Ainda bem que este senhor se reformou e pôde escrever este livro. Não é por acaso que está a ter tanto impacto. Veio na altura certa. Obriga um certo discurso político a inflectir e a responsabilizar todos os que contriibuíram para o estado a que isto chegou e não apenas os governos de Sócrates.
De Cavaco a Guterres, de Durão Barroso a Santana Lopes TODOS cometeram os mesmos erros. Dizer isto é inviabilizar o discurso que por sistema inocenta o partido que está na oposição e responsabiliza o que está no governo, um jogo que andamos a jogar há vinte anos e que tem permitido aos beneficiários mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma. Como o Estado Gasta o Nosso Dinheiro obrigou muitos comentadores a dobrar a língua nos últimos dias, reconhecendo que os nossos problemas não começaram apenas há cinco anos.
A memória em política é sempre inconveniente, mas agora precisamos dela mais que nunca, para que a pressão sobre os decisores políticos se comece a fazer de uma forma consequente.


Um postal muito importante, Teresa. E a que horas é que os responsáveis por esta desbunda começam a ser presos?… Ah, já sei a tua resposta: “Não há prisões que cheguem!”…
O que eles mereciam era uma greve geral de contribuintes, com o slogan “Não pagamos!”. Mas tecnicamente não é possível 🙂
Parece que já estão a preparar uma Parceria Publico Privada para a tal prisão deles
à cautela claro
É preciso que se diga que Carlos Moreno conquistou a fama – justa, creio eu – de grande rigor, independência e verticalidade. Numa palavra: ética.
Até quando esperamos para realizar um Pronunciamento Civil, uma vez que o PS e o PSD coligaram-se para eliminar a possibilidade de um Pronunciamento Militar?
Teresa, ouvi o autor do livro na Sic Notícias e ele estava a defender que os decisores políticos deviam ser julgados por má gestão de dinheiros públicos. Bom, o que me faz confusão é alguém ter de “defender” algo que deveria ser evidente…
Pois, Ana. É evidente, mas não dá muito jeito aos responsáveis pela gestão dos dinheiros públicos…
Comecei a lê-lo. E estou estarrecido. Porém, mais importante, esclarecido. Obrigado ao jubilado.
É um excelente livro de cabeceira, Zé Luís. Corremos é o risco de ficar com pesadelos 🙂
À consideração de Sexa, o Presidente da República.