Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

 Hoje, dia 24 de Abril, comemora-se  O Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz.

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“Esta primeira comemoração [ a 24 de Abril de 2019 ] do Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz enaltece o valor da cooperação internacional para o bem comum. Durante quase 75 anos, os acordos multilaterais estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial salvaram vidas, expandiram o progresso económico e social, defenderam os direitos humanos e, não menos importante, ajudaram a evitar um terceiro conflito global. Da articulação do direito internacional ao avanço da igualdade de género, desde a protecção do meio ambiente até à limitação da proliferação de armas letais e doenças mortais, o multilateralismo e a diplomacia têm um comprovado historial de serviço a todos os povos.”

Acredito que a ONU tenha as melhores intenções, mas de boas intenções está o inferno cheio, à luz dos factos ocorridos desde 24 de Fevereiro. Faz hoje precisamente dois meses! Sanções… palavras, leva-as o vento; não se travam massacres com palmadas no rabinho.

Este multilateralismo afigura-se unilateral na salvaguarda da organização, já que toda a diplomacia falhou.

Comemoremos pois.

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Comemora-se também a 24 de Abril O Dia do Animal de Laboratório 

 

“A data foi criada em 1979 pela Sociedade Nacional Anti-Vivissecção (National Anti-Vivisection Society, NAVS), tendo sido escolhido o dia 24 em honra do antigo presidente da sociedade, Hugh Dowding, o primeiro Barão Dowding, nascido neste dia.

O objectivo desta data é dar voz e vida aos animais que são utilizados em testes de laboratório por todo o mundo, sofrendo torturas arcaicas por fins comerciais, industriais, científicos e académicos.”

 

Nenhum ser vivo deveria sofrer para assegurar a sobrevivência de outro. Bonito, mas cínico. Principalmente porque mais de 70% da população mundial é carnívora.

30 comentários em “Hoje é dia de”

  1. Talvez não fosse injusto acrescentar que os 70 anos de paz 1945-2015 apenas foram possíveis porque os EUA venceram – com o “bluff” de Reagan da Guerra das Estrelas – a corrida ao armamento e por mais 25 anos suportaram os custos de serem os polícias do mundo.
    Se queres a paz, arma-te – com o seu agora terrível corolário, se preferires o conforto e as políticas sociais, desarma-te – é uma daquelas verdades que a história de todos os tempos confirma mas que a intelectualidade dominada pela esquerda, recusa contra toda a evidência.

    1. A paz só se obtém com um equilíbrio de forças e um pacto de não agressão mútua.
      Ficou provado que não funciona? Não. Ficou provado que funcionou com jogos de poder e gente normal. O que acontece presentemente não é o caso. Os agressores não são inteligentes nem normais.

      1. O que é um equilíbrio de forças?…, e que garantia de estabilidade oferece?
        Se o equilíbrio é entre blocos, basta uma deserção ou uma adesão significativa para destruir o equilíbrio. Se o equilíbrio é entre estados, apenas seria atingido quando o Vaticano, o Mónaco, Nauru, etc., tivessem a mesma capacidade de dissuasão nuclear dos Estados Unidos.
        Como tenho várias vezes referido, entendo que o futuro equilíbrio mundial vai depender da Índia, por ser o único país com peso económico e demográfico para poder definir um desiquilíbrio entre os blocos EUA e aliados e China-Rússia. E tenho um “feeling” que Costa, pessoalmente felicitado por Modi que lhe atribuiu um diploma (equivalente a condecoração) por ser o primeiro político de raiz indiana a ocupar o cargo de primeiro-ministro de um país europeu; que também conseguiu a proeza de trazer Modi ao Porto (por vídeo-conferência); está a pensar nesse trunfoo para assegurar o seu futuro na direcção europeia.
        É sintomático que, tendo Marcelo exigido a saída de Cravinho da Defesa, Costa o tenha nomeado para o ministério que mais de perto tem de colaborar com Belém. E não posso deixar de lembrar que Gomes Cravinho, foi embaixador da UE em Nova Delhi. Onde, incidentalmente, ocupava uma embaixada, antigo palácio de um marajá, que mantinha 350 empregados.

        1. Ora Francisco, você sabe muito bem o que é um equilíbrio de forças. Se oferece garantias isso não sei, depende da hombridade com que se fazem os acordos de desarmamento. E estávamos a falar particularmente da guerra das estrelas e do desarmamento russo e americano, que pode ter sido um bluff, uma balela uma lorota, um embuste, mas manteve uma paz com alguma qualidade durante anos.
          Quanto à India tendo a concordar, mas uma grande potência tem que ter uma casa minimamente arrumada e a Índia está a anos-luz de o conseguir.

  2. vou na 3ª dentição, mas nasci com dentes caninos
    Zygmunt Bauman in MODERNIDADE LÍQUIDA
    Prefácio: Ser Leve e Líquido
    Capítulo 1. Emancipação
    As bênçãos mistas da liberdade • As casualidades e a sorte cambiantes da crítica • O indivíduo em combate com o cidadão • O compromisso da teoria
    crítica na sociedade dos indivíduos • A teoria crítica revisitada • A crítica da política-vida
    Capítulo 2. Individualidade
    Capitalismo — pesado e leve • Tenho carro, posso viajar • Pare de me dizer; mostre-me! • A compulsão transformada em vício • O corpo do consumidor • Comprar como ritual de exorcismo • Livre para comprar — ou assim parece • Separados, compramos

  3. na próxima semana guterres vai em turismo a Moscovo
    deve ir munido de fraldas de incontinente
    pás há muitas

      1. É lógico ir primeiro a quem atacou, como que ir dizer ‘para lá com isso’ .
        A Diplomacia para a Paz é muito bonito, e foi com Reagan-Gorbachev. O pior foi terem arranjado (quem?) o bêbado Yeltsin.

