
Morreu agora, aos 91 anos. Uma carreira gigantesca, tamanha que um tipo vira-se para os recantos da memória e ele aparece em não-sei-quantos deles. O homem vai-se e deixa um buraco (fiquei agora a ler este belo texto de 2013).
Eu sei que estou a ser reducionista mas, mais do que tudo, ele foi-me o andarilho do “Paris Texas”, filme, música e musa da minha geração. O outro dia morreu o Sam Shepard (co-argumentista), agora vai-se o Stanton. E o altar vai-se actualizando … Deixo-o a cantar a “Cancion Mixteca”
E também a andar por ali, aqui

Não conhecia. Mas adorei!
Obrigado.
Então já me justificou o postalzinho. E fique ciente, vai ter que emborcar o filme todo, é um monumento.
Vou tentar ver hoje. Depois digo-lhe. Emborco o filme, a banda sonora, um Verde fresquinho, duas sandes de leitão e nos créditos já devo estar a tequila. Abraço
Ora aqui está a diferença de gerações – a mim já não me cumpre emborcar a tal tequilla (ai que saudades, ai, ai, como escrevia tão bem o saudoso Carlos Pinhão)
Jpt, quero acreditar não ser tanto uma questão de gerações , como de figadeiras…e de ambiente familiar. Bebo Tequila às escondidas e logo de seguida vou passear o cão. Por azar, além de surdo, o cão detesta andar….uma vez em Trás os Montes obriguei-o a passear das 24h às 4 da matina, por causa de um tinto maduro. Ou era ele ou eu….
Por essas e outras é que eu não tenho cão
Grande texto sobre um grande actor, intérprete desse inesquecível ‘Paris, Texas’ – também um dos filmes da minha vida.
Igualmente excelente a entrevista que o ‘Guardian’ lhe fez e que oportunamente citas.
Fazes bem em chamar a atenção para a ligação ao texto do Guardian. (Mais do que) Justifica a leitura.
(e obrigado pelas palavras, que tomo tipo “Tu bates bem. Tu bates bem.” do Cristiano para o João Moutinho)
Paris Texas. Vi duas vezes e ainda bem porque gostei mais do replay . Gosto de Wim Wenders e da Nastassja Kinsky.
O HDS, para além do excelente Travis, fez praticamente de tudo e trabalhou com centenas de nomes da sétima arte.
Era óptimo neste tipo de papéis de pessoa perturbada, fosse por doença fisica, psicológica, religiosa, ideológica ou apenas solidão.
RIP
Tornou-se ícone em vida. E gozou com isso.
A melhor homenagem será não perder Lucky.
(E, provavelmente, o Oscar.)
Nem mais.
Caro jpt
Não costumo permitir-me grandes sentimentalismos. Mas este filme deixou em mim saudades profundas de uma época da minha vida que, embora muito difícil, foi o ponto de partida para aquilo em que me havia de transformar, para ser a mulher que hoje sou.
Fico-te, assim muito grata pela doçura desta amarga lembrança!
Belo oxímoro.