
Hoje é O Dia Mundial da Pneumonia
«Esta data foi instituída em 2009 pela Organização Mundial de Saúde, que declarou 12 de Novembro como dia dedicado ao combate a uma doença que mata três milhões de pessoas por ano, incluindo 476 mil crianças. É mesmo a principal causa de morte de crianças até aos 5 anos de idade.
A pneumonia é uma inflamação nos pulmões. Pode ser leve, severa ou mortal, dependendo da idade do doente e do seu estado de saúde. As principais manifestações clínicas da pneumonia são tosse com expectoração; dor torácica, que piora com os movimentos respiratórios; mal-estar geral e febre.
Pode ser adquirida pelo ar ou através de saliva, secreções, transfusão de sangue ou, na época do Inverno, devido a mudanças bruscas de temperatura. A prevenção da doença é fundamental: lavar as mãos, não fumar, não usar bebidas alcoólicas, evitar aglomerações e vacinar-se. Em caso de contágio, a imunização diminui a intensidade dos sintomas, além de evitar as formas graves da doença e a mortalidade por pneumonia.»
Há locais estranhos no mundo, os quais visitamos por prazer e que encerram surpresas traiçoeiras. A minha história de pneumonia é bizarra, por isso deixo um aviso a todos os que se aventuram por locais desconhecidos e mal iluminados: tenham muito cuidado. Estávamos em pleno mês de Agosto e o calor era sufocante. Acontece que aquele dia em que o termómetro atingiu os 40° coincidia com o dia do meu aniversário e estava acertado há séculos um programa lady’s day que iria ser sobretudo um dia indulgente. Fast food, gelados, pipocas e cinema. Começámos as festividades com a actividade sine qua non se visita um centro comercial: ver as montras. Depois de um périplo de mais de uma hora, fomos deleitar-nos com um almoço alambazado composto de tudo um pouco, daquela comida que faz tão mal, mas sabe tão bem. A abarrotar, caminhámos até à sala de cinema, não sem antes nos munirmos de um gigantesco balde de pipocas e grandes copos de chá gelado à temperatura ambiente. Sempre me espantou o facto de conseguirmos ter “espaço” para pipocas depois de uma mega-refeição, mas é uma realidade. Sentámo-nos para ver o Rei Leão. Foi então, quando as luzes se apagaram, que o gelo chegou. Insidiou-se e instalou-se um frio de rachar, que apenas eu parecia sentir. Não tardou que as pessoas na sala começassem a embrulhar os braços, mas ninguém reclamou. A tremer, fui falar com uma “arrumadora” que me disse que não seria possível qualquer alteração à atmosfera controlada da sala, porque que era “automático”. Que raio de Hakuna Matata, caramba. Sentei-me, enrolei-me em mim o melhor que pude e por ali fiquei. Quando o filme acabou, encontrava-me tão transtornada que deixámos o lanche para outra altura. Em casa, a tiritar, vesti um pijama polar, tomei paracetamol, bebi um chá e cama comigo. Passado um dia com mais de 40° de febre, dirigi-me ao hospital e foi-me diagnosticada pneumonia. Belo presente de aniversário. Um presente de grego, isso sim. A recuperação não foi fácil, estava demasiado calor para o corpo arrefecer, os antibióticos não funcionaram nem à primeira, nem à segunda prescrição e qualquer tentativa de banho frio era um suplício de mártir de pedreira.
E é por isso que aqui deixo o meu testemunho e o meu aviso: nunca, mas nunca pense que num dia de calor de assar pedras à sombra, a salvação está num ar condicionado de uma sala de cinema perto de si.

A 12 de Novembro celebra-se O Dia da Happy Hour
«Há um período do dia em que a alegria, em que aquele golo de felicidade líquida, pode ser comprada com desconto. Todos os bares do mundo a homenageiam, e todo o cliente a espera para desfrutar das bebidas, mesmo se tiver a bolsa mais leve do que o habitual.
