
Estupefacto, leio que a autoridade agora crucial no país recomendou que cada um de nós recorra à machamba do vizinho. Não será grave, a