
Hoje é O Dia Internacional Contra a Violência contra Trabalhadores do Sexo
«O símbolo dos trabalhadores do sexo é o guarda-chuva vermelho, utilizado em especial neste dia, em que se registam acções de protesto e campanhas pelos direitos humanos e civis.
A data surgiu nos Estados Unidos da América em 20Imprensa03, como um tributo aos trabalhadores do sexo falecidos em Seattle. Na altura, um homem chamado Gary Leon Ridgway matou 48 mulheres, na sua maioria trabalhadoras do sexo, por considerar que ninguém se ia preocupar com elas e que nunca seria apanhado. Acabaria por ser condenado à prisão perpétua.
A violência contra os trabalhadores do sexo é perpetuada de variadas formas, sendo praticada por clientes, por pessoas que fingem ser clientes, pelas autoridades, pelos parceiros, e pela comunidade em geral. Em Portugal, 90% dos trabalhadores do sexo de rua já foi vítima de violência.»
Por altura do Natal e com imensa gente para dar lembranças, íamos quase em excursão à Rua do Benformoso, onde se encontrávamos muitas coisas interessantes para oferecer de lembrança por preços muito abaixo do normal. Entrávamos sempre pelo Martim Moniz e saíamos pelo Largo do Intendente, onde, carregadas de embrulhos, apanhávamos os táxis para casa. Um dia estava uma piquena com cara de gaiata encostada a uma porta. A pouca roupa para um dia frio de Dezembro podia explicar a situação. A minha mãe parou, foi ter com a menina e perguntou-lhe se já tinha comido. Ela abanou negativamente a cabeça. Então a minha mãe, com aquela maneira de ser tão característica, deu-lhe dinheiro para ir almoçar. Lembro-me da Lena dizer que se calhar ela ia comprar droga com o dinheiro que lhe dera, ao que a minha mãe respondeu: “É para o que ela precisar. É Natal.” Nunca esquecerei.

Hoje é O Dia Nacional da Imprensa
«A imprensa é fundamental na sociedade industrial e da informação. Por isso, preservar a liberdade de expressão e de imprensa é um dever de todas as democracias.
Quando mencionamos “imprensa” incluímos jornais, revistas, rádio e televisão. Este meios devem pautar o trabalho pela ética e pela isenção sem favorecer nenhum lado em notícias ou reportagens.
A Associação Portuguesa de Imprensa, fundada em 1960, organiza uma conferência. A temática é muito importante – o combate à desinformação”.
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma” — Joseph Pulitzer
Faço minhas estas palavras, porque já são uma realidade.
(Imagens Google)

fui presidente do grupo recreativo duma empresa de 750 trabalhadores e responsável pelos seus almoços
um sábado a noite o mestre cozinheiro foi apanhado no Parque Eduardo VII a ‘engolir a palhinha’. domingo de manhã desloquei-me a PJ e consegui, devido a amigo, sacar o dito cujo. na 2ªf chamado perante os responsáveis pelo refeitório, disse-lhe que nunca faltasse à 2ªf. enquanto não foi chamado por um ‘colega’ para a Academia Militar dizia nos dias de bacalhau cozido «um rabinho para …»
Pulitzer podia ter dito
« – jingle bells , já não há papel
– não faz mal, limpa com jornal »
republiqueta sem presente nem futuro
Há muito tempo andar pelas bandas do Parque e do Conde Redondo nesses preparos dava prisão.
“nesses preparos” dava e dá prisão em qualquer via pública.
Presentemente quem andar ” ao pendurão” leva uma reprimenda e vai para casa. Dura lex sed lex, tá bem, tá bem…
Lembro- me de dois ou três “meninos bem” que foram presos por “más práticas” . Um deles foi o meu pai tratar de ver se ele saía, porque era a primeira vez , a família estava na Suíça e o pai dele telefonou ao meu pai a pedir o favor. Não lhe sei dizer como se processava a libertação, mas não acredito que fosse completamente legal.
Hoje a LGBTQIAP+ faz logo um escarcéu se se penaliza alguém por alguma prática desviante, e o país inteiro tem que pedir desculpa.
as casas de tias, que não frequentei, fecharam em 1960
de Itália recordo
I Giorni grigi sono le lunghe strade silenziose
Di un paese deserto e senza cielo
A casa d’Irene si canta si ride
C’e gente che viene, c’e gente che va
A casa d’Irene botiglie di vino
A casa d’Irene stasera si va
Giorni senza domani e il desiderio di te
Então e aquela música dos Táxi, a Rosete? É do album de 1981, A Queda dos Anjos . Eles tinham vá , 30 anos, se iam à Rosete com 18 ou 20, 1960 não pode estar correcto.
O “engolir a palhinha” era assunto para a PJ, calhando por ser vício que podia ser pelo nariz.
‘republiqueta sem presente nem futuro’
o prof. karambachel não se esticava quanto ao futuro.
destruíram-se os sectores primário e secundários e não existe o mínimo sinal de recuperação
50% de pobres com tendência para continuar a aumentar
Diz quem sabe que para ” aguentar” 4 anos.
Ah, mas o Prof. Karamba acerta umas coisinhas, caramba!
“Faço minhas estas palavras, porque já são uma realidade.”
Já somos dois.
É triste, mas é verdade, António.
dito na tv
« trabalho com duas mulas no Intendente »
Deve ter passado em rodapé. Eles escrevem com tantos erros! Seguramente deveriam ter escrito “multas”

Nos tempos obscurantistas do anterior regime havia casas onde uma ‘tia’ cuidavam das trabalhadoras e havia uma polícia e um SNS especializados a vigiar e a vistoriar.
Agora andam por ermos e vãos de porta, tendo em compensação passado de putas a trabalhadoras do sexo.
A liberdade, que acabou com as ” casas de meninas”, deixou muitas entregues a si próprias ou a proxenetas que as viciavam em droga e as obrigavam a “trabalhar” para garantir a dose diária, sem Polícia a vigiar ou SNS a vistoriar. Nem sei porque escrevi no pretérito, porque essa prática vil ainda acontece.
quando fecharam as casas de tias as donzelas cantavam
Et maintenant que vais-je faire
De tout ce temps que sera ma vie
Então o Bécaud também andava nas casas das tias?
O nome então mais corrente era ‘casa de tia’ e não ‘casa de meninas’.
Ainda agora, ali pela zona do Barreiro, se diz ” vou à da tia”, por exemplo , o que deixa quem ouve levemente atónito e não tem mal nenhum.