
Hoje comemora-se a Implantação da República
“A 5 de Outubro de 1910 Portugal deixou de ser uma monarquia e passou a ser república. O Dia da Implantação do regime republicano é feriado nacional.
A mudança aconteceu na sequência de um golpe de Estado, pois muitos portugueses não concordavam que o país continuasse sendo governado por um rei.
A força das armas acabou se impor e a família real foi obrigada a exilar-se. O último Rei de Portugal foi D. Manuel de Bragança, mais conhecido como D. Manuel II, que rumou ao exílio em Inglaterra, onde faleceu em 1932.
A implantação da república foi proclamada no edifício da Câmara Municipal de Lisboa. Logo a seguir instituiu-se um governo provisório chefiado por Teófilo Braga. Em Agosto de 1911 foi aprovada nova Constituição, dando início à I República.
O primeiro Presidente da República foi Manuel de Arriaga (1840-1917), eleito pelo parlamento a 24 de Agosto de 1911. Com esta mudança foram alterados alguns símbolos do país, como o hino e a bandeira nacional, que passou de azul e branca para verde e vermelha.”
Podermos escolher quem nos governa, bem ou mal, é uma vantagem, pois quem não dá provas de competências pode ser substituído ao fim de uns pares de anos. É a vantagem das repúblicas democráticas, sobre as monarquias tradicionais. Monarquias como a espanhola, a inglesa ou as escandinavas, em que o Rei ou a Rainha não tomam decisões, apenas fazem parte do aparelho de Estado, já deram provas de um entendimento competente. A pergunta no ar seria se se adequavam à nossa mentalidade tugalense.

A 5 de Outubro assinala-se O Dia Mundial dos Professores
“Esta data foi proclamada pela UNESCO para celebrar a aprovação, em 5 de Outubro de 1966, da Recomendação sobre o Estatuto dos Professores.
Em alguns países este é um dia especial para os professores. Em alguns é até feriado, enquanto em outros ocorrem comemorações em dias úteis.”
O professores têm sido muito incompreendidos e nada reconhecidos. Como em tudo mais, há casos e casos, claro. Não é fácil ser professor nesta conjuntura. No meu tempo de lente, a autoridade do professor era tão reverenciada como a de um chefe de estado. Nem sempre a autoridade e o respeito se conseguem através do medo. Eu nunca experienciei medo nas salas de aula, mas conheço quem fosse para a escola apavorada, normalmente porque lhe faltava qualquer coisa, principalmente uma boa desculpa.
Agora, são os professores quem muitas vezes vive um verdadeiro clima de terror nas salas de aula. A escola forma indivíduos, mas os princípios básicos da educação aprendem-se em casa e hoje pode haver muito tempo para tudo o mais, mas para educar e civilizar um filho o tempo é sempre muito pouco.
(Imagens Google)

Jorge de Sena
« A PORTUGAL
Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
a pouca sorte de ter nascido nela.
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.
Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face … »
segundo a tv hoje é dia de zé ornelas e chimenes
É a pátria que temos, entulho. Ninguém escolhe onde nasce. Podemos sim, escolher como queremos viver.
há quem escolha ser ministro para gamar
do meu curriculum vitae
« já sofreu mais de 70 anos de luta inglória contra a burocracia do estado.
A burocracia foi criada para estagnar. É só atentar no Complex.
o sector que mais cria riqueza
Ou pobreza de espírito, quem sabe…
Quem cria riqueza são mesmo os trabalhadores.
Que o digam os países comunistas e seus trabalhadores.
O comentador “camaradas” acabou de dar um bom exemplo. Sem patrões pode ser criada riqueza (veja-se a URSS que era a segunda maior economia do mundo antes de ser destruída pelo porta-voz da Pizza Hut Gorbachev), sem trabalhadores é que não é criada riqueza em lado nenhum. Nem hoje nem na idade média onde os senhores feudais achavam que eles é que criavam a riqueza.
A questao de Jorge de Sena com Portugal é muito particular porque ele nunca conseguiu afirmar-se entre os intelectuais (se tivesse conseguido provavelmente outro galo cantaria, como aconteceu a tantos que alinhavam com o status quo da altura) e tinha muitos filhos e pouco dinheiro e sentiu-se melindrado por ninguém lhe reconhecer um talento que ele, se calhar, até nao tinha… O desprezo dele sobre isto tudo começou a dominá-lo, basta ler a correspondencia dele com Sophia de Melo Breyner.
