Não será motivo para indignação que o “Público” tenha decidido criar uma novela destinada a captar e fidelizar leitores e manifestar quem apoia nas próximas eleições. O seu director está nesse direito (desde que o patrão Belmiro não se oponha) e o apoio ao PSD nem sequer é novidade, pois já tomara idêntica opção com Durão Barroso.
De gosto mais duvidoso é incluir a novela na secção “Política” e, intolerável, é ter escolhido para personagem principal um actor anónimo que aparece sempre de rosto tapado. Como escrevia Ferreira Fernandes ontem no DN, “assessor da Presidência que insinua um crime contra um símbolo da Nação e não dá a cara não é homem nem é nada”. Concordo. Se não serve para assessor do PR também não serve para actor de novela.
O título “Há rosas em Belém?” parecia-me mais apropriado do que aquela lenga-lenga da primeira página, com Cavaco em pano de fundo. Mas, quanto a títulos, o “Público” não anda a fazer escolhas muito felizes. É legítimo, porém, pedir um pouco mais de cuidado. Não só em relação a títulos que induzem conclusões que a leitura da notícia depois desmente, mas também ao uso do português.
Escrever “Karzai é o favorito mas vencedor pode ser só decidido na segunda volta” , não dignifica muito aquele que já foi o melhor jornal diário publicado em Portugal e até tem um Livro de Estilo onde explica qual deve ser o lugar das preposições numa frase.

Que um jornal tenha uma opção política também não me causa repulsa. Mas se assim for que o assuma. Tudo o mais é falta de coragem política.
Concordo. Não revejo o “Livro de Estilo do Público” (livro esse que devia ser dado nas escolas) neste Público. Em termos de imprensa escrita vamos muito mal.
Infelizmente assim é… Quando os jornais deixaram a notícia para segundo plano, passaram a obedecer a interesses de grupos económicos e os jornalistas começaram a fazer auto-censura, entornou-se o caldo.
Apesar de tudo, ainda há algumas revistas que mantêm qualidade…
Sem querer abusar, quais as revistas aconselhadas? Confesso que não sou leitor de revistas.
Continuo a ler e confiar na Visão.
Só??? Não se aproveita mais nada??!!!????
Carlos:
Esta novela já cheira mal, mas por acaso é giro verificar que o inimigo número um do partido sócrates na comunicação social é o “Público”. Porque será? Damos uma volta pelos blogs pró-PS e toda a gente bate no dito jornal, começo a desconfiar que brevemente o Engº Belmiro recebe uma proposta da Ongoing para vendê-lo e deixar assim de ser uma voz incómoda para o regime socrático.
Carlos:
Reconhecerá que não sou apoiante de Sócrates, e que no DO se exprimem diversas tendências;
Reconhecerá que já aqui tenho feito críticas a outros jornais, revistas, televisões, etc
Assim, o seu comentário parece-me desajustado.
Também não concordo que Belmiro de Azevedo seja uma voz incómoda para o regime socrático e a seu tempo dar-me-á razão.
Numa coisa, porém, estou de acordo consigo. Esta novela cheira mal. Como tresandou a do Freeport ( que recebeu inúmeros aplausos)
Não tenho culpa que o Público faça há 3 dias manchete com o caso. Nem tenho culpa que o PR a alimente, calando-se. Nem tenho culpa que o “Público” confunda política com mexericos e dê tanto destaque a uma cobarde fonte anónima.
TOME NOTA, Carlos: Cavaco ainda falará ao país num momento inoportuno ( antes das eleições) e virá dizer que não teve intenção de dizer o que disse e que as suas palavras foram mal interpretadas pela comunicação social. depois conversamos, ok?
Meu caro Carlos Barbosa de Oliveira, à vezes é muito, muito difícil, mantermos a compostura que nos merece um blog como o D.O . à bon entendeur ….:))) subscrevo naturalmente o seu post na íntegra.
Respire fundo e relativize as coisas, minha cara Ariel.
Não vale a pena dar demasiada importância…
Tem toda a razão, mas o que quer? é este meu Ascendente em Carneiro que dá cabo de mim…:)))
Touro com ascendente Carneiro? Hum…
Hum, hum, eu é que sou a primeira vitima — :)))