Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje é O Dia Mundial da Casa de Banho

«Esta data é comemorada desde 2001 em vários países. O Dia Mundial da Casa de Banho, também conhecido como Dia Mundial da Sanita, foi oficialmente reconhecido pela ONU em 2013 e visa alertar para o facto de mais de 2,4 mil milhões de pessoas não terem acesso a uma casa de banho limpa, segura e privada. Um em cada três habitantes do planeta não dispõe de instalações sanitárias com boas condições de higiene e segurança. Longe de ser divertido, este dia é uma data séria, que tenta destacar a importância do saneamento básico para a saúde.

  • Mais de 700 mil crianças morrem todos os anos devido a diarreia causada por águas poluídas e más condições sanitárias – são perto de 2000 mortes por dia.
  • Uma criança morre de dois de dois em minutos por falta de água e de condições de higiene sanitária.
  • Em todo o mundo, existem mais pessoas com telemóvel do que com sanita.
  • Mais de 60 milhões de crianças nascem em casas sem saneamento.
  • 7.500 pessoas morrem diariamente por falta de saneamento, entre as quais 5.000 são crianças com menos de 5 anos.
  • 272 milhões de dias de escola são perdidos por ano devido a doenças relacionadas com o saneamento.
  • Apenas 47% das escolas nos países subdesenvolvidos oferecem adequadas condições sanitárias.
  • Alguns países perdem 7% do PIB com problemas de saúde relacionados com a falta de condições sanitárias.
  • 2 milhões de toneladas de dejectos humanos vão todos os dias para fontes de água, contaminando-as.
  • Mil milhões de pessoas ainda defecam ao ar livre.»

 

A celebração de hoje, mais do que a importância de ir à retrete, o que para muitos não é fácil, nem prerrogativa de todos, foca-se no pouco valor que atribuímos, quando em caso de necessidade termos onde a poder satisfazer em boas condições, sociais e ambientais. Já lá vai o tempo em que a mata era a única opção, que, mesmo tendo contribuido grandemente para o mundo como hoje o conhecemos, nada tinha de higiénico, pois se nem autoclismos havia!

A pergunta que se impõe é, claramente, o que seria da literatura sem o advento da “casa de banho”, porque afinal muitas vezes o encorajamento encontra-se onde menos se espera.

Num registo mais sério, nos países menos desenvolvidos, onde o saneamento básico não existe, continuam a proliferar doenças com origem nos solos contaminados por resíduos de excrementos humanos.

 

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Hoje assinala-se O Dia Internacional do Homem

«Este dia foi instituído em 1999. A iniciativa começou em Trindade e Tobago, por iniciativa do professor universitário e investigador Jerome Teelucksingh, tendo sido apoiada pela ONU e por vários grupos de defesa dos direitos masculinos da Europa, América do Norte, África e Ásia.

Portugal é um dos mais de 70 países que aderem a esta celebração anual. A mensagem do Dia Internacional do Homem incide na promoção das contribuições masculinas positivas para a sociedade, das relações entre géneros e do combate ao sexismo.»

No princípio, acreditei que o criador escolhera esta data para moldar o espécimen humano do pó do universo, mas depois lá me veio à ideia que o Papa Gregório XIII ainda andaria no éter dos tempos por uns bons anos, e por tal, não teria o criador um calendário disponível para a data da criação. É portanto a celebração do homem, do gajo, do macho da setinha para cima, levemente inclinada à direita, coisa que deve de algum modo transtornar o ferrenho esquerdalho, se de tal estiver consciente.

Ao homem, o companheiro, o pai, o avô,  pessoa de bem. Feliz dia!

(Imagens Google)

42 comentários em “Hoje é dia de”

  1. primum vivere, deinde philosophari

    na aldeia onde nasci há 91 anos e foi vila acastelada da Ordem dos Hospitalários, além da nossa casa, só 4 outras tinham banheira e sanita e raríssimas tinham quintal. em criança assistia da janela ao desfile dos penicos. o vulgo defecava no campo atrás da parede e a passarada disputava as proteínas ainda fumegantes
    para comemorar existe a Ordem do Banho com « três classes de membros:
    Cavaleiro-Grã-Cruz ou Dama-Grã-Cruz (GCB)
    Cavaleiro-Comendador ou Dama-Comendadora (KCB ou DCB)
    Companheiro ou Companheira (CB) »

