
Hoje assinala-se O Dia do Padre
“O padre católico é consagrado para evangelizar, celebrar missa, ouvir confissões, baptizar e abençoar os fiéis, entre várias outras missões.
Um sacerdote deve estudar muitos anos até receber a ordenação. Os padres podem pertencer a uma ordem religiosa, como os franciscanos, vicentinos ou jesuítas, com vocação específica nos domínios da educação, da saúde ou da assistência social. Os padres diocesanos têm como missão cuidar de paróquias, sob a orientação de um bispo. Na Igreja Católica, a figura do padre é equiparada à de um pai (padre) que intercede pelos filhos (fiéis) em nome de Deus e de Jesus Cristo.”
O meu marido começou por estudar num seminário e era exímio em ajudar à missa. Cedo notou que a igreja era de grande auxílio espiritual, mas cobrava pontualmente em géneros e moeda, independentemente de os seus paroquianos passarem necessidades. Quem não pagava, arriscava permanentemente a perdição da sua alma imortal. Como veio para Lisboa muito novo, deixou os estudos eclesiásticos e em bom tempo o fez. Continua a ser uma das profissões mais bem pagas do nosso país, que declara um valor irrisório nos impostos e que recebe “por fora” na altura da Páscoa, por exemplo, um dinheirinho para o folar, que ronda em média 200 euros por família. Isto nem sequer é um segredo de Polichinelo.
Nunca entendi por que razão os padres não podem ser homens de família carnal, mas esta proibição descabida explica muitos dos problemas que a Igreja Católica atravessa actualmente. Também nunca entendi por que razão as mulheres não podem ser sacerdotes. Maria Madalena era mulher e foi uma das maiores influencers de todos os tempos.

É O Dia dos Biscoitos com Pepitas de Chocolate
“O primeiro biscoito de chocolate foi feito por acidente em Whitman, nos EUA. Em 1938, Ruth Graves Wakefield planeou fazer biscoitos de chocolate, mas teve a feliz ideia de jogar pedaços de uma barra de chocolate na massa. Para sua surpresa, a barra não se misturou bem com o biscoito e, em vez disso, a massa encheu-se de saborosos pedaços de chocolate.
Isto levou ao surgimento do Chocolate Chip Cookie e ao nascimento da empresa Toll House. Com o passar do tempo, diferentes versões do biscoito foram feitas com chocolate branco ou chocolate amargo.
Ruth Graves Chocolate Chip Cookie começou a ficar cada vez mais famoso. Finalmente, a Nestlé entrou em contacto com ela e concordou em adicionar sua receita à embalagem em troca de uma vida inteira de biscoitos grátis – e ela aceitou!
Estima-se que cada habitante do planeta, em média, coma cerca de 35 mil biscoitos ao longo da vida.”
É tão bom! Faço-os com manteiga de amendoim, uma que vem com pedaços, daquela empresa cujo dono toma posições muito pouco correctas. Ficam uma delícia. Tempos houve em que tinha sempre caixas de folha cheias de biscoitos em casa. Agora, com o advento das “doenças da idade”, só faço no Natal e na Páscoa, quando a neta está de férias e passamos um bom tempo a fazer bolinhas e a falar de trivialidades saborosas.
(Imagens Google)

Mais do que dia do Padre (Quinta-feira Santa), é dia do Pároco (São João Maria Vianney ou Cura d’Ars). O que a Dulce diz sobre a formação é verdade, sobre várias situações é verdade, mas, na maioria das coisas está enganada e desactualizada. O que os Párocos recebem em folares, “por fora”, onde isso ainda exista, não chega aos 20.00€ em média por família. Os descontos não são sobre um valor “irrisório”, mas sobre um ordenado perfeitamente legal e tabelado que não chega aos 1.000.00€, muito longe de ser uma das profissões mais bem pagas do país. Pelo contrário. Se assim fosse não faltariam padres por aí…Os descontos para a Segurança Social, isso sim, são feitos segundo uma tabela um pouco inferior, por acordo com a mesma. Não é verdade que as pessoas devam pagar mesmo que não tenham possibilidades (se alguém o faz ou fazia era abusivamente) e todos tem direito ao serviço do pároco por igual. Em tempos, quem não podia pagar em dinheiro, podia ser convidado a fazer determinados trabalhos, normalmente um dia, em favor da comunidade. Uma situação normal mesmo noutros tipos de relação laboral em tempos idos; hoje não creio que isso exista. Agora confundir a missão de um Padre ou Pároco com a de um “influencer” é demais… E o celibato não é, de longe, a causa dos problemas que a Igreja Católica enfrenta actualmente; os protestantes e ortodoxos têm os mesmos problemas, e os seus clérigos podem ser casados. E os leigos, casados, não têm problemas de infidelidade e até de pedofilia?… Sejamos sérios.
