Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

O Dia do Combatente

“Neste dia 9 de Abril, Celebramos O  Dia do Combatente, data do aniversário da Batalha de La Lys, na Flandres, que marcou negativamente a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, na qual os exércitos alemães infligiram uma pesada derrota às tropas portuguesas, constituindo o maior desastre militar português depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.

No dia 9 de Abril de 1921 foram conduzidos para o Mosteiro da Batalha os dois Soldados Desconhecidos vindos da Flandres e da África Portuguesa, simbolizando o sacrifício heróico do Povo Português nos referidos teatros de operações.

Desde então, o Túmulo do Soldado Desconhecido passou a ter sempre uma guarda de honra e uma vela acesa como sinal do respeito perene pelos que caíram no cumprimento do dever.”

 

Oremos pela paz e por todos os que ainda lutam por ela

 

 I have no joy in strife,
  Peace is my great desire;
Yet God forbid I lose my life
  Through fear to face the fire.
A peaceful man must fight
  For that which peace demands,—
Freedom and faith, honor and right,
  Defend with heart and hands.
Farewell, my friendly books;
  Farewell, ye woods and streams;
The fate that calls me forward looks
  To a duty beyond dreams.
Oh, better to be dead
  With a face turned to the sky,
Than live beneath a slavish dread
  And serve a giant lie.
Stand up, my heart, and strive
  For the things most dear to thee!
Why should we care to be alive
  Unless the world is free?

(Henry Van Dyke)

23 comentários em “Hoje é dia de”

  1. um bisavô paterno, longe de ser um homem rico, foi a 1ª pessoa duma ex-vila do Infantado a mandar estudar os 4 filhos, iodos profs de primeiras letras
    nos verbetes sobre a IGG aparecem 2 primos de meu Pai e primos entre si
    o Primo, farmacêutico militar seguiu de comboio para Paris e embarcou na Gare du Nord para a Flandres
    o Primo tenente militar seguiu o mesmo trajecto até Paris. Sofreu os efeitos do cloro, mais denso que o ar, mandado lançar pelo gen Ludendorff. tentou tratar-se em Londres por conta própria. teve um resto de vida difícil e faleceu na véspera de Natal em 39. era um homem rico da região e meu pai organizava a sua vida agro-pecuária
    até falecer em 31. Zelou por mim como Padrinho. soube que havia missas perpétuas e, embora não Crente, mandei rezar por sua Alma.
    fez muito pela localidade e até os comunas fizeram o seu elogio depois de 25,iv lamentando que não tenha nascido na terra
    temos guerra que não sabemos como e quando acabará

      1. Esses combatentes não foram lutar por liberdade nenhuma, a Alemanha era dos paises mais livres desse tempo. Foram sim, lutar do lado dos países que declararam guerra.

        1. As tropas vão combater quem e onde os seus países ordenam Óscar. Não há como fugir ao recrutamento. Olhe o exército Russo. Quem sabe prefeririam estar em casa com as mulheres e com os filhos. E depois os Alemães foram sempre um grande exemplo de rectidão e virtude.🙄

  2. Sempre lutei pela liberdade e pela paz e agora luto ingloriamente contra a obrigatoriedade do uso das máscaras. É uma violência, é uma estupidez e uma medida sanitária nunca devia de ser obrigatória e sim recomendada.
    Se a justificação é para não entupir o SNS, que fazer então com os fumadores? Ou com os obesos? Vamos obrigá-los a andar com uma rolha na boca?
    Se a covid é assim tão má como querem fazer crer e se as medidas e as vacinas são assim tão eficazes a reduzir a mortalidade, desgraçados dos africanos já tinham morrido todos.
    Não há dúvida que é mais fácil enganar uma pessoa do que provar que foi enganada.

    1. Dizem que a pena tem mais força do que a espada, mas neste caso tenho pena, mas não contam as batalhas verbais, porque disso é o que para aí não falta.
      Hoje homenageia-se os que foram lutar pelas liberdades dos outros outros, os que deram o corpo ao manifesto para que outros se possam manifestar verbalmente contra corriqueirices com toda a liberdade que os que lutaram e os que morreram lhes puseram ao alcance.

