Há sempre uma primeira vez para tudo


Rui Rocha,

Parce impossível, mas é verdade. Hoje, Ana Gomes provocou um amplo consenso. Da esquerda à direita, praticamente todos a condenam.

8 comentários em “Há sempre uma primeira vez para tudo”

  1. Olli Rehn , 07/06/11 15:43

    Caros concidadãos europeus.

    Apresento-me hoje aos meios de comunicação social controlados pelas maiores corporações internacionais financeiras, para vos dizer que podemos eventualmente estar no ínicio do fim da crise.
    Só não vos digo é que vai ser um fim de crise de quase 15 anos…
    Durante vários anos, observei atentamente os grandes banqueiros internacionais em todo o seu avarento esplendor, a estrangularem economias, a esquematizarem o endividamento perpétuo e a empobrecerem as populações.
    Tudo em nome dos lucros de biliões que proliferam nas suas contas em paraísos fiscais.

    Como tal, está na altura de vos dizer que é necessário fazer um esforço complementar (voçês, a plebe) para tentar ultrapassar esta crise que não foi criada por vós mas que têm de ser voçês a pagar.
    Ok?
    Pode ser?

    Então vá meus carneirinhos, toca a trabalhar mais horas e anos de vida por menos dinheiro e menos direitos sociais.
    Quanto aos responsáveis pela crise… epá, deixem lá os srs. doutores em paz, coitados que eles merecem todas as regalias que continuam a usufruir.
    Afinal de contas, tiveram um trabalho exaustivo e importante na construção da crise. Merecem férias e ainda mais mordomias e benesses fiscais.

    Vá escravos… toca a trabalhar!

    Obrigado pela atenção.
    Eternamente vosso, com um abraço…

    Olli Rehn

    http://economico.sapo.pt/noticias/junho-deve-marcar-inicio-do-fim-da-crise-europeia_120139.html

  2. Mas é engraçado, caro Rui. Sabia bem insistirmos na falta de idoneidade de José Sócrates em continuar a governar quando foram anunciadas suspeitas plausíveis de corrupção nos casos Freeport e Face Oculta.
    Não pertenço à unanimidade porque gosto de ser coerente.
    Abraço

    1. Exactamente por isso é que devemos sempre abstrair de quem diz e sobre quem se diz e concentrarmo-nos no valor intrínseco daquilo que se diz. Só assim se consegue manter a coerência, como faz o João.

        1. É verdade. Dei uma volta pela bloga (não exaustiva) e a ideia com que fiquei foi que a defesa de Ana Gomes (nos poucos casos em que a vi) não vinha dos lados do PS, não.

      1. Muito agradecido pelas suas palavras. O Rui é indubitavelmente um dos bloggers com maior qualidade e que nos presenteia com posts sensacionais. A sua resposta sensibiliza-me como um prémio alentoso (esta palavra existe?), após ter recebido os maiores insultos (já estou habituado há muitos anos) por ter escrito simplesmente o que os apoiantes de Paulo Portas não gostam. Esses, continuam a confundir alhos com bogalhos. E se for essa a bitola, então, o novo governo será pior que o de Sócrates.
        Abraço.

        1. Não sei se alentoso existe ou não, João. Independentemente disso, o meu comentário é justo. Já o seu enche-me de orgulho, claro. Mas, é manifestamente exagerado. Um abraço.

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