Harry Dean Stanton


jpt,

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Morreu agora, aos 91 anos. Uma carreira gigantesca, tamanha que um tipo vira-se para os recantos da memória e ele aparece em não-sei-quantos deles. O homem vai-se e deixa um buraco (fiquei agora a ler este belo texto de 2013).

 

Eu sei que estou a ser reducionista mas, mais do que tudo, ele foi-me o andarilho do “Paris Texas”, filme, música e musa da minha geração. O outro dia morreu o Sam Shepard (co-argumentista), agora vai-se o Stanton. E o altar vai-se actualizando … Deixo-o a cantar a “Cancion Mixteca”

E também a andar por ali, aqui

14 comentários em “Harry Dean Stanton”

      1. Vou tentar ver hoje. Depois digo-lhe. Emborco o filme, a banda sonora, um Verde fresquinho, duas sandes de leitão e nos créditos já devo estar a tequila. Abraço

        1. Ora aqui está a diferença de gerações – a mim já não me cumpre emborcar a tal tequilla (ai que saudades, ai, ai, como escrevia tão bem o saudoso Carlos Pinhão)

          1. Jpt, quero acreditar não ser tanto uma questão de gerações , como de figadeiras…e de ambiente familiar. Bebo Tequila às escondidas e logo de seguida vou passear o cão. Por azar, além de surdo, o cão detesta andar….uma vez em Trás os Montes obriguei-o a passear das 24h às 4 da matina, por causa de um tinto maduro. Ou era ele ou eu….

  1. Grande texto sobre um grande actor, intérprete desse inesquecível ‘Paris, Texas’ – também um dos filmes da minha vida.
    Igualmente excelente a entrevista que o ‘Guardian’ lhe fez e que oportunamente citas.

    1. Fazes bem em chamar a atenção para a ligação ao texto do Guardian. (Mais do que) Justifica a leitura.
      (e obrigado pelas palavras, que tomo tipo “Tu bates bem. Tu bates bem.” do Cristiano para o João Moutinho)

  2. Paris Texas. Vi duas vezes e ainda bem porque gostei mais do replay . Gosto de Wim Wenders e da Nastassja Kinsky.
    O HDS, para além do excelente Travis, fez praticamente de tudo e trabalhou com centenas de nomes da sétima arte.
    Era óptimo neste tipo de papéis de pessoa perturbada, fosse por doença fisica, psicológica, religiosa, ideológica ou apenas solidão.
    RIP

  3. Caro jpt
    Não costumo permitir-me grandes sentimentalismos. Mas este filme deixou em mim saudades profundas de uma época da minha vida que, embora muito difícil, foi o ponto de partida para aquilo em que me havia de transformar, para ser a mulher que hoje sou.
    Fico-te, assim muito grata pela doçura desta amarga lembrança!

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