Comemoramos a 12 de Abril o Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados.
Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados.
“A 12 de Abril de 1961 o cosmonauta russo Yuri Gagarin realizou pela primeira vez na história da humanidade um voo espacial tripulado. Gagarin foi o primeiro a ver a Terra do espaço. O seu legado tem motivado muitos jovens a seguir carreiras em ciência e engenharia.
A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 12 de Abril como o Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados para celebrar a nível internacional, o início da era espacial, reafirmando a importância da contribuição da ciência e da tecnologia espacial para alcançar um desenvolvimento sustentável e aumentar o bem-estar dos Estados e dos povos, bem como assegurar a realização das suas aspirações para manter o espaço exterior para fins pacíficos.”

Como diria o Capitão Kirk, o espaço é a última fronteira [que os homens têm para conquistar].
Em 1982 estive na então URSS. Um dos pontos turísticos do roteiro era a visita a um parque de exposicão aeroespacial em Moscovo. Foi tudo muito a correr, chovia, era ao ar livre, e não era permitido fotografar, não fôssemos nós para o hotel, para casa, para um buraco qualquer, sei lá, replicar um Sputnik, por exemplo. Tinha lá o fato espacial de Yuri Gagarin e da Valentina Tereshkova, diversos módulos, naves Soyuz e Sputnik, aviões da Aeroflot, e muitas outras máquinas voadoras, que com grande pena minha não consegui identificar capazmente nem o guia local, um tipo feio e antipático, se quis dar ao trabalho de explicar e não descansou enquanto não nos pôs dali para fora. A verdade é que o nosso grupo de dez era o único a visitar o espaço naquela tarde.
Também estava lá a Laika empalhada e havia fotos de Desik e Gypsy e Belka e Strelka, com as respectivas biografias em cirílico, por isso ficámos todos esclarecidos acerca destes animais que orbitaram o planeta.
A visita não foi completamente desinteressante, mas foi triste ver aqueles titãs que desbravaram caminhos no céu como peças de museu, tão mal mantidos, ferrugentos e tristes.
Sentimo-nos pequenos perante aquelas máquinas que venceram a gravidade e furaram a atmosfera, gigantes que pareciam tão frágeis que me lembro de fazer a analogia com as cascas de noz que sulcavam as ondas para dar novos mundos ao mundo.
Outros tempos.

Mas não mais planetas habitáveis, do que seres humanos em cima da Terra? Para que andam em guerras uns com os outros, se há Espaço para todos?
Que eu saiba, não há guerras pelo Espaço sideral, só guerras pelo espaço dos outros ali ao lado, mas isso é tão antigo como a humanidade, querer-se sempre o o que não é nosso.
De resto, competir é saudável. Citius, Altius, Fortius et al.
1 – “Tão antigo como a humanidade”, é um facto indesmentível. Mostra que a “humanidade” é atrasada, em termos do que é necessário para se conseguir evoluir e continuar Universo.
2 – Daqui a pouco, matam-se todos uns aos outros, e não fica cá nenhum dessa “espécie”. Dizem que nos seus arsenais militares, somados os de todas as partes, há mais de 10 mil ogivas nucleares 100 mil vezes mais potentes do que as duas bombas que despejaram em Hiroxima e Nagasaki sobre as populações indefesas.
3 – Mostra que essa “humanidade”, é, afinal, apenas uma pequena parte. Muito recente e muito limitada perante o tempo e o modo da Existência. É uma coisa feita na fase em que na Vida aparecemos nós, os vaidosos e fanfarrões “humanos” (“macacxs sapiens sapiens”, como diz a actual nomenclatura científica).
4 – Também vemos que essa “humanidade”, até há muito pouco tempo, teve uma errada concepção daquilo que impulsiona a Vida e a Natureza (refiro-me áquilo que os dados científicos dos últimos 30 anos vieram demonstrar). Que — ao contrário do que se pensava no séc.18/19, e início do séc.20 — não é o “darwinismo” nem a “competição” que fizeram evoluir as sociedades e os organismos. Mas outrossim, a simbiose, a miscigenação, a parasitagem, o empréstimo, a cópia, a troca e a cooperação multipolar. Vê-se isso com total clareza nos dados da Ciência, desde a escala microbiológica até à escala das sociedades humanas. E nas sociedades humanas, vê-se isso em todos os processos históricos de «construção, destruição, reconstrução». Um facto há muito afirmado na herança cultural asiática e nas suas relações culturais e comerciais, presente no hinduísmo e no budismo. Aliás, uma “trifuncionalidade do indo-europeu” discernida por G. Dumézil, e por vários outros autores de referência na ciência ocidental.