O Dia da Happy Hour, como o nome inglês indica, comemora momentos de felicidade. A primeira alusão ao termo é difícil de rastrear. No entanto, como referência a um ponto de bebida, surgiu durante a proibição de venda pública de álcool nos Estados Unidos, quando esta interdição era contornada nos bares clandestinos.»
Nesta altura do campeonato, todas as horas que vivemos são happy hours. Seja para comer, para beber, para passear, para acarinhar a quem queremos bem, seja o que for, façamo-lo com alegria, porque não sabemos hoje se estamos a viver horas felizes que já não nos pertencem.
(Imagens Google)

há 80 anos quando havia alentejanos trabalhadores o cântaro de água metálico era colocado ao Sol.
meu Avô materno iniciava as manhãs a ‘matar o bicho’ com um ‘calce de aguardente da cabeça’ e depois dava um estalido com a língua.
conservo um desses calces para ‘desinfectar’ a boca com ginjinha após as refeições.
segui sempre o conselho do 2º Marido de minha Mãe: ‘faz ouvidos de mercador’. não mando ninguém aos 2 locais habituais e vivo bem comigo próprio, embora cada vez mais pobre com estes politiqueiros, um verdadeiro cancro incurável, mas divertido
Em Vila Verde, a manhã começa com uma”copázia” de aguardente. Aprendi isso no funeral do meu sogro. Antigamente era tudo feito em casa e à noite era imperativo haver vigília, por isso fiquei de plantão com a minha sogra, as duas s9zinhas, das onze da noite às seis da manhã. Era Agosto e o céu estava branco de pontos brilhantes. Enquanto a minha sogra dormitava eu passei o tempo a tentar identificar constelações. Às seis e tal chega uma prima com um termus. Café! Estava mesmo a precisar. Ela desenrosca a tampa e enche-a. Curiosamente não me chegou o aroma. Só percebi quando ma deu para a mão. Olhei, respirei fundo, encolhi os ombros e foi de penalti. Aquele sabor horrível a calor, flores e defuntos desceu com o fogo até ao estômago e ficou por lá. Creio que dei pela ” rendição” no posto. Depois dormi até me chamarem para o funeral.
herdei um alambique que me roubaram no assalto à casa desabitada do meu falecido sogro
nem todos os vinicultores tinham autorização. meu Avô alugava o único da aldeia e levava a lenha
gostava mais de vinho abafado. não bebo há + de 40 anos por ter arrancado as videiras por falta de mão-de-obra. o último trabalhador era um bêbado profissional, mas morreu de acidente que não provocou
Eu nunca fui muito de beber. Quando era nova, ficava-me por Cuba Libre, G&T, caipirinhas em dias de convívio, cerveja sempre e muita, panachê, sangria, grogue no inverno, um vinho por outro em jantares sociais…,
Agora, que até me apetece uma ginginha, um mel de damas ou um champanhe, um bom porto ou um bom Whisky irlandês, não posso beber. A presença de álcool no organismo provoca uma ligeira anafilaxia, com edema moderado e ligeira falta de ar. A alergologista após infinitos testes e sem conseguir chegar ao cerne da questão, disse-me para tomar meio anti-histmínico antes da ingestão de bebidas alcoólicas. É tão interessante ir socializar a cair de sono…
Tempo médio de esperança de vida dos homens e mulheres em Portugal.
Em 1960 H 60,7 anos e M 66,4 de esperança de vida e em 2020 H 77,7 anos e M 83,4.
Antes de 1960 a Prodata entendeu não valer a pena, e pelos números apresentados podemos concluir que os homens e as mulheres perderam o hábito de beber aguardente.
Talvez o Jaquim diga ‘ágorá é de milhor quálidáde’.
E o problema seria mesmo da qualidade?
Beber aguardente é rasca.
É rasca e, afinal, dá mais uns anos de vida.
Em comprovando a teoria, a bagaceira irá seguramente entrar em ruptura de stock