          1. Está bem, mas o Yeltsin desbaratou a riqueza do país pelos oligarcas que depois arranjaram este rapazinho.

          2. Mas a semente do diabo fez a mesmíssima coisa. Encheu os oligarcas que nem odres para eles lhe sustentaram os devaneios homicidas e agora anda a matar neles que até dá gosto…🙄

  4. 1 – A ONU foi (e é) o instrumento do «poder Ocidental» liderado pelos EUA/Nato (até puseram a sede em New York!), para construir um poder unipolar dominado pela Cultura e pela economia ocidental. Tal como quiseram fazer nas “Cruzadas”, subjugando todos os povos e culturas que diferissem dessa, dos cowboys (do que saca primeiro, e mata o último adversário, no final da História).
    2 – Foi essa visão supremacista, colonialista e unipolar que justificou desde 1945, e continua a justificar hoje, o bombardeamento e a chacina de povos e culturas a milhares de quilómetros de distância dos EUA, que matou milhões de seres humanos (desde a Coreia, ao Vietnam, Iraque e Afeganistão).
    3 – Este conflito nos antigos territórios da Rússia — que só a partir de 1991 os EUA/Nato/ONU passaram a chamar de “ucrânia” — marca o início do fim dessa ideologia unipolar Ocidental, e a reivindicação (pela China, e por muitos outros países de África, Médio Oriente e América do Sul) por uma Ordem Internacional Multipolar.
    4 – Todos já perceberam que a ONU (e a maioria das Organizações Internacionais) são organizações parciais, completamente dominadas pelos EUA/Nato/UE. Já não representam a maioria dos desejos e interesses da maioria da população do Mundo.
    5 – Em vez de comentários sectários e cúmplices com um dos lados, neste dia do Multiculturalismo, não deveriam perguntar a si próprios: i. “O que é uma «invasão», e por que meios se pode realizar?”, ii. “De quem era o «território», ao qual agora cada um chama e reclama ser seu?», iii. “Definido o que cada parte reclama ser seu, quem primeiro invadiu e roubou esse território?”. Etc.

      1. Era o mesmo que os EUA/Nato/ONU contratarem um comediante, para convencer os “Alentejanos” de que eram um povo e uma nação independente (fazerem acampamentos para crianças e adolescentes durante 10 anos a ensinarem-lhes isso, como fez o zelensky&azov em Kiev).
        E através dum golpe de rua, tomarem o poder.
        A primeira coisa que fariam, era designar a nação por “Alentejo”, expulsando, torturando, perseguindo e bombardeando todos os que nesse “Alentejo” fossem “portugueses”. Baniam a língua portuguesa, e apagavam todos os nomes portugueses de ruas e vilas.
        Ora, ora.
        Já não é tempo para deixar de tapar o sol com a peneira? Para quando a imparcialidade e o discernimento?

          1. Onde a Maria Dulce coloca o marco que define, sem quaisquer dúvidas ou hesitações, a primeira invasão?
            Não apenas neste caso, mas em todos os outros pelos quais nos definimos a nós próprios e às nações/países a que dizemos que pertencemos?

      2. Essa não foi a primeira invasão? E depois vinham dizer que Portugal invadiu o Alentejo? E a seguir, impunham sanções e enviavam armamento para o Alentejo fazer uma guerra a Portugal?

        1. Ahhhhh, o Alentejo é independente e tem um presidente eleito democraticamente? Não sabia! É que comparações destas tipo QAnon são para retardados. Não o tenho nessa conta. Para mim é um putinista empedernido e chato mais nada.

          1. Eu sei, tenho a certeza, de que essa não é a sua opinião sobre mim (excepto, no “empedernido e chato”, porque também eu me acho isso, a mim próprio).

          2. 1 – Não digo, que pouco a pouco, o feitiço se vira contra o feiticeiro…?
            2 – Hoje, 24/04/2022, às 18:04, de acordo com a Lusa, Marcelo respondeu a Zelensky sobre Guterres: “Como em tudo na vida há dois pontos de vista. Mas, Moscovo teria a palavra final”.
            3 – E nessa notícia, um Esteves Ayres, fez o seguinte comentário: “ Alguém dizia, «Afinal, o povo ucraniano morre de fome e de sede, mas o espaço da Ucrânia está atafulhado de armas sofisticadas, o financiamento não falta, e mercenários também não!
            Quando chegar a altura da repartição, Zelensky vai exigir o seu quinhão. Mas pagará Roma, desta vez, a traidores?».
            4 – Palavras, para quê?

          3. Algum putinista for sure…
            Você é apologista de depois de levar um estalo, sem qualquer razão dar a outra face? Não se defendia? Levava a fisga no bolso de trás, uma espada de madeira e um chapéu de papel de jornal, montava numa vassoura e ia guerrear? Tenha dó!

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