      1. Pois é, mas ou há liberdade ou não há liberdade. Não podemos hierarquizar a liberdade ou dizer que há liberdadezinhas ou que há umas liberdades mais importantes que outras.
        Aquilo que para si é uma corriqueirice para mim é uma violência, só o facto de me obrigarem a fazer uma coisa que eu não quero. Em 1970 também fui obrigado a queimar livros por causa duma corriqueirice.
        Comemoremos sim o dia, mas em unidade, sem tiques de soberba em que a nossa liberdade é mais importante que a dos outros.

        1. Sim, deixe-se disse de parcer a carpideira do costume e junte-se ao pais na comemoração da efeméride.
          Quem dera aos de La Lys terem máscaras na altura. Mas há um tempo para tudo e hoje não é o dia dos superherois

  3. O Dia do Combatente em Portugal é a vergonha das vergonhas. Milhares de jovens portugueses receberam instrução de combatente para ficarem prontos para combater em Angola, Moçambique e Guiné. Todos ficavam prontos para combater. No entanto, alguns foram “combater” para S. Tomé, Cabo Verde, Macau e Timor. No entanto, apenas são considerados combatentes os que estiveram em Angola, Moçambique e Guiné, mesmo aqueles que ficaram à boa vida nas cidades como Luanda, Lourenço Marques e Beira e que nunca deram um tiro a não ser nos copos de cerveja. É a maior injustiça que só alguns é que beneficiam de certos subsídios. Muitos combatentes enlouqueceram ou ficaram doentes estando em S. Tomé, Cabo Verde, Macau e Timor e nesta última colónia houve alguns que ainda andaram aos tiros contra os indonésios, mas não são considerados combatentes. Uma vergonha que enoja quem fez o serviço militar quatro anos como eu fiz. Pela minha parte, entreguei as medalhas e os louvores que recebi. Nem digo a ninguém que servi militarmente a Pátria porque me envergonha a discriminação existente.

      1. Seria bom que tivesse sido “Guerra Colomial” que assim não tinha existido.
        A Guerra Colonial existiu e por cá andam milhares de ex-combatentes: quase todos os portugueses com 70 anos estiveram na Guerra Colonial. Incrível, num país tão pequeno e de tão fracos recursos económicos, e, mesmo assim, o que não seria ter sido aproveitado os jovens e o orçamento em vez destinado à guerra, ter sido utilizado no desenvolvimento do País.
        E ainda cá estamos, principalmente aqueles que estiveram na merda da guerra na Guiné a dizer: ser combatente é ter sido também camarada de milhares de jovens de uma extraordinária geração.

    1. O meu texto apareceu assinado como Anónimo. Não, eu identifiquei-me. Chamo-me João Severino e sou da fundação do Delito de Opinião. Cumprimentos a todos os autores.

  4. Inesquecível, entrar no Tejo vindo da guerra na Guiné e ouvir “Give Peace a Chance” do John Lennon.
    Vá, todos a ouvir e podem chorar !

    1. Ah tenho músicas de toque. O que quer dizer que me tocam profundamente e me levam às lágrimas. Se normalmente me fazem chorar, calculo que debaixo de uma imensa carga emocional a emoção seja indescritível.

    1. Na lama da Flandres, Cristo sofria e morria nas trincheiras, tal como acontecia aos filhos dos camponeses de Portugal”
      A fé e o que se faz com fé no coração é algo que me transcende, João Pedro. Estes homens acreditaram que lutavam no lamaçal das trincheiras e que resistiam porque tinham Cristo do seu lado.
      Comovente demais. Obrigada por me contar.

      1. Até a entrada dos portugueses na Grande Guerra
        “Na lama da Flandres, Cristo sofria e morria nas trincheiras, tal como acontecia aos filhos dos camponeses de Portugal”
        foi por causa das nossas colónias em África.

      2. E até mesmo a mutilação do Cristo, ali na terra de ninguém mas não tão visível à primeira vista na Sala do Capítulo, o colocava ao nível daqueles desventurados soldados sob as cargas da artilharia alemã.

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