Estimo muito que possa ser diferente do que era há cerca de 30 anos, mas não sei se a diferença é mesmo real ou apenas o que transparece. Um ano antes de perdermos o meu pai em 1995, fomos todos “à terra” passar a Páscoa, porque os três padrinhos eram mordomos. Vi a minha cunhada na altura com algumas dificuldades financeiras a colocar 10 contos num envelope para o folar do padre. ” Dar menos, parece mal, cunhada”, dizia ela. Dez contos em 1995 era bastante dinheiro, que eles não tinham, mas iam juntando todos os meses para poderem cumprir na Páscoa. Isto passava-se no Minho, 20 anos após a Revolução de Abril, porque é que haveria eu de pensar que agora seria diferente, quando as coisas evoluiram para pior?
E os “folares” são todos livres de impostos. O padre, um rapaz novo e muito jeitoso, vivia com a mãe na casa paroquial, tinha dois carros e uma mota de alta cilindrada e trazia muita juventude para a igreja. Só tinha um problema, diziam os beatos, mas a culpa não era dele, era das”mulheres que não o largam”. Nada contra, mesmo, mas espalhava a hipocrisia da igreja.
A culpa é sempre das mulheres, os homens parecem não ter vontade própria…
Concordo com o que dizes sobre o celibato e o ordenamento de mulheres. Não ia resolver todos os problemas da Igreja Católica, mas não se compreende que continue tão longe da vida real e menorize metade da humanidade.
Exactamente, Cristina.
Não acrescentarei nada ao que o JAB comentou, porque me parece que disse o essencial. A propósito das histórias sobre padres. Há muitos anos, muito antes de se falar em pedofilia ou seus derivados, sempre havia quem me dissesse, por eu ser católico: “não gosto dos padres; o padre da minha aldeia apalpava o rabo (pardon my french…) às raparigas.” Todos temos histórias de padres, como todos temos histórias de professores/as ou de médicos/as. Há a história do padre com duas motos, como há a história do padre com um carro velho e uma vida de pouco ordenado (a atribuição de um salário a todos os padres é algo que não terá 50 anos, parece-me) e poucos rendimentos, porque no Alentejo não haverá (tantos) folares…
Também acredito que as ” tradições” no norte e também no centro do país sejam diferentes das do sul, cujo clima impõe diferenças profundas no modo de ser e de estar das populações. Há histórias de abusos em todas as camadas da sociedade, mas no que toca à religião é diferente. A religião é supostamente a “cola” que deveria unir a humanidade. Tem uma mensagem e exige obediência. E enquanto assim for, terão que cumprir. Os resultados de tapar o sol com uma batina estão à vista.
Os padres são os maiores influencers de sempre digam lá o que disserem. São eles quem ouve dos “pecados” e quem decide das ” penitências”. E afinal são apenas homens como os outros e em muitos casos, infelizmente, piores do que os demais.
Não digam nada às criancinhas. No primeiro caso, claro.
Sobre o quê, mais concretamente?
Podem ficar assustadas.
Ahhhh. Por se afigurar um verdadeiro Hell’s Angel?
As mulheres é que põem os homens loucos. Vejam o pobre padre Amaro. As raparigas hoje vão a igreja quase despidas de preconceitos e altos decotes. O diabo anda a solta!!!