Tanta conversa enviesada e nada sobre a comemoração dos voos espaciais. Grande prova que a humanidade complica tudo.
Mas os “voos espaciais” o que são, senão a tentativa de procurar outros lugares para viver e para Continuar?
Se fossemos cuidados com o que temos, poderíamos “Continuar” onde estamos “forever and ever, and ever, and ever”.
Agora descobrir e colonizar é que é. Isso está-nos no sangue, mesmo quando as descobertas já são conhecidas há séculos e só invadimos para colonizar.
A vida´dos humanos fora da Terra ainda está a anos-luz.
Às vezes ponho-me a pensar,… naquelas palavras escritas por alguém, que dizem que «só poucos entrarão no reino-dos-céus (nesse espaço interestelar); e para os que acumularam bens materiais será mais difícil do que um camelo passar por um orifício do tamanho do fundo de uma agulha (Mateus 19:24)». Se cá caísse um meteorito, daqui a um mês, quem de nós conseguia de cá fugir num foguetão? Os ricos, os pobres, ou os militares e familiares?
Fixe. Eu quando tinha 16 anosi um livro chamado “Eram os deuses astronautas?”. Nunca mais encarei a religião da mesma maneira.
São em princípio para um maior conhecimento
do sistema solar e do universo que nos rodeia.
Entretanto estão a poluir o espaço á volta da terra e
o seu satélite, com engenhos de todas as formas e calibres
que abandonaram sem vergonha quando voltam à Terra.
Sem dúvida! E que felizmente a atmosfera tem conseguido de algum modo pulverizar a uma forma quase residual. Com tanto lixo a reentrar na atmosfera só ainda não houve uma tragédia por muito sorte.
Exactamente.
” Com tanto lixo a reentrar “! Lixo é um conceito antropocêntrico. Pulverizar lixo consiste em o transformar (não desaparecer) noutras substâncias que para os humanos (nós sempre no centro) não é lixo (mas pode sê-lo para não humanos). A matéria transforma-se, nada é lixo a não ser que existam humanos que assim o consideram.
Enquanto se desintegra pouco a pouco na órbita terrestre e influi negativamente com o planeta e o ecossistema, é lixo, Zeca.
Também se podem chamar matérias poluentes
e tóxicas em vez de lixo .
Tenho que perder a mania de encontrar em todos os temas
uma canção. 🙉
Michel Jonasz lune YouTube
Já agora , sem qualquer relação com o espaço
mas com o talento deste grande, grande artista
e com as belas “ coisas” que ainda se fazem
neste planeta.
Michel Jonasz les fourmis rouges live YouTube
Boa noite MDF e igualmente uma Boa Páscoa para si
e para todos vós
“influi negativamente” Negativamente para quem?
Para a vida na Terra.
Já agora
https://youtu.be/jHJHb2J5aZM
“Para a vida na Terra.”
A vida de quem?
Totalmente de acordo.
É como o cocó. Depende da perspectiva. Para outros povos e outras sensibilidades daria, por exemplo, para fazer bolas de pétanque.
Já agora, não querer ser antropocêntrico também é antropocêntrico. Há qualquer coisa de forçado e de impossível nisso, que vem da própria natureza da linguagem. Isto apesar do sucesso das teorias de Graham Harman (ontologia orientada para o objecto) que recomendo se gostas destes assuntos.
Sim, pergunte aos escaravelho…
O antropocentrismo é uma treta. Pergunte à natureza. Tira-nos logo as peneiras.
