Se o Prémio fosse atribuido a um prisioneiro (daqueles que foram raptados, ameaçados e torturados e que não estão envolvidos em crimes terroristas) que está no campo de concentração de Guantanamo, será que os EUA e o laureado Obama, o pacificador, deixariam o infeliz ir a Oslo receber o ambicionado galhardão?
Uma pergunta que fica à consideração de tão ilustre e ilustrado auditório.
O João Carvalho já lhe respondeu por mim, e muito bem. Mas não resisto a perguntar-lhe o que quer dizer exactamente com o seu comentário. É que me soa a defesa da atitude da China, mas deve ser impressão minha.
Como símbolo deste dia, 10 de Dezembro de 2010, Dia Internacional dos Direitos Humanos, proponho a cadeira vazia na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz, em Oslo. Cadeira onde deveria sentar-se Liu Xiabo, cidadão que defende os direitos humanos e os valores democráticos, que se encontra aprisionado (ele, a mulher e outros dissidentes – curiosa esta palavra) pelo repudiável regime ditatorial maoísta chinês.
Não senti directamente na pele, mas sim indirectamente por aquilo que os meus pais sofreram com o PREC , o que me permitiu suficientemente avaliar o que será o comunismo. E quando vi no infelizmente desaparecido Monumental o Dr. Jivago , nunca me passou pela cabeça que excertos do filme, as ocupações selvagens pelos vermelhos, viriam a ser realidade também na minha vida. Isto para vos dar uma ideia do que me vai na alma com todas as atrocidades cometidas pelos comunistas, neste caso os chineses. Com a grande diferença que durante a existência da Cortina de Ferro, com a consequente Guerra Fria, nunca o Ocidente pactuou com a então URSS, com está neste momento a pactuar e mais grave ainda, a soçobrar á China. Como diz o Povo: tão ladrão é o que vai ás uvas, como o que fica á porta.
Antes de mais, Singularis, sei exactamente do que fala. O que não impede que lhe diga que a História está cheia de abusos e de atrocidades, cometidas tanto pelos regimes ditatoriais de esquerda como pelos de direita. Condeno, embora não me espante, a atitude da China neste caso triste do Nobel. Mas condeno mais ainda os países ditos “livres” que se curvaram obedientemente à imposição (eufemisticamente denominada de “apelo”) de um poderio económico sanguinário e cego às questões dos direitos humanos mais básicos.
Já a cadeira (vazia) onde se devia ter sentado,entre o público, Ramos Horta, foi algo que os Timorenses não mereciam… e andam por aí alguns a querer que o Nobel de Egas Moniz lhe fosse retirado…
Dura e crua.
Pois é.
Como é triste…
Tristíssimo, Cristina. E vergonhoso.
Se o Prémio fosse atribuido a um prisioneiro (daqueles que foram raptados, ameaçados e torturados e que não estão envolvidos em crimes terroristas) que está no campo de concentração de Guantanamo, será que os EUA e o laureado Obama, o pacificador, deixariam o infeliz ir a Oslo receber o ambicionado galhardão?
Uma pergunta que fica à consideração de tão ilustre e ilustrado auditório.
Eis uma pergunta que um norte-americano é livre para fazer a Barack Obama e um chinês não é livre para fazer a Hu Jintao. Entendeu a coisa?
O João Carvalho já lhe respondeu por mim, e muito bem. Mas não resisto a perguntar-lhe o que quer dizer exactamente com o seu comentário. É que me soa a defesa da atitude da China, mas deve ser impressão minha.
Brilhante!
O simbolismo da cadeira vazia? Também acho.
A coisa foi bem estudada
O efeito é ainda mais dramático do que se ele estivesse ali sentado, de facto. E acho muito bem.
Como símbolo deste dia, 10 de Dezembro de 2010, Dia Internacional dos Direitos Humanos, proponho a cadeira vazia na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz, em Oslo. Cadeira onde deveria sentar-se Liu Xiabo, cidadão que defende os direitos humanos e os valores democráticos, que se encontra aprisionado (ele, a mulher e outros dissidentes – curiosa esta palavra) pelo repudiável regime ditatorial maoísta chinês.
A imagem da cadeira vazia dificilmente será esquecida, Gonçalo.
Não senti directamente na pele, mas sim indirectamente por aquilo que os meus pais sofreram com o PREC , o que me permitiu suficientemente avaliar o que será o comunismo. E quando vi no infelizmente desaparecido Monumental o Dr. Jivago , nunca me passou pela cabeça que excertos do filme, as ocupações selvagens pelos vermelhos, viriam a ser realidade também na minha vida. Isto para vos dar uma ideia do que me vai na alma com todas as atrocidades cometidas pelos comunistas, neste caso os chineses. Com a grande diferença que durante a existência da Cortina de Ferro, com a consequente Guerra Fria, nunca o Ocidente pactuou com a então URSS, com está neste momento a pactuar e mais grave ainda, a soçobrar á China. Como diz o Povo: tão ladrão é o que vai ás uvas, como o que fica á porta.
Antes de mais, Singularis, sei exactamente do que fala. O que não impede que lhe diga que a História está cheia de abusos e de atrocidades, cometidas tanto pelos regimes ditatoriais de esquerda como pelos de direita. Condeno, embora não me espante, a atitude da China neste caso triste do Nobel. Mas condeno mais ainda os países ditos “livres” que se curvaram obedientemente à imposição (eufemisticamente denominada de “apelo”) de um poderio económico sanguinário e cego às questões dos direitos humanos mais básicos.
Tens toda a razão, Ana. Aquela cadeira vazia é um grito pela liberdade.
Já a cadeira (vazia) onde se devia ter sentado,entre o público, Ramos Horta, foi algo que os Timorenses não mereciam…
e andam por aí alguns a querer que o Nobel de Egas Moniz lhe fosse retirado…
Pois, Fernando. Nem todos merecem um prémio de tanta responsabilidade.
A imagem é fortíssima.
Ontem tinha-me referido a Liu Xiaobo como o ausente mais presente de que tenho memória.
Está aqui a prova.
Então tivemos a mesma ideia, pedro. E não fomos os únicos. com toda a certeza. Esta imagem diz tudo.
Soltem esses prisioneiros! (versão para a China livre; versão anterior para Timor-Leste que, neste caso, foi vergonhoso o comportamento do seu líder)
Da cadeira desocupada
solta-se essa liberdade
que há muito é decepada
para mal da humanidade.
É isso mesmo, Manuel: a cadeira respira liberdade.