um guionista é determinar como uma cena irá aparecer no ecrã ou no palco. Um bom guionista pode superar as deficiências de produção ou a falta de talento de representação, enquanto um mau guionista pode transformar os maiores orçamentos e elencos de primeira linha em pó. Os guionistas trabalham sob imensa pressão e muitas vezes são solicitados a fazer alterações a qualquer momento. Os seus prazos estão atrelados às exigências logísticas de realizadores e produtores.

Em 2016, a “Screenwriting Magazine”, publicação online, declarou 5 de Janeiro como o Dia dos Guionistas para homenagear as imensas contribuições destes profissionais em todo o mundo.»

Frank Darabont, Bong Joon Ho e Han Jin Won, Joel Coen & Ethan Coen, Nick Schenk, Jordan Peele, Aaron Sorkin, Quentin Tarantino, Todd Komarnicki são alguns guionistas, cujos guiões originais ou adaptados nos fizeram deixar as salas de cinema com a sensação de ter sabido a pouco. Quantas vezes um escritor guionista (sim, porque um guionista é muitas vezes mais do que um escritor) enceta a árdua tarefa de contar a história simples de um livro despretensioso e a transformar numa obra de arte. Quantas vezes influenciada por um filme espectacular, compro o livro em que se baseou, apenas para me decepcionar e constatar a mestria do guionista que o soube elevar superlativamente.

           (Imagens Google)   

12 comentários em “Hoje é dia de”

  1. Quer seja o pardalito […] ou os pombos […], os pássaros estão presentes no nosso quotidiano.

    Eu não sei quem escreve tantas besteiras! Os pombos não são pássaros! São aves, mas não são pássaros.

    1. Penso que deveria escrever uma carta à academia americana de artes ciências e manifestar o seu desagrado pelo filme de culto ” Os Pássaros” de Alfred Hitchcock , a dizer que é uma completa besteira o nome, pois que deveria ser ” As Aves” porque quase todos os pássaros são passarões.

  2. O facto de tantas espécies de aves estarem ameaçadas devido ao comércio ilegal […] e perda de habitat

    Mas há outras espécies que são beneficiadas pelo comércio ilegal e que adquirem novos habitats. Por exemplo, os periquitos selvagens que hoje abundam em Lisboa (e noutras cidades europeias) aumentaram consideravelmente o seu habitat original.

  3. num exame liceal
    «-aves são pássaros, passarões, passarucos, aves de capoeira, melros e cucos
    – e um chumbo para matar a passarada toda
    – e um olho vesgo para falhar a pontaria»
    penas só as minhas

    Fellini quando guionista ao passar por Tótó:
    -Principe!
    -me chiama Antonio!
    depois de morto:
    tiraram-lhe o título de Príncipe de Bizâncio
    dizem que não escreveu a canção de que mais gosto: MALAFEMMENA, dedicada a Silvana Pampanini
    conjuntamente com My Way

    Sic transit gloria mundi

  4. A passarada, vulgo pardal-de-telhado, desapareceu aqui dos meus lados, e por todo o lado.
    E já não sou acordado com o chilrear minutos antes do nascer do dia. Passavam a noite na grande nespereira a vinte metros da varanda do 1º. andar e não mais os vi vai para três anos.
    Dizem que foram atacados por uma “malária” que os dizimou.
    O “freguês” por lhe dar pedaços de pão, já esperava por mim na varanda.

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