Esse “antropocentrismo” é um limite que encontramos em todos os “sistemas de 1.º grau”. O “teorema da indecidibilidade” de K.Gödel, publicado em 1931, ofereceu-nos a demonstração lógica, de que nenhum sistema se consegue explicar a si próprio. Excepto, se for capaz de forjar uma premissa exterior a si próprio. Ora, se isso fosse possível, o sistema deixaria imediatamente ser aquilo que era. Os “humanos” deixariam, nesse momento, de serem totalmente “humanos” (e assim sucessivamente para todos os exemplos de sistemas na escala física ou biológica). Logo, só a “transformação” (no sentido aristotélico das “Categorias” no “Organon”) pode conduzir à quebra de todos e quaisquer “antropocentrismos”. Só quando deixarmos de ser “humanos” é que os conseguiremos explicar e compreender. Razão pela qual, na minha opinião, a definição que melhor nos caracteriza, enquanto «sistema aberto capaz de se transformar noutra coisa diferente do que somos nesta fase da evolução», é: «sermos o Ser que há-de vir». Só quando esse Ser futuro, que se desprendeu do nós actual, vier… Se, entretanto, a Nato/EUA/UE, Putin, Zelensky, e outros não nos matarem a todos.
Isso tudo é muito messiânico
” O “teorema da indecidibilidade” de K.Gödel,……. nenhum sistema se consegue explicar a si próprio.”
Para entender o trabalho de Gödel é preciso saber muita Matemática. Sem isso e enunciado assim pode levar a conclusões que não estão no Teorema de Gödel …. o que se faz com muita frequência.
Nem K.Gödel se consegue explicar a si próprio. E enquanto tentamos decifrar teoremas que explicam tudo não fazemos nada e a vida na Terra continua a perecer. Mas há sempre o Espaço, a última fronteira.
Boa noite Zeca . Páscoa Feliz.
” E enquanto tentamos decifrar teoremas” É melhor não pensar…Boa noite.
Está a ver o preconceito? Quem lhe disse que eu não sou o John Nash por exemplo?
Banda sonora:
“Era uma vez…o espaço”
https://www.youtube.com/watch?v=IJQ9Jb2 gw4s
Lá em cima há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e o dia a nascer
E nós aqui sem parar numa
Terra a girar
Lá em cima
há um céu de cetim
Há cometas,
há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço
a subir passo a passo
Lá em cima
pode ser o futuro
Alegria, vamos saltar o Mundo
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez o Espaço
lalalalalala
Lá em cima já não há sentinelas
Sinfonia toda feita em estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estender um braço e tu estás no Espaço!
L’infini
Des prairies bleues du ciel
Découvert
Comme un grand livre ouvert
Et la Terre
Cette bille éphémère
Qui prend quand l’étoile passe
Sa vraie place dans l’espace
Infini
Qui devant nous dévoile
Ses comètes
Ses planètes, ses étoiles
Et le ciel
Tel un rêve éternel
Où le temps même s’efface
Pour faire place à l’espace
Infini
Vers lequel nous allons
Plein de joie
Sur les chevaux du vent
Le futur,
L’aventure nous font face
Laisse-moi te conter
Il était une fois l’espace
Infini
Dont nous sommes sentinelles
Symphonie
A portée de nos ailes
Harmonie
Dont jamais on n’se lasse
Tu verras
Viens prends place
Nous partons pour l’espace
Infini
Eu aprendi assim, com a mesma música. Ainda não havia dobragens. Mas é bonito na mesma
(corrigido) Mas não há mais planetas habitáveis, do que seres humanos em cima da Terra? Para que andam em guerras uns com os outros, se há Espaço para todos?
( respondido)Que eu saiba, não há guerras pelo Espaço sideral, só guerras pelo espaço dos outros ali ao lado, mas isso é tão antigo como a humanidade, querer-se sempre o o que não é nosso.
De resto, competir é saudável. Citius, Altius, Fortius et al.
Mas há que pensar nos buracos negros, verdade?
lembro-me de Gagarin no Sputnik
em 68 não só as crianças que se divertiam a dizer pip pip
penso que o zip zip se baseava na lenga lenga
Olhe que engraçado!
Eu vi o Vostok, creio ou uma réplica, claro. Pensei na altura que até era pequeno