Na minha terra – gente bruta – diz-se “cortar a barba”. Acontecia aos Sábados e não acontecia no luto. Há várias dezenas de anos que não fazia a barba no 5 de Outubro. Nem as comemorações alternativas do Tratado de Zamora – 5 de Outubro de 1143 e de direito, a data da fundação do Reino de Portugal – me faziam evitar o luto. Há talvez pouco mais de uma dezena de anos, perdidas todas as ilusões, deixei também de fazer a barba no dia 25 de Abril. Não é luto pelo antecedente, mas luto pelo que podia ter sido.
Hoje acordei cedo, fui à casa-de-banho e logo fiz a barba. Foi preciso ligar o computador para perceber ou lembrar-me que era 5 de Outubro. Estou certo que esta falha de memória merecia um comentário profundo, só que não me ocorre nenhum.
Talvez o seu inconsciente lhe tenha soprado ao ouvido que fica melhor barbeado e que datas comemorativas são dias iguais aos outros, dependendo da importância que se lhes dá.
Faz luto no 5 de Outubro? Mas você tem mais de 112 anos?
Não tenho mais de 112 anos mas, em compensação, o senhor anónimo tem falta de chá.
Fiquei com muita espectativas, para saber qual o “dia de ” que iria emparelhar com a República.. Até pensei que podia ser o Dia Nacional da Banana. Não foi mas podia ser.
Aliás deveríamos dar mais relevo ao Tratado de Zamora que ao “implante”.
De qualquer das formas, bom feriado Maria Dulce.
Emparelhou com aquele que ensinam como foi que aconteceu. Bom feriado para si também, António.
Uma desgraça nunca vem só
Nem mal acompanhada, V. Bom feriado
Viva a República!
Se o Rei ou a Rainha não tomam decisões, então para que servem?
Eu penso que até o Presidente da República que já temos serve para demasiadamente pouco. Então um Rei, não serviria mesmo para nada!
O rei é o estado. É o elemento que liga e une a nação num todo. É o símbolo com que o povo se identifica enquanto país. Deu para ter uma ideia nas exéquias da Rainha Isabel II.
São simbólicos, como os monumentos, e há uma qualidade supra-partidária que afirma que o país é superior ao seu regime político, ao seu governo — ao contrário da praxis republicana de confundir o povo e a ideologia. Não por acaso apagaram deliberadamente a data de fundação do País, proclamando o 5 de Outubro no dia da fundação de Portugal.
Já um PR é um pascácio, o chefe mal-enjorcado dos mangas de alpaca. Gente sem estilo e sem cultura nenhuma.
Tudo coisas que você não entende.
Quem, eu?
Ahah. Não, minha cara — o outro gajo.
Esta gaja agradece o esclarecimento
“V.” trabalhou no feriado?
O professores têm sido muito incompreendidos e nada reconhecidos.
Eu já fui professor e não sinto que fosse nem incompreendido nem tivesse tido pouco reconhecimento apesar de ter dado aulas a gente quase selvagem e mal-educada. Das estruturas houve uma mudança de atitude com os professores (quando há problemas, passaram a ser os que tinham de ser sacrificados para manter a aparência social exigida pelo jornalismo e pela “praça pública”) mas eles próprios trouxeram esses ensinamentos para a Escola, introduzindo voluntariamente os temas e as “mudanças sociais” que provocaram aquilo de que se queixam.
De resto têm salários bastante acima da média e só trabalham 6 meses por ano (se tanto). Têm muito menos razões de queixa do que outros num país de injusto e de corporações egoístas.
É a minha opinião.
Fala de professores do estado, certo? Pois… poucas horas semanais e melhores ordenados só pode ser coisa da função pública.
Estava a falar dos do público, sim. Eu por acaso estive no ensino profissional. Nem éramos bem considerados professores. Mas as regras eram as mesmas (impostas à força e com chantagens de várias qualidades, como sempre, na relação com o ME e com a Câmara Municipal)
Só podia. Os professores das escolas e colégios particulares, têm 40 horas semanais, ordenados nada equiparados e 30 dias de férias/ ano. Para além de outras ” formações ” que contratualmente lhes levam alguns fins de semana…
Haverá sempre excepções — e algumas escolas mais exigentes. Mas o quadro geral da classe profissional não me parece perturbador.
