
Este é O Dia do Rebuçado
«A história dos doces começa na Índia. Entre os séculos VI e IV a. C., persas e gregos aprenderam que as pessoas na Índia tinham o que eles chamavam juncos que faziam mel sem abelhas. Eram na verdade cana-de-açúcar, nativa do Sudeste Asiático. Os índios antigos ferviam o caldo de cana, transformando-o em pedaços individuais de açúcar.
Antes da cana-de-açúcar ser “domesticada” fora da Ásia, o mel era usado na China antiga, Médio Oriente, Egipto, Grécia e Roma para revestir frutas e flores, preservando-as e transformando-as em doce.
Antes da Revolução Industrial, o doce era usado como remédio para acalmar o sistema digestivo ou esfriar a garganta.
Em 1817, numa cidade inglesa, começaram a ser fabricados caramelos. Em 1883, nos EUA, apareceram os primeiros “caramelos salgados”. Em 1941 surgiram os M&M’s, também nos Estados Unidos.»
Rebuçados não são do meu gosto, a menos que sejam caramelos, Werther’s Original ou M&Ms com manteiga de amendoim. Um bolinho de chocolate com cobertura de caramelo salgado é um manjar dos deuses.

Hoje assinala-se O Dia da Caneta de Tinta Permanente
«Esta data começou a ser evocada em 2012 para promover o uso das canetas de tinta permanente e o prazer da escrita em geral. Recebe o patrocínio de muitas empresas e organizações à escala internacional.
A forma mais antiga de caneta de tinta permanente foi usada pelos antigos egípcios, em 3.000 a.C. Usavam palha de junco para escrever com tinta feita de goma vegetal e fuligem. Eram chamadas “canetas de imersão” por causa do modo como eram mergulhadas na tinta.
O Dia da Caneta de Tinta Permanente foi instituido para acolher, incentivar a utilização destas canetas e enaltecer a arte da caligrafia, cada vez mais em desuso.»
Quando fui fazer o exame da 4.ª classe, o meu pai ofereceu–me uma caneta Sheaffer grenat e dourada. Como era boa a caligrafia, a prova ficou um mimo, não tinha um borrão e a letra parecia saída de um conto de fadas. Portei-me bem, tive um Muito Bom (20 valores). Mereci a caneta, mas depressa me fartei dela. Na outra escola era tudo de plástico. Malas, estojos, canetas de escrever, caixas de lápis de cor e canetas de ponta de feltro e até mesmo blusões e saias. Era a moda. Ainda tive um corta-vento vermelho que durou séculos.

A 4 de Novembro evoca-se O Dia do Bom Senso
«Este dia é comemorado anualmente em 4 de Novembro, pois o bom senso é uma ferramenta importante para viver a vida. O senso comum como conceito é muito antigo, tendo sido alvo de várias reflexões de Aristóteles. O filósofo da Grécia antiga descreveu-o como a habilidade com a qual os homens processam percepções sensoriais, memórias e imaginação para alcançar muitos tipos de julgamentos.
No século XVII, Descartes, estabeleceu o significado moderno mais frequente, quando afirmou que todos temos uma quantidade semelhante e suficiente de senso comum, mas raramente é bem utilizado.
Desde o Iluminismo, o termo “senso comum” tem sido usado como efeito retórico tanto de aprovação como padrão de bom gosto, quanto fonte de axiomas científicos e lógicos. Nos tempos modernos, o senso comum é definido como “o nível básico de conhecimento prático de que todos precisamos para ajudar-nos a viver de forma razoável e segura”. Esta data foi assinalada pela primeira vez em 2015.»
E sensibilidade também. Era bom que houvesse muito, em comprimidos sem prescrição ou dosagem e assim cada um toma o que quer. É tão difícil encontrar uma pessoa sensata. Não faço grande uso do bom senso a não ser com os meus netos. No trabalho é como no inferno, tudo cheio de boas intenções, eu inclusive. Mas há sempre quem nos tire do sério e seria aqui que se puxava do bom senso e se tentava chegar àquele consenso em que tudo corria bem. Mas é muito difícil.
(Imagens Google)

‘bom senso’ para um cartesiano Anarca:
« Métro, boulot, dodo » est une expression inventée en 1968 par Pierre Béarn à partir d’un vers qu’il a écrit en 1951 et censée représenter le rythme quotidien des Parisiens, ou plus généralement des citadins :
« métro » : trajet en métro le matin,
« boulot » : journée de travail,
« dodo » : retour au domicile et nuit de sommeil.
Cette expression, ainsi que le poème, est une critique de la monotonie et la répétition d’un quotidien trop constant et vu sans issue possible. Elle est devenue un des slogans de Mai 68.
acrescento ‘méque dô’.
chupo rebuçados Dr Bayard ‘um amigo do peito’
tive a 1º caneta de tinta permanente quando da admissão ao liceu.
dei ao meu Filho, há 27 anos, juntamente com os meus 3/4 da herança, cerca de 100 canetas de boas marcas
cerca de 500 de poucos € a 2 pessoas
actualmente só escrevo e leio no pc
Rebuçados para a tosse, de vez em quando , lá vão uns quantos, principalmente quando viajo e fico sempre com ums tossezinha nervosa muito irritante.