Então e a vocação? E o livre arbítrio? Pois é… A desgraça foi sempre imputada à Eva, mas na realidade foi o Adão quem comeu a maçã. Era fraco, guloso e debilóide, mas as culpas e os pecados são sempre atribuídos às Evas desta vida.
A Eva não se pode queixar muito pois foi feita da melhor costoleta do Adão.
Mesmo resposta à machista. Lá por dar uma costeleta pensa que pode comer à borla a vida toda. Enfim…
Tão generoso que ele foi.

A melhor costeleta ! Espero que não tenha
ficado marreco.
Até parece que Adão foi altruísta na criação de Eva. Se Deus não lhe tirasse a costela, éramos todas… homens! Á imagem e semelhança do debilóide que comeu a maçã! Brrrrr.
Você é pobre e mal agradecida, descende de uma peça nutricional de 5 estrelas, tem um bocadinho de osso mas o resto é só febrinha e ainda se queixa. Imagine se em vez da costela a sua origem fosse a rabadilha ou o acém redondo, já viu o problema que era agora?
Peço desculpa, mas a costeleta não lhe saiu do lombo, porque se saísse não havia Eva para ninguém.
E ultimamente somos levados a pensar que quando Deus criou Adão, usou mesmo a rabadilha, o que explica muita coisa. Ser descendente do debilóide papa-maçãs já não é o que era.
Embora tenha feito um curso de cozinha no Gastro Vaud ,
a melhor referência da cozinha aqui do sítio ,
o que está muito longe de ser gastronómica na minha modesta opinião,
continuei muito ignorante no que respeita às diferentes peças de carne.
O que me dá um enorme prazer é quando ( muito raramente) amigos e
conhecidos me dizem que adoram o que lhes reservo para o jantar.
Sāo basicamente os amigos que convindo para minha casa em Portugal
e que me recebem na casa de férias deles em França.
Eu honestamente se me puserem os cortes à frente, não os sei reconhecer a todos. Sei o que é lombo, ganso redondo, vazia, aba, cachaço, chambão… de resto peço no talho e é assim.
Para se cozinhar bem uma peça de carne é apenas necessário seguir a receita e juntar-lhe a sua magia, Kika.
Exactamente MDF
A sorte foi ter sido feito naquela altura se fosse hoje, e com a identidade de género, não sei se a mulher tinha ficado com a melhor costoleta.
Como hoje a costectomia é só para quem quer cintura de vespa, fica-se a pensar nas repercussões bíblicas de tudo isto.
Sem querer ferir susceptibilidades nem armar aos cucos: diz-se (e escreve-se) costEleta.
Obrigado pelo esclarecimento mas com essas explicações todas você nunca mais chega ao topo. Depois não se queixe.
Pode ficar tranquilo, que não tem o lugar em perigo.
Foi para não ouvir palpites como esses que Deus fez primeiro o homem.
A mulher só surgiu porque era preciso alguém para lavar os pincéis.
Qualquer grande artista faz primeiro o esboço e depois a obra prima. Esta é mais antiga do que eu e como se sabe os antigos eram sábios. E claro que eram necessários pincéis limpos, decentes e funcionais! No primeiro escorço , Deus tinha borrado a pintura toda!
Sentença proferida no processo contra o prior de Trancoso (1487)
(Torre do Tombo, Armário 5, Maço 7)
“Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de:
– ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos;
– de cinco irmãs teve dezoito filhas;
– de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas;
– de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas;
– de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;
– dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e noventa e nove filhos, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres”.
Parece que o Rei D. João II lhe perdoou a pena, por ter sido útil no povoamento da Beira Alta.
Livra! Nem sei onde arranjaria ele tempo para dar a missa, caramba!
A missa do galo era uma vez por ano.
Que grande galo!
Aí está a resposta para a baixa taxa de natalidade cá do pedaço.
Deve ser deste pedaço de cá porque por aqueles lados olarecas!
A conclusão não pode ser essa.
A missa do galo é à noite e uma vez por ano.
E o que há mais são outras noites para galadelas. A baixa natalidade é por não haver condições para chocar os ovos.
Eu percebi, apenas fiz um trocadilho. Mas obrigada pelo esclarecimento.