Intriga-me mais, por exemplo, um tipo ontem a dizer na TV que não havia mais autocarros porque não há condutores e estavam à espera de que viessem motoristas recém-formados de Cabo Verde?????? De Cabo Verde? Eu estou desempregado e ninguém me falou de que andavam à procura de gente para conduzir autocarros. Eu estou disposto a fazer tudo o que não for preciso pensar muito nem escrever em acordês. E aposto que não sou o único. Porque é que a República vai buscar profissionais a CV e não procura entre os portugueses que precisam de trabalhar? Será colonialismo, será que o chefe é retornado? Que favores devemos a Cabo Verde para sacrificarmos a nossa própria gente?? Não se percebe.
Quem sabe trabalham mais horas por menos ou igual retribuição? Sei lá, há sempre como contornar as cinzentices da legislação do trabalho.
Já pensou em voltar à actividade docente?
Altos salários, 6 meses de trabalho e tantas outras benesses.
Tenha juízo!
Pode não ser bem assim, Bal, mas a diferença entre as regalias dos professores do estado e as dos outros é grande.
Já pensou em voltar à actividade docente?
Com o Acordo Ortográfico em vigor, recuso-me a dar aulas. Só se estiver a morrer de fome e a viver debaixo da ponte (não estou muito longe disso). Mas nessa altura também já não terei um computador, portanto também não conseguirei aceder à profissão, como se diz no vernáculo socialista — o vernáculo de merda do Estado.
Olha, porque é que não vão buscar um preto a Cabo Verde pró meu lugar?
Ui, que daqui a nada cai-lhe em cima a polícia da correcção social.
Preferia ter um “preto de Cabo Verde” como professor a ter “V.” como professor.
Calculo que sim, ao menos aprendias a dançar.
“Triggered”, Bal?
Ou apenas aparvalhado?
É que essa é a argumentação clássica dos “instalados, como se qualquer pessoa pudesse entrar nos quadros públicos em qualquer idade.
Pelos vistos para “básicos” como o Bal ninguém pode criticar outra actividade se não estiver disposto a trocar a que tem por aquela?
Já pensou bem quantas vezes isso se lhe aplica cada vez que abre a boca a discordar?
largar
Devo ser mesmo básico porque não percebi o seu comentário.
Só disse que em todas as profissões, existem bons e maus profissionais, só isso.
As generalizações precipitadas são perigosas.
Concordo muito com o seu comentário.
E até digo:
Alguns professores são os chulos do sistema. Faltam as aulas e estão-se nas tintas para os alunos.
Eu quando era novo tinha alcunha do quebra nozes e meti muitos professoras/os na linha e acabei o 9 ano, umas décadas mais tarde aproveitei as oportunidades e fiz uma licenciatura. Hoje sou um Dr. da mula ruça.
Lembro-me, por exemplo da professora da 4a classe da minha filha mais nova, numa escola do estado, pedir atestado de 62 dias porque a sua filha tinha dado à luz gémeos. Depois de regressar, passou as crianças todas de classe, depois de estarem quase dois meses sem aulas. A minha filha não estava apta para mudar de escola com desconhecimento de muita matéria. Foi uma dor de cabeça. A minha filha mais velha é professora numa escola particular. Em precisando de assistência à família, deixa as crianças connosco sempre que pudemos, porque arrisca a chegar ao fim do mês sem ordenado. É essa a diferença.
Há uns tempos ouvi falar de uns bloguistas que alegadamente recebiam umas alegadas avenças para tecerem loas ao partido que governava.
Portanto, todos os bloguistas são uns vendidos.
Isto é uma falácia.
Provavelmente gémeos de pais diferentes.
Ventura, és tu?
Quem, eu?
Cruzes, canhoto! Era para o anónimo que na escola tinha a alcunha de um ballet e meteu “muitos professoras/os (sic) na linha”. E é licenciado!
Se “V.” foi professor, devia ser daqueles que ninguém gostava, como se pode ver pelo tipo de comentários que faz.
Por acaso era o contrário. Eu era bem simpático e voluntarista e sempre fiz mais do que me era pedido. Só azedei depois, quando percebi como as coisas funcionam e como tudo é mentira.
