
Hoje assinala-se O Dia Internacional Contra os Testes Nucleares
“Este dia está inscrito no calendário anual visando alertar a consciência pública para os efeitos nefastos destes testes ou para qualquer explosão ou experiência nuclear.
Têm sido realizados vários esforços, quer a nível internacional quer mesmo por iniciativa da sociedade civil, para pôr fim ao perigo de exposição nuclear e seus trágicos efeitos, tanto na vida e saúde das pessoas como no ambiente.
Este Dia Internacional contra os Testes Nucleares, instituído pela ONU em 2009, destina-se também a promover o progressivo desarmamento nuclear à escala global.”
O futuro está na energia nuclear, acessível e sustentável. Com o conhecimento que existe sobre a matéria, os testes nucleares em ilhas e atóis supostamente desertos só servem para testar o efeito mortal da radioactividade sobre as espécies autóctones e agravar as condições climáticas.

29 de Agosto é também O Dia Internacional do Gamer
“Celebrado anualmente desde 2008, o dia 29 de Agosto foi escolhido por um grupo de revistas espanholas para festejar todos aqueles que adoram jogar. Os videojogos são mais populares e diversificados do que nunca, alcançando todas as faixas etárias.
Hoje estão em todo lado e são de fácil acesso, mas há alguns anos as opções eram limitadas: ou se tinha uma consola ou PC em casa, ou fazia-se uma visita às arcadas (que agora estão praticamente extintas em Portugal).”
As arcadas… seriam o Martinho da Arcada? Seguramente merece uma visita, amiúde se possível. A continuidade humana depende da capacidade de adaptação e sobrevivência. Sentado em frente dum monitor, numa cadeira especial para jogos e com um comando na mão o homo modernus desafia todos os perigos do mundo, derrotando-os ou perecendo, mas nunca desistindo. É assim que se formam muitos homens e mulheres do futuro, vivendo mil realidades, todas impossíveis e irreais.
(Imagens do Google)

os testes nucleares em ilhas e atóis supostamente desertos só servem para […] agravar as condições climáticas
Os testes nucleares não agravam as condições climáticas (que eu saiba).
Estudos comprovam que partículas radioactivas permanecem décadas na atmosfera, depois de terem sido encontrados isótopos de plutónio e césio em elevadas concentrações, provenientes de testes com dezenas de anos.
O futuro está na energia nuclear, acessível e sustentável.
Esta frase faz-me lembrar aquela outra: “O Brasil é o país do futuro. E será sempre!”
E poderia ter sido, não fora a profundidade dos bolsos dos seus dirigentes. Tinha todas as condições para tal.
Em territórios franceses,por exemplo,onde foram feitos
testes nucleares , os cancros e mal formações em humanos
e animais foram mais que muitos. A radioactividade vai persistir
certamente durante séculos , os cadernos de apontamentos da
Marie Curie ainda hoje estão radioactivos e é simplesmente assustador
Estas bombas são um horror absoluto .
Exactamente, kika.
Eu, já estive radiactiva para um certo tratamento.

Foi-me recomendado não me aproximar de pessoas
e animais no mínimo 2metros de distância e isto
por mais de 48 horas. Foi uma sensação das mais estranhas
que já vivi. Fugi várias vezes do gato da minha vizinha.
Diga, diga brilhava no escuro ?
😂😂😂
Não sei porque fiquei isolada e ninguém me viu
para me dar essa informação. 🙉😂
Se a Europa não tivesse investimento mais em energia nuclear, não estaria agora tão dependente do gás natural do psicopata Putin (já para não falar que a energia nuclear é mais barata e menos poluente que qualquer outra energia não renovável). Do mesmo modo que o Brasil poderia ter sido o país do futuro (e com Lula estava a crescer) até que houve um impeachment por motivos duvidosos e a prisão de Lula por motivos duvidosos (que alguns escritores deste blog aplaudiram, apesar de Lula ter sido absolvido posteriormente… mas autocríticas aqui nem vê-las), que resultou na eleição de Bolsonaro naquele que foi um enorme acesso de burrice da parte de 57 milhões de brasileiros. Espero que tenham aprendido com os erros.
O psicopata Putin? Mas é coisa de seis meses, ou bem vistas as coisas é preciso cuidado com a acusação por ele ter copiado os outros no Iraque e arredores.
E seis meses não são mais do que suficientes para um diagnóstico abalizado de sociopatia e psicopatia?
E se fôr apenas isso, ainda é pouco para defenir a besta.
Tá bem, Maria Dulce Fernandes e os outros foram ou não foram também psicopatas?
Só é diagnosticada a doença se for conta a Ucrânia?
Não se tratou de “ajudar” um país amigo como outros fizeram durante anos para alimentar a sua indústria do armamento, tratou-se de cometer assassínio em massa contra gente indefesa só porque se tem aspirações a Deus. E isso deveria ser punido com a pena máxima.
Muito pelo contrário! Se a Europa TIVESSE investido em energia nuclear, outro galo cantaria.
O Parlamento Europeu aprovou a inclusão do gás natural e da energia nuclear como atividades ambientalmente sustentáveis. Pim!
Não deve ser durante a minha estada por cá, garantidamente. Tudo o que pode trazer vantagens demora o seu tempo a passar no crivo dos interesses energéticos.
Bastava andar de autocarro em hora de ponta antes da pandemia para percebermos bem como se entranha o cheiro das bufas radioactivas nas roupas. Chega-se a casa mais perfumado que uma perfumaria.
Cada um com os seus fetiches, anónimo.
O dia contra os “testes” nucleares poderá vir a ser o dia contra o uso de armas nucleares. O meu palpite – já sei que o Pedro Correia detesta estas introduções – é que os russos vão utilizar armas nucleares tácticas antes do Verão de 2023 e – cheira-me – a partir da Bielorússia.
Quando oiço pessoas a falar e a escrever sobre a segurança do nuclear pergunto-me se sabem o que estão a dizer e a escrever. A questão curial não é nem nunca foi técnica. Three Miles Island, Chernobyl e Fukushima são um número reduzido para a utilização efectiva. Parafraseando a mentecapta Gaspar, o algoritmo previa 5 ou 6 desastres e não apenas três, aliás dois e meio pois Three Miles Island foi contida. Nos três casos, erros que, espera-se. não voltarão a ser repetidos. Insuficiente manutenção em dois casos e construção em zona sísmica noutro. A experiência e a técnica melhoraram e com as mini nucleares – quase em fase de realização – os riscos seriam mínimos. Mas Zaporizhzhia já é outra loiça e as guerras, ainda que só regionais, se Deus quiser, podem replicar o actual risco.
Mais complicada é a questão do terrorismo. O incremento das centrais nucleares terá de ser acompanhado de um incremento de segurança, significando meios policiais mais robustos e, sobretudo serviços de informação mais eficazes o que significa sempre mais intrusivos. O enorme risco do nuclear é o contributo que vai dar para o incremento de estados policiais e consequente limitação de liberdades individuais. O argumento, a segurança de todos, terá um enorme peso e os tiques autocráticos dos governos actuais já não prenunciam nada de bom.
As pessoas que falam e escrevem sobre a alternativa positiva que seria a energia nuclear face às fontes tradicionais, devem estar tão informadas como os que falam mal, mas tem razão quando diz que não é para levar de ânimo leve.