Heróis da BD (100)


Pedro Correia,

 

 

  

   

 

Tintim, de Hergé

Categorias bd

16 comentários em “Heróis da BD (100)”

  1. Meu caro,

    Morei uns anos na Capital do Pais Natal de Hergé, precisamente na altura em que outro nativo editou as “Aventuras sexuais de Tintin” (Único exemplar por mim conhecido em Portugal e trazido em mão reside em casa de bom amigo em Campolide acompanhado de uma gravata do Felix the Cat).

    Existe nessa capital uma estação de Metro – Stockel – em que as paredes estão pintadas só com personagens do Hergé, isto para não falar no enorme rotativo existente no Midi.

    Ainda a semana passada, no dia seguinte ao discurso do pedido do resgate, encontrei na Praça de Alvalade um Diplomata de carreira líder da Representação nessa altura e pensei: As voltas que a vida deu nestes quase 20 anos.

    Forte abraço,

    1. Meu caro,
      Fritz, the Cat é uma das personagens que ficam fora desta minha série, agora concluída, e que bem poderia ter aparecido também. Mas como gosto de números redondos decidi terminá-la aos 100. Outra virá, um dia destes: entendo que as séries ajudam a cativar os leitores de blogues.
      As minhas primeiras voltas ao mundo ocorreram ao ler as aventuras do Hergé. E as do Verne. E as do Jack London. Nunca me esquecerei destes meus mestres. Nossos mestres, afinal. Falamos de património universal – um património insubstituível.
      Um forte abraço e obrigado pelo seu testemunho.

  2. O Tintin sempre foi um dos meus heróis. E eu quero lá saber que ele não cresça (ou envelheça), que seja um repórter que nunca escreveu uma reportagem, ou que a sua única companhia feminina seja a cadelinha (sim, que no original a Milou é uma «ela»). Uma cadelinha corajosa, extremamente fiel, adoro-a. As histórias são o máximo, lindas, agarram-nos do princípio ao fim. E em que outra BD estrangeira encontramos um português? Ainda para mais, com um nome como este: Sr. Oliveira da Figueira 😉

    1. Concordo inteiramente, Cristina. Percebo muito pouco de BD, mas o Tintin e a sua divertidíssima trupe são uma paixão incondicional, ainda hoje. Quanto ao Oliveira da Figueira, é a caricatura perfeita do português típico. E gosto de saber que tenho mais uma aliada numa velha e interminável discussão sobre o sexo de Milou: para mim, Milou sempre foi uma “ela”, avec mille millions de mille sabords!! 🙂

        1. Peço desculpa às senhoras, mas Milou em francês é usado como diminutivo masculino e este Milou, em particular, por muito que vos custe, é um cão, embora, se assim quiserem, o possam tomar como cadela, acho que ele não se importa!
          Cumprimnetos

          1. O sr. Oliveira da Figueira é uma criação genial do grande Hergé, que tão bem retratou os portugueses nesta figura. Haddock, Tornesol, Dupond & Dupont, Castafiore – e tantas outras figuras imortalizadas pelo Hergé – entraram no nosso imaginário colectivo e são conhecidas até por pessoas que não sentem qualquer fascínio pela banda desenhada. Em álbuns fabulosos como ‘O Lótus Azul’, ‘O Templo do Sol’,’O Ceptro de Ottokar’ e ‘Carvão no Porão’.

          2. Em relação ao Milou, lembro-me de que o Vasco Granja – que foi durante muitos anos chefe de redacção da revista ‘Tintin’ em Portugal – dizia sempre que era cão, não cadela.

          3. Pois é, o Vasco Granja era uma autoridade incontestável, nestes assuntos. E o comentador Francisco Sousa, como grande fã do Tintin, também sabe. Chamo a atenção para o link, no seu blogue, para um vídeo em que se vê como Hergé desenhava Tintin e o seu Milou.

            Já li que se trataria de uma cadela no país de origem, embora, no estrangeiro, se tratasse sempre de um cão. Encontrei uma frase na Wikipedia, não sei se verdadeira, que pode ter dado azo à confusão:

            Milou was named after Hergé’s first girlfriend, a contraction of the name Marie-Louise (“Malou”), although the character is referred to as male throughout the books – http://en.wikipedia.org/wiki/Tintin_and_Snowy#Snowy_.28Milou.29

            Chama-se Snowy em inglês, que giro!

            Enfim, cão, ou cadela, no fundo, é indiferente. O mais importante a reter é a amizade entre um humano e um canino. Mas estava errada e aqui dou a mão à palmatória.

          4. É como diz, Cristina: o mais importante é esta amizade ímpar entre o homem e o cão que figura no centro das aventuras do Tintim. Muitos antes de este tema se tornar quase banal, note-se.

  3. ah grande tintim. Julgo que a escolha de tintim na centésima edição desta rubrica não deve ter sido inocente e foi uma maneira de homenagear aquela que e para mim a personagem maior da bd.tenho todos os álbuns , ja os li varias vezes e a cada altura é um deslumbramento cada vez maior..

    e com algum toque português com o nosso Oliveira da Figueira , o professor de Coimbra que aparece num álbum e que eu já não me lembro do nome ( vergonha ) e o Vilão Muller , assim baptizado em homenagem a Adolfo Simões Muller , que a certa altura ajudou Hergé .Ele próprio um grande personagem

    1. Pois, João: é isso mesmo. Decidi fechar esta série com chave de ouro. Os últimos são os primeiros: nada melhor do que assinalar a despedida com o Tintim, um verdadeiro herói universal. Gostei muito de trazer aqui, domingo após domingo, as mais diversas personagens de banda desenhada, de épocas e latitudes diferentes.
      (ah, e tive o privilégio de conhecer pessoalmente Adolfo Simões Müller; um dia destes falarei dele aqui).

  4. Para muitos o Tintim também era primeiro contacto com a ciência!

    Ía por um link para um texto sobre isso mesmo “TODOS OS JOVENS DOS SETE AOS SETENTA E SETE”, mas lembrei-me que o Pedro não o ía ler até ao fim!

    Abraço

    1. Fui ler o texto no seu blogue e gostei, Ricardo. É uma perspectiva muito interessante sobre Tintim: o seu carácter premonitório em tantos avanços tecnológicos e científicos.
      Gostei desta visita a um texto escrito há quase três anos aqui no DELITO e que fechou uma série que gostei muito de fazer.
      Apareça sempre por cá.
      Um abraço.

      1. Olá Pedro,
        Ainda bem que gostou, tinha medo que não lesse porque o meu colega escreve em acordês!

        Caro Pedro, ando por aqui desde o primeiro delito e vou seguindo todas as séries que vai fazendo por cá… Desde as melhores praias aos possíveis candidatos (esta série em sintonia com o Albergue espanhol). Geralmente não comento, lembro-me que fiz um comentário “Nas canções do século- Tarde em Itapoã” e pouco mais.

        Vou aproveitar para lhe fazer uma pequena inconfidência, o meu colega já me tinha desafiado para lançarmos um projecto de divulgação científica, mas eu vinha adiando. No entanto quando li o seu texto “Blogo logo existo” fez-me um clique… e decidimos avançar este ano!

        Continue com as suas óptimas séries, as suas boas criticas: literárias, cinematográficas, turísticas… e os restantes textos que não se insiram em nenhuma âmbito.

        Grande abraço!

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