    Homem: animal em vias de extinção, devido a funções desnecessárias

    vi na Tv que hoje era o dia da mulher empreendedora
    minha Mãe ficou viúva aos 28 anos com um filho de 5 meses e soube, até voltar a casar passados 7 anos, ‘tocar o burro para a frente’ e depois do 2º casamento por mais 30 anos

    não vim de França por termos fabrico próprio sem necessidade de reclamações

    só beneficiamos da tecnologia estrangeira porque a política socialista não passa duma desgraceira: se 50% não come não precisa de sanitas

    1. É curioso como há hábitos que se perdem com o tempo, António. Antigamente era impensável ir à casa de banho sem uma revista, uma BD, fosse o que fosse. A vida sem revistas no WC, não era completa, havia sempre aquela sensação de inconclusão…
      Bom fim de semana!

      1. Também sempre tive esse curioso hábito de
        ler no WC , revistas, jornais ou livros.
        Hoje, o hábito persiste mas mais “in”. É o tablet que
        me acompanha.

          1. havia literatura mural como:
            « neste lugar solitário
            onde a vaidade se apaga …»

        1. Como vivo e trabalho no campo, tenho por hábito despachar a encomenda ao ar livre acompanhado de um jornal desportivo. Não é fácil chegar a tempo a um WC.

          1. Deve dar muito mau jeito, caramba.
            ! Tenho para mim que estar atento à notícia, à “encomenda”, à direcção do vento, e esperar sempre o inesperado, como bicharada, etc, é uma proeza de truz.

          2. prática da minha juventude, sem jornal mas com pedra

            encontrei uma pintura bíblica intitulada
            «Agar no deserto»

  2. É das mais interessantes perguntas de algibeira:
    -Qual é a parte de trás de uma árvore?
    E quanto a casas de banho é tudo muito moderno. Há 50 anos ainda havia muitas casas em Évora e milhares por todo o país sem casa de banho, apenas com uma pia na cozinha (!!) para todos os despejos.
    Nos bairros antigos de Lisboa, não falando nas “ilhas” do Porto, era mato prédios sem casa de banho.
    Mas Portugal não ficava sozinho com nesse hábito, nos Países Baixos era a mesma coisa.

    1. UE, há 50 anos em Lisboa, quase todas as casas tinham uma pia, um lavatório e um duche. Estive em Amsterdam em 1970 e na terra do progresso, as casas tinham uma pia e um lavatório. Banho que é bom, nicles.

      1. E um bidé. Coisa que está a passar de moda mas que
        é extremamente útil e agradável. Em França ainda existem
        em casas mais antigas , na Suiça nunca vi e até fazem troça
        desse “equipamento “.

      2. Há 50 anos em Lisboa…..na Rua da Bempostinha (ao Paço da Raínha), Alfama, Castelo, Mouraria, Bairro Alto, Madragoa havia, ainda, muitas casas apenas com uma pia de despejos.
        ‘Tá bem que a grande maioria dos prédios, construídos no início do séc.XX já tinha casa de banho completa com sanita, lavatório, banheira e o bidé, que os holandeses odeiam.

        1. As zonas de Lisboa que não totalmente reconstruídas e que não obedecem ao traçado da gaiola pombalina, casas pequenas, baixas e escuras, que agora são as tais que estão pela hora da morte nas zonas típicas da cidade ( em Belém, por exemplo, também há muitas), não tinham ” casa de banho” porque não se usava. Provavelmente adaptaram posteriormente um pequeno espaço que era um ” tudo em um”. Em Roma, na zona do Lázio, adaptaram a quartos espaçosos uma género de “casa de banho de avião” maior, é certo, mas muito funcional.
          Em matéria de higiene holandeses e belgas deixam muito a desejar. É espantoso como se preocupam com o ambiente ao ponto de serem fanáticos com a limpeza das cidades, e são tão encardidos como pessoas.

    2. há 50 anos na parte chique de Paris a pia para todo o serviço era na escada com pessoas a aliviar tipo pensador de Rodin

        1. O que me faz impressão é a desvalorização do bidé. Isto de não lavar a retaguarda depois do serviço é pouco higiénico.

          1. Lembro-me que na “casa velha” dos meus avós não havia bidé ligado ao saneamento, mas havia uma armação e um encaixe, tapados com uma espécie de cortina florida. Na “casa nova” o bidé até era mostrado à visitas, porque era todo prafrentex!

