Gripe (2)


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Estupefacto, leio que a autoridade agora crucial no país recomendou que cada um de nós recorra à machamba do vizinho. Não será grave, a mulher tem é que perceber de saúde pública e não de abastecimentos. Mas pensará ela que há ma-schamba que a todos bastem? Como crer na capacidade de uma besta que diz uma coisa destas? Quem desencanta estes tropas? E os leva a furriéis?

 

5 comentários em “Gripe (2)”

  1. Então está tudo explicado. É bem verdade é que da boa retórica nasce o entendimento.
    Toda essa invasão aos super-mercados, significou apenas um eficaz preenchimento da despensa a fim de provir as necessidades do vizinho.
    E mais! aposto dobrado contra singelo que a malta que ontem colmatou Carcavelos, toda ela era a vizinhança.

    1. Há hortas suficientes nas cidades?
      A salsa e os coentros(quando não outras plantas) çamiados pelas varandas bastarão ?

  2. Sem querer causar polémicas, a fase citada é:
    «Não devemos chegar a este ponto. Que cada um de nós recorra à horta de um amigo»

    Não sei se isto quer dizer que:
    não se deve chegar ao ponto em que cada um recorra à horta do vizinho,
    ou,
    não se deve chegar a este ponto. Portanto, que cada um recorra à horta do vizinho.

    Posso ser só eu e não tendo ouvido a frase, posso ter perdido o significado. Mas parece-me pouco para fazer um post a criticar (se bem que é com cada um). Especialmente quando há tantos outros aspectos que podem ser apontados.

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