Tenho muita pena de não conseguir encontrar a minha Sheaffer de estimação. Veio garantidamente para esta casa quando nos mudámos há 22 anos. Vinha no seu estojo original e guardei-a para não se perder. Resta saber onde.
A expressões em francês ouvem-se muito nas séries de TV recentes.
a minha 1ª era Pelikan.
há uns 30 anos fizeram reprodução.
Lmbro-me de borrachas Pelikan, de aparos e de frascos de tinta da china. Tínhamos em casa um tinteiro Quink azul para enchemos as canetas.
desses tempos ficou-me algo que se perdeu e se chamava
RESPEITO
O Respeito entrou em desuso há muito tempo. E é a sua falta que está no cerne de muitos problemas sociais que se verificam nestes dias. As pessoas desconhecem o conceito, entulho, e por isso não o podem nem querem aplicar. O respeito devia ser intrínseco a toda a gente, não é um cânon fascista do tempo da Outra Senhora.
serei sempre um rural.
El baile de los solteros nos remite así a la propia biografía de Pierre Bourdieu …
Los solteros que no bailan y quedan al margen, que permanecen todo el tiempo del baile en la
sala aneja, mirando de reojo la escena, son los
primogénitos, todos ellos mayores de treinta
años y solteros. Son «incasables», excluidos
del mercado matrimonial por su propia condición de herederos de propiedades campesinas
que han perdido todo el valor económico y simbólico del que estaban dotadas en tiempos pasados. Los cambios de costumbres impuestos por la vida moderna han vuelto obsoletos los
usos tradicionales
“Los cambios de costumbres impuestos por la vida moderna han vuelto obsoletos los
usos tradicionales”. Certíssimo. Nem sempre o que é tradicional é ultrapassado e não presta.
Também me lembro de ter feito o exame da 4.ª Classe com uma caneta de tinta permanente. Nesse tempo (ah, nesse tempo!) as carteiras tinham um buraco para colocar os tinteiros.
Quanto a Descartes: Penso, logo desisto!
É verdade que as secretárias tinham o tal buraco para o tinteiro, mas nunca usei, pois nunca escrevi com aparo. Escrevíamos a lápis e mais tarde a esferográfica. Aparo de cabo, só usei para a tinta da china.
O penso existo, deveria ser penso revisto, porque temos que revistar os recônditos do conhecimento e da memória para as questões existênciais.
“…Os índios antigos ferviam o caldo de cana, transformando-o em pedaços individuais de açúcar….”
Os índios antigos, que índios?
A cana-de-açúcar foi introduzida no Brasil, por um português, em cerca de 1530. Na América não havia cana-de açúcar e por isso os índios antigos não faziam rebuçados.
Depois de Sudoeste-Asiático, subentendo a palavra índio, como indígena daquela região.
https://www.dicio.com.br/indio/
Indio. Nunca chamamos índios aos habitantes da Índia, mas sim indus.
Além disso, o dicionário da Porto Editora e outros são taxativos nunca se referindo como os habitantes da República da Índia.
Dicionário da Porto Editora: Índio, povos aborígenes do continente americano ou grupos étnicos descendentes dos nativos americanos (Índios)
Quanto ao dicionário online Houaiss, definir índio como o habitante da Índia, em vez de indu, é coisa dos brasileiros como chamar xeroxe a uma máquina de fotocópias.
A palavra índio entrou no léxico após a tentativa da descoberta do caminho marítimo para a Índia por ocidente. Chegados ao novo mundo e deparando-se com autóctones de pele escura, tomaram-nos por habitantes da Índia, índios, portanto. Há-de reparar que nos USA a palavra indians, tanto serve para os nativos americanos como para os indianos, sul americanos, meso americanos, sei lá. É mais por aí.
Da minha primeira caneta de tinta permanente, tenho boa e má memória.
Boa, por me ter sido oferecida a primeira caneta, quando fiz a instrução primária. Não me lembro da marca. A má, por no mesmo dia e por causa da mesma caneta, ter levado umas chapadas da minha mãe por ter sujado de tinta o casaco do fato domingueiro. Por ter colocada a caneta no pequeno bolço superior do casaco e, talvez, mal fechada saiu tinta e manchou o casaco do fato cinzento-claro.
Andar com as Canetas no bolsos tinha esse problema. Curiosamente as esferográficas fizeram-me mais estrago nos bolsos das batas brancas, do que as de tinta permanente. E além do que a tinta da esferográfica era muito má de tirar. A minha tia é que tinha uma poção mágica ou sei lá eu, que metia uma data de pós, limão e leite, e lá conseguia tirar a maior.
Atenção à ortografia.
Hindu e bolso. Na escola primária, se escrevesse isso a Dona Sílvia aplicava-me logo duas reguadas.
A D. Sílvia seguramente que lhe ensinou a escrever o seu nome, e também não o faz… O resto faz parte das liberdades do acordo ortográfico.
Mea culpa. Esqueci-me de assinar. Bal de Baltasar Rebelo.
Espectáculo Bal! Não foi um anónimo a sair do armário ( coisa que me dá um certo gozo) mas fiquei a saber-lhe o nome todo. Apresento-me de seguida, só por uma fosquinhice, de ver se o meu é maior do que o seu : Maria Dulce Gomes Bento Roque Cerqueira Fernandes , às suas ordens.
Bolas! Parece nome de aristocrata! Gostei do Roque.
O seu é muito maior do que o meu!
Só tenho mais um Machado no meio. Deveria ter também Henriques, da parte do pai, mas houve uma confusão no registo. Dizem-me que quem tratou do assunto foi o meu padrinho Joaquim.
E eu tive muita sorte porque se esqueceram de Martins!
Eh, eh, eh, pensava que essa do “meu é maior que o teu” era um fenômeno masculino, estava enganado.
Um beijinho, Dulce e um bom fim de semana (espero que já esteja quase restabelecida).
Obrigada Pedro. Infelizmente a situação evoluiu para pior, e terei que ter nova intervenção cirúrgica na outra semana. Ossos velhos , está a ver? Só problemas.
Dulce,
Por muito palerma que possa parecer, temos de ser nós a acreditar, ossos velhos mas espírito novo.
Vai correr tudo bem, pensamento positivo
Hoje com a notícia, fiquei um tanto amarfanhada. Mas isto passa à medida que me for habituando à ideia. Obrigada Pedro, beijinho.
É normal, sentirmo-nos amarfanhados, dadas as circunstâncias.
)
Enfim.
Aquilo que não podemos controlar, só podemos acreditar que vai correr bem.
(E vai
Beijinho e que corra tudo bem, Dulce.
Obrigada, Pedro. Vai correr, sim.
Será Baltazar?
Baltasar com “s” é uma moda, relativamente, recente.
É capaz. Nos anos 70 via na TV o Professor Balthazar e era com z e muito engraçado para a altura. 78635749278
https://www.facebook.com/watch/?v=18449
Também me lembro desse desenho animado. Muito fixe, na altura.
E o Baltasar da Blimunda, não se escreve com s.
Vou mudar para Balthazar. Tem mais panache.
Na altura não tínhamos assim muito por onde escolher, mas era muito engraçado, sim.
Errata. “E o Baltasar da Blimunda, não se escreve com s?”
Errata? Where, oh where?
OK.
O sarcasmo é o primo feio do humor.
Faltava um ponto de interrogação na questão.
Feio não sei, mas teve imensa piada!

Era o nome do meu avô paterno. Com s.
Curiosamente o Rei Mago Baltasar costuma escrever-se com s. Pelo menos nos livros dos netos.
Rectifico: hindu e bolso.
Mas os indianos são os habitantes da República da Índia, não são os índios.
O chamar índios aos habitantes da América, o novo mundo, não foi por eles terem pele da cor dos habitantes da região da Índia, mas sim por haver a ideia que teriam chegado à Índia por ocidente. Até por os habitantes do continente americano terem pele avermelhada e não propriamente escura como os indianos.
Aliás, nunca no nosso Ensino alguma vez se ensinou que os habitantes da Índia eram os índios.
Essa dos índios serem os habitantes da República da Índia é uma brasileirada
Mas foi praticamente isso que eu disse UE, mas tá bem, pronto, ok. Tem razão.
Em Portugal usamos o termo “bom senso” para designar o que os ingleses, com maior cautela e propriedade, chamam “common sense” (senso comum). O senso “comum” nem sempre é “bom”.
E o nosso bom senso, quantas vezes de bom não tem nada, jj? As coisas são como são…
Bom fim de Semana!
E a propósito de Caligrafia envio aqui o post em que fiz as letras caligráficas, como aprendi na escola primária, com uma caneta de tinta permanente, naturalmente já crescido, quando passei pela escola não havia blogues: https://imagenscomtexto.blogspot.com/200 8/07/caligrafia.html. Acho curioso que seja o post com mais visualizações do meu blogue, estas costumam aumentar mais nos inícios do ano lectivo.
Eu também aprendi assim, jj. E ainda as faço lindamente. Curiosamente, a minha neta tem aprendido esta caligrafia também. Está claro que já tê o k e o y, que nós não tínhamos, e ala até ralha comigo quando estamos a brincar ás escolas ( em que ela é a professora, claro) , porque são as letras cuja caligrafia me sai menos bem, talvez por não estar habituada a elas de princípio.