Data nefasta. E chamar aquilo que veio depois de Republica…
Foram uns anos( muitos) confusos e atribulados que levaram inevitavelmente à Ditadura Militar e depois à segunda República, o Estado Novo, com a aprovação da Constituição de 1933.
Esqueceu-se de usar a palavra “marxista”, lucklucky. Ou será que a paranoia passou-lhe?
Oh Anónimo, você hoje está imparável!
Pois, até já havia marxistas no tempo da monarquia. O lucklucky é o marxistanoide da treta.
Mas, voltando ao ter um rei em vez de um presidente como chefe do Estado.
Um rei tem de ter um reino ou então não é rei. E no caso de Portugal qual seria o reino?
Já não temos um reino de Bragança (incluindo Olivença) a Timor, e também esse reino já tinha levado grandes separações ao longo dos tempos, de entre as separações Bombaim e Tanger como dote de D. Catarina de Bragança quando do casamento com o rei Carlos II da Inglaterra, roubos dos holandeses, independência do Brasil e guerra da independência do além-mar houve de tudo.
Então o rei ficava com as rendas das suas propriedades de heranças familiares de cá, que de aquém e além-mar só por pela força das armas. E os condes e duques que também num reino tinham direitos e rendas? E o que levaria em dote a princesa D. Maria Francisca?
Isto de ter um reino não é fácil o melhor é haver eleições para um presidente da república com o vencimento mensal de chefe do Estado.
A questão sempre foi mal equacionada porque não se pode comparar a monarquia com a república. Na verdade o problema nem é bem não é termos uma monarquia… É termos esta república.
De certa forma é bem feito. Estamos no lugar oposto ao daquela máxima: audentes Fortuna juvat
Que república sugere “V.”?
Um país não precisa de um modelo de regime, Eu prefiro regiões ou cantões, com cidades-estado, como havia em Itália ou existe actualmente na Suíça. O País nesse caso é uma federação.
No nosso caso é praticamente impossivel porque viémos todos da mesma cepa (a tal que é torta)
De quem escolhe o “nick” ue em minúsculas, não haverá muito a esperar. Nas, por desfastio, suponho que saiba que o orçamento da casa real espanhola é sensivelmente metade do da presidência da república portuguesa. Exibições por exibições, suspeito que os vestidos de Letizia custem metade dos calções de banho de Marcelo.
“… orçamento da casa real espanhola é sensivelmente metade do da presidência da república portuguesa…”
Mesmo sendo metade fica caro para o que faz, o presidente da república portuguesa pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições.
Já o Rei de Espanha pode mandar prender quem diz mal dele. E ainda dizem que o Estado Espanhol é democrático. Só se for por comparação com a Federação Russa.
“Esqueceu-se de usar a palavra “marxista”, lucklucky. Ou será que a paranoia passou-lhe?”
Pela sua reacção reaccionária, o Marxista é um Reaccionário. Mais uma demonstração que não é paranoia.
Os seus amigos pré Marxistas fizeram aquele genocídio que nos veio mostrar o que seria o século XX: A Revolução Francesa.
Substituir o Absolutismo do rei pelo Absolutismo do Estado.
Agora chama à Revolução Francesa “genocídio”… Cá para mim cortaram-lhe a cabeça há muito. Pelo menos é o que a falta de neurónios sugere.
Os policias do politicamente correcto e da ética republicana sempre ao serviço como se vê neste e noutros blogues em que os autores dos textos e comentadores emitem opiniões censuráveis segundo os ditames do turco de momento.
Os republicanos politicamente corretos? Os monárquicos é que choram o assassinato do rei 114 anos depois…
Não é por o rei ter morrido, foi pela imposição de um regime à traição e todos os truques que a república herdou desse momento inaugural: o hábito de impôr mudanças à força sabendo que passados uns anos é difícil e confuso revertê-las. Como fizeram com o AO, por exemplo.
Faz-me lembrar um episódio de alguém que levou à força, às escondidas, uma coisa que eu não queria emprestar e que depois, claro, desapareceu: precisamente o motivo pelo qual eu não queria emprestá-la. Há perdão para atitudes e sobrancerias destas, praticadas por gente em quem não se pode confiar? Não. Nunca.
“V.” tem mais de 114 anos? É que parece algo triggered com um evento longínquo…