«Para Alegre, o discurso e a prática política são entidades que se devem opor para que tudo fique na mesma. Deve-se falar da esquerda alinhando com a direita, sair das listas para ficar no partido, não concorrer às legislativas para se candidatar às presidenciais…» Quando o autor desta profundíssima reflexão, Tiago Mota Saraiva de seu nome, acordar e abrir os olhos, haja quem tenha pachorra para lhe dar explicações. Sobre verbos reflexos também.
Haja pachorra
jmmcc,

O Tiago do 5 Dias anda a escrever no dia errado
Deve ser isso.
Manuel Alegre acalenta o sonho de vir a ser PR em 2011, mas parece que ainda não compreendeu bem a lógica das eleições presidenciais em Portugal. Os eleitores não gostam de pensar muito e desde que o PR eleito para um primeiro mandato não faça muitas ondas nem cometa nenhum cri me, é certo e sabido que tem garantida a vitória no segundo mandato, caso se candidate, claro. Nem se lhe exige, sequer, que seja um bom PR. Foi assim com Eanes, continuou assim com Soares, idem com Sampaio e assim será com Cavaco. Nesta lógica, Alegre tem muito poucas hipóteses de ver concretizado o seu sonho, a menos que Cavaco não queira lá ficar até 2016. Nesta lógica, também, teria sido preferível que tivesse tido uma atitude de ruptura menos intelectual, menos «poética» e mais explícita do que aquela que adoptou, a qual, além do mais, pela sua brandura, só tem servido para que Sócrates, – impante, como sempre – se pavoneie ainda mais do que já faz habitualmente a propósito de tudo e de nada e até das coisas para as quais nada contribuiu, mas que políticamente lhe dão muito jeito, como é o caso. Fico triste por Alegre pensar mais em si do que nos portugueses e por não disponibilizar, agora, o seu capital de contra-corrente, que tão útil seria neste momento, em nome de um sonho quase impossível de alcançar, como sabemos.
Sobre Alegre já pensei, Luís. Agora vou pensar no teu caso.
Hehehe…