
Comemora-se em Portugal a 28 de Março o Dia Nacional dos Centros Históricos.
“O Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses” que, tendo sido formalmente criado em 28 de Março de 1993, encontrou, desde logo, entusiástico acolhimento na esmagadora maioria das autarquias com centro histórico. A data escolhida para tais celebrações — 28 de Março — está intimamente ligada a uma das figuras da cultura portuguesa que melhor defendeu o património nacional — Alexandre Herculano. Nascido na cidade de Lisboa, em 28 de Março de 1810, o insigne historiador e político jamais deixou de levantar a voz em prol do nosso legado histórico-cultural. Ao instituir o “Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses”, na data do aniversário natalício de Alexandre Herculano, o Governo e a APMCH quiseram homenagear, de forma “perene”, o espírito e a obra do “escritor de bronze que dignificou a língua, do historiador que renovou os métodos para a averiguação do passado e do homem de carácter que modelou um tipo de cidadania que muitos tomam ainda como espelho”. Simultaneamente, visaram criar uma nova oportunidade para a promoção das acções encetadas pelos municípios no que toca à salvaguarda dos seus centros históricos.
O Dia Nacional dos Centros Históricos tornou-se como que o 10 de Junho do Património em Portugal. Com efeito, sem prejuízo das iniciativas promovidas em cada município, é, anualmente, designada uma autarquia para centralizar, em termos oficiais, as comemorações de tal acontecimento.
Para o efeito, foram escolhidos os municípios de
Lisboa (1993)
Trancoso (1994)
Castelo de Vide (1995)
Sintra (1996)
Ponte de Lima (1997)
Funchal (1998)
Macau (1999)
Santarém (2000)
Lisboa (2001)
Lamego (2002)
Porto (2003)
Lagos (2004)
Tavira (2005)
Santarém (2006)
Coimbra (2007)
Lamego (2008)
Castro Marim (2009)
Santarém (Vale de Lobos) (2010)
Almeida (2011)
Angra do Heroísmo (2012)
Santarém (2013)
Lagos (2014)
Pedrógão Grande (2015)
Alpiarça (2016)
Tomar (2017)
Machico (2018)
Castelo de Vide (2019)
Tavira (2020/2021)
Informação apmch; foto Google

Guimarães! Guimarães! Guimarães!
Pode não ter sido escolhido, mas é lindíssimo.
Poi é. Vivia lá de bom grado.
Eu gosto muito de lá ir, mas a minha terra é Lisboa. Sou daquelas pessoas que muitas vezes passa as férias na terra.
Pois eu também sou uma alfacinha “sem-terra”. Mas era capaz de viver em Guimarães
😊
a conservação dos centros históricos começou quando não havia indústria e era necessário fazer obras públicas para dar trabalho aos nativos.
hoje as obras públicas são prioritárias e a indústria esquecida.
vivemos tempos dedicados aos serviços.
ao visitar qualquer local do país começava sempre por aí.
a destruição do passado está arreigada entre nós: não consegui salvar 2 antas, um menir e um local onde deve ter havido uma vila rústica romana.
D. Fernando II pagou do seu bolso a restauração da Batalha e Jerónimos e como recompensa, que saiba, nem um beco tem o seu nome, facto que não sucede com qualquer borra-botas. Lembrei-me pelo texto da Abóbada.
este não partiu Almeida e voltou Garrett depois de passar pelo casarão inglês
O meu muro em Belém… centenário, onde escondíamos rebuçados de tostão e papéis com segredinhos, habitat de centenas de lagartixas coloridas e milhares de insectos…. com tanto maquinaria e novas tecnologias, não descobriram melhor tipo de conservação do que uma aguada de cimento. Muito triste.
o camarada Costa acabou com a calçada à portuguesa
Olhe que tenho visto calceteiros por Lisboa. Pode ser em reparações, pois pode, mas pelo menos não enchem os buracos com cimento.
Vejo que a terra onde nasci e me criei, Santarém, já foi escolhida 4 vezes para o efeito. Não me parece que lhe tenha sido proveitoso.
Pobre cidade morta…
Cumprimentos
Fernando Antolin
Os donos do saber lá terão os seus critérios de avaliação, Fernando. Como tudo o mais, se não beneficiou a terra, alguém seguramente saiu a ganhar.
Boa semana.