  3. A estatísticas que Maria Dulce oferece são horripilantes. Mas…, se todos esses problemas não existissem em vez de termos celebrado a bebé 8 mil milhões, teríamos celebrado, sei lá, a bebé 20 mil milhões. E estaríamos todos, aliás os sobreviventes, sem água nem comida suficiente. Ou seja, se calhar seríamos na mesma 8 mil milhões,… mas em muito pior estado.

    1. Eu não ofereço coisa alguma, Francisco. De vez em quando ainda dou a Saudação, porque boa educação não pesa a ninguém. As estatísticas constam da ONU, UNICEF, e outros sites oficiais. Eu comento, não invento. Todos podemos ser Carlos Brancos, mas com o génio de Da Vinci só houve um.

      1. “…constam da ONU, UNICEF, e outros sites oficiais.” que a Maria Dulce fez o favor de consultar para nos oferecer informação já compilada.
        Sinceramente, não percebo porque se abespinhou.

        1. Eu não me abespinho, apenas corrijo afirmações erradas, tais como.”A estatísticas que Maria Dulce oferece são horripilantes”. Ora quem raio será a Maria Dulce? Alguma ONG, algum organismo oficial, que assusta o mundo com coisas horripilantes?

  4. ei…nem sei por onde começar, entre o deliciado e o, depois ( 2º post) cilindrado por um daqueles cilindros que calcam o alcatrao.

    Nao me apanha com as calças na mao, isto porque calhou ter ouvido na radio ser o dia da retrete.
    E a referencia no post a “pensar ” até está certinha com o desenho.
    Presentemente acompanho as movimentaçoes de um sanitario que ora esta no cimo do predio, longe, em construçao ora nao está.
    O 2º post…recentemente um post informava que sinais nas pernas sao proprios nas mulheres, nos homens nao.
    Nao sabia que hoje é o dia do homem, mesmo com o sinal na perna, e é a primeira vez que vejo a direita falar na setinha tao descomplicadamente.

    1. Como a ordem dos factores não altera o resultado, quereria o sos seguramente dizer ” e é a primeira vez que vejo falar na setinha à direita tao descomplicadamente”. Entende-se o desarranjo. Terá a ver com o primeiro post?
      Bom Domingo sós.

      1. pois, pois…hoje tambem é o dia dos jogos do tabuleiro, coisa que agora ouvi na radio.
        (ah, reparo, nao disse jogos da direita no tabuleiro )

  5. faltou-me e acrescento.
    Numeros sao numeros, claro que falam, mas “tantos” nao emocionam.
    Outro. A historia anterior á sanita é interessantissima. Acho que já vimos algures que foi a maior invençao da humanidade.

    1. Os números são os oficiais, disponibilizados por quem regula estas situações. Pode sempre mandá-los à maior invenção da humanidade. Como já referi aqui mais acima, eu comento, não invento. Podemos todos ser Carlos Brancos , mas Da Vinci só houve um de nome e génio.

      1. o que ( eu ) disse, ao menos a ideia é essa, é que muitos numeros acaba por ser “nada”. Ou seja, se o objetivo é as pessoas terem noçao, bastaria um numero que lhes causasse impressao.
        Pode até argumentar que cada um deles por si só causa impressao. Ao que insisto que tantos numeros juntos resultam em que nao se retenha nenhum .

  6. Vi algures a contabilização – parodiada(?) – do que foi roubado por militares russos na Ucrânia. No topo da lista constava: Sanitas – 11.537…
    Sobre a banhoca: Conta-se, digo eu, que no dia do casamento os amigos do noivo o arrastaram para lhe dar banho, coisa a que era avesso. Estava tão sujo, que passados 30 min. de o estarem a esfregar, encontraram uma camisola interior.
    Excelente Domingo para vós.

    1. Acredito que na Rússia montanhosa, por exemplo, o conceito de ” casa de banho” seja inexistente, sendo que as sanitas devem ser consideradas objecto de luxo. Devido à practicidade da coisa, guardam-nas como espólio de guerra.
      A prática do banho frequente é recente. Antigamente tomava-se banho ( ou lavava-se mais ou menos) ao Domingo para se ir à missa limpinho de pecados e etc.

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