Hoje!


fiodeprumo,
Pronto, já estamos no dia seguinte. Eu, a preparar-me para a Feira do Livro, os políticos a prepararem-se, desde ontem, para a Feira das Vaidades e as suas danças, que não serão poucas…

O povo escolheu. Sabiamente, como já nos habituou. O país está a tornar-se cada vez mais ingovernável, nos velhos moldes políticos que conhecemos e a mostrar, desde as autárquicas, que ou os partidos mudam ou o seu poder vai progressivamente desaparecer. 

A abstenção, os votos brancos e os votos nulos só atestam o que digo. Pesadíssima derrota para o governo e BE – os extremos acabam por se tocar – e vitória amarga para o PS, que não vai saber o que fazer com ela, sobretudo, se insistir em manter Seguro que, assim, se tornará o “passaporte” ideal para a coligação  que nos governa.

Na Europa a direita e a esquerda mais radicais fortaleceram as suas posições, os eurocepticos afirmaram-se e na Alemanha a senhora Merkel não deve estar propriamente a esfregar as mãos.

Conclusão, a Europa ou muda ou a UE desintegra-se. A caminhada já começou. E Portugal ou muda ou torna-se ingovernável, seja com 80 ou 120 medidas, com manifestos assinados pela esquerda e direita ou com outros que “não querem mais isto“.
Hoje a política não pode fazer-se nos mesmos moldes de há quatro décadas e os líderes estão demasiado velhos para escolherem o futuro daqueles que agora têm vinte e poucos anos. Não perceber isto é caminhar para os nacionalismos exacerbados e reverter a democracia!

11 comentários em “Hoje!”

  1. Felizmente que estamos no dia seguinte, as últimas semanas foram politicamente penosas.
    Concordo absolutamente com o o que escreveu no último parágrafo. A politica em Portugal vai ter de se fazer noutros moldes, e os politicos têm de fazer politica, e procurar convergir no essencial para formar governos, em nome do interesse dos cidadãos.
    Melhor ou pior, a Direita tem sabido unir-se quando foi necessário, e já o fez várias vezes desde a AD de 1979. A esquerda tem de aprender a fazer o mesmo, e o PS, que com o “fenómeno” Marinho Pinto dificilmente passará dos 35% em futuras eleições, tem de encontrar os seus “consensos” (palavra horrorosa) à esquerda.
    Se a esquerda ganhar em 2015, o que não será dificil, tem de formar governo.
    Existirem maiorias eleitorais de esquerda, e depois o país ser governado à direita pelo bloco central, é uma reversão da democracia. Os socialistas têm de se assumir de uma vez por todas.

    1. Quero ver os socialistas assumirem-se e formarem governo com os comunistas. Só para descobrir que demissões irrevogáveis iriam acontecer, não é por mais nada.

  2. Passos (1964), Portas (1962), Seguro (1962), velhos? No BI não o serão propriamente nem por aí andavam, a não ser de calções, há 40 anos. Andarão talvez na política há demasiado tempo, e fazem-na como faziam os que tiveram por mestres.

    Mas há outros que sempre fazem questão de mostrar a sua sabedura, e quanto a esses, claramente, não há pachorra nenhuma, estão muito para lá do prazo de validade: Soares, Alegre, Almeida Santos, Ferreira Leite, Santana Lopes, Freitas, e mais uns poucos (que, de resto, não estão eleitos para coisa nenhuma).

    1. Essa agora
      Ser velho em política é isso mesmo – é andar lá há demasiado tempo.
      Qualquer desses jovens de 52 anos anda na política desde a adolescência. No caso do Paulo há 40 anos, no caso do Tó Zé há perto de 30.
      Passos tem 46 anos e faz política há mais de 30. Começou na UEC aos 14 anos.
      Não lhe parecem velhos?!
      Mais um par de anos e têm tempo legal para a reforma…

  3. Cara Helena, alguém me perguntou ou a qualquer português se queríamos fazer parte “desta” Europa?
    Se eu não fui visto nem achado para decidir esta questão, porque me estão a impingir que eleja quem quer que seja?

  4. Eu acho digno ou de rir ou de chorar (tanto faz) a questão que muitos meus concidadãos levantam de que ninguém lhes perguntou se queriam ou não fazer parte desta Europa .

    Isto é : enquanto entrou dinheiro estiveram quase todos calados e agora que sai dinheiro estão quase todos indignados .

    É o que se chama coerência nos princípios .
    E completa falta de noção dos seus próprios anacronismos , claro está .

    1. Se entrou dinheiro, poderá ter sido para o seu, para o meu bolso não foi. É por isso que “nesta” Europa e nesta espécie de país, o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior.

      1. Agradeço o simpático comentário que houve por bem fazer à minha atenção .
        É sempre um prazer debater ideias com alguém assim .

        Portanto considera V. Exa. que o dinheiro que entrou nestes anos todos foi inteirinho para os bolsos de alguns entre os quais muito provávelmente eu com grave prejuízo de todos os outros entre os quais de certeza Você .

        Pois ficarei atento aos seus comentários .
        Quando se dispara para onde se está virado acerta-se muitas vezes nos próprios pés …

        Uma boa noite para si

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