
A 26 de Outubro comemora-se O Dia da Abóbora
«A abóbora é um membro da família das cabaças, que inclui pepinos, melões, melancias e abobrinhas. A maioria das pessoas não percebe que são frutas – não vegetais. São nativas da América Central e do México, mas agora crescem em todos os continentes. Quando o francês Jacques Cartier explorou a região de São Lourenço da América do Norte no século XVI, revelou ter encontrado aquilo a que os franceses chamavam “gros melons”.
Os agricultores geralmente plantam abóboras no início de Julho. A fruta (sim, fruta) requer solo que retenha bem a água. As colheitas sofrem se houver falta de água ou temperaturas excepcionalmente frias. Ainda assim, as abóboras são bastante duráveis e podem regenerar videiras danificadas, se necessário.
Até as sementes de abóbora são um lanche popular. As mercearias vendem-nas descascadas e semi-descascadas. São boa fonte de proteína, magnésio, cobre e zinco.»
Quando pensam em abóbora, qual é a primeira coisa que vos vem à cabeça? Sopa, tarte, puré, frita, gratinada, em croquete, em quiche, em salada, em jardineira, em sonhos… doce, salgada, agridoce. A minha primeira ideia é abóbora cristalizada. Dez tostões no Confeiteiro, dava uma bela fatia embrulhada em papel pardo. Podia não fazer bem aos dentes, mas confortava espectacularmente a alma.

Neste 26 de Outubro assinala-se O Dia de Uivar à Lua
«Este dia começa quando a noite cai. É o Evento Mundial do Uivo à Lua e uma homenagem aos animais que uivam à lua. O que vem imediatamente à mente de todos é o lobo. Alguns encaram os lobos como bestas perigosas e selvagens, mas na verdade são criaturas altamente inteligentes. Não há nada mais épico do que a imagem de um lobo inclinando a cabeça para a lua, uivando. O escritor norte-americano Johnny DePalma foi o “pai” desta data, assinalada desde 2009. Desde então, é observada anualmente a 26 de Outubro.
Esta efeméride inspira programas e actividades que recolhem fundos e recursos adicionais para organizações como a Wolf Haven. Além de sensibilizar as pessoas para a conservação do lobo como espécie animal em estado selvagem.»
No breu da noite apenas a lua dá vislumbres do que te espera a cada passo que dás. Segue aquele luar debochado e traiçoeiro até o encontrares cara a cara e então grita-lhe todos os vitupérios, as afrontas, as infâmias, o ultraje, a vergonha, a lama, a imundície… deixa sair a pressão até te sentires sem peso. Não precisas uivar, usa a tua voz. Tu tens voz. A lua é boa ouvinte.

Hoje evoca-se O Dia da Mula
«A mula é o animal híbrido mais comum e mais antigo criado pelo homem. Resulta do cruzamento de um burro com uma égua. Burros e cavalos, é importante notar, são duas espécies com diferentes números de cromossomos. As mulas eram frequentemente usadas no Egipto por volta de 3000 a.C. para transportar carga e chegaram à Ásia Menor em 800 a.C. Na Roma antiga, eram usadas para o transporte de pessoas e carga. Ficaram célebres pela sua espantosa resistência.
Cristóvão Colombo levou mulas para a América. George Washington – o primeiro presidente americano – foi considerado “pai da mula americana” porque criou mais de 50 mulas na sua propriedade rural.»
Andar de mula era uma felicidade! Quando íamos para Gaviãozinho de comboio, na estação de Castelo Branco estava o Avô Zé, o Tio Manuel da Moca, o Tio Daniel e o pai da Ana, os quatro a cavalo, duas carroças puxadas por duas mulas que levavam seis pessoas cada, sentadas na palha e que normalmente eram poiso das mulheres, e cinco burros e mulas para levarem as bagagens e os homens de Lisboa, que não estavam habituados a lidar com ginetes nervosos. Eu repartia a viagem pelo colo do Avó Zé, do meu pai na mula Felizberta, do Tio Zé no macho Zacarias e pelas carroças onde as senhoras cantavam modas e cacarejavam felizes. Parávamos para esticar as pernas e apanhar azedas, com aquele cheirinho a mato e a estevas ao nosso redor. Uma vez a Felizberta desatou aos coices. O Avô Zé depois de a acalmar, verificou que tinha a cabeça de uma cobra desfeita debaixo dos cascos. O Avô Zé gargalhou o resto do caminho dada a reacção um tanto histérica do bando de Lisboa ao ofídio, que para as gentes fortes da Beira Baixa era companhia diária pelos caminhos dos montes.
(Imagens Google)

Bonito postal, especialmente a parte dedicada à mula e às suas recordações de infância.
Obrigada! Boa quarta feira, Tiro ao Alvo.
em botânica uso indevido do género
« Cucurbita é um género botânico representativo da família das cucurbitáceas »
como na sopa e gosto das pevides.
«O filósofo político Thomas Hobbes disse, em seu livro, O Leviatã, que o “homem é o lobo do homem” »
os lobos agora estão na política. JMJ disse ontem na Sic «costa, o Luís de Matos da política»
“siamo fregati”
‘A mula da cooperativa
Deu dois coices no telhado’
cavalguei muito mula enorme na minha juventude
“costa, o Luís de Matos da política”. Qualquer dia faz desaparecer o país…
para já fez desaparecer 858 medicamentos das farmácias.
o anão meteu-se com a poderosíssima indústria farmacêutica, como aconteceu em Cuba. atempadamente comprei para 6 meses
Mas temos os genéricos… metade do preço para 2/3 da quantidade.
não há, nem haverá tão cedo, matérias-primas para genéricos.
há por aí na net comprimidos com a consistência de botões de osso: entram e saem
Credo! Comprimidos a jacto?
na verdade [os lobos] são criaturas altamente inteligentes
Todos os mamíferos são altamente inteligentes.
Alguns sim outros como a Preguiça, por exemplo, têm a inteligência atrofiada pela anatomia.
principalmente os MAMÍFEROS da política.
MAMAM toda a vida.
não há desmame
Mas não se pode dizer que não são inteligentes.
Não sou fã de algo que leve abóbora. Eu que não fujo de nenhum doce, escuso-me ao de abóbora. Mas o dia lembra-me um livro do Aquilino Ribeiro que veio de casa do meu pai: «Abóboras no Telhado», escritor que Vasco Pulido Valente naqueles sistemáticos ataques de má-língua «opinou» no «Público» como «um escritor medíocre»…
É este o começo de «Abóboras no Telhado»:
«Dê-me licença, querido amigo, que lhe ofereça esta carrada de abóboras. Dou o que tenho. Faça de conta que lhe trago… o quê? os pomos de oiro das Hespérides.
Abóboras? Pois então! Como os bons e pobres cultivadores da minha serra, agora que chegou o meu Outono, sinto que é a altura de tirar as abóboras do campo e pô-las com a barriga ao léu, o ar estupefacto, a inocência rósea, o esferoidal caprichoso em cima do telhado.»
A dedicatória é sui generis, nesta obra autobiográfica de Aquilino. Obrigada pela lembrança, Orlando.
Só uma perguntinha, doce de abóbora com nozes em requeijão de cabra, não o seduz nem um pouco?
Agradeço a amabilidade, reconheço o quanto tentador poderá ser, mas, sou de um tempo antigo em que esse tipo de misturas quadram mal. Lembro-me sempre do filme «Notting Hill» quando Hugh Grant oferece a Julia Roberts damascos embebidos em mel e, de frasco na mão, diz-lhe: «Damascos embebidos em mel. Porquê não sei, porque deixam de saber a damascos e ficam a saber a mel e se se quer mel compra-se mel em vez de damascos.»
Nisso de, mais ou menos misturas, fico-me numa fatia de queijo, outra de marmelada bem grossa, cortado de um tabuleiro que no norte, tempo sempre antigo, chamavam «Romeu e Julieta».
Mas muito obrigado pela sugestão.
Queijo com marmelada é uma opção tão boa , se não melhor do a que lhe propus.
Errata sobre “A mula é o animal híbrido mais comum e mais antigo criado pelo homem. Resulta do cruzamento de um burro com uma égua.”:
– A mula é concebida numa burra fecundada por um cavalo.
– O macho é concebido numa égua fecundada por um burro.
Obrigada jj.amarante pelo esclarecimento sobre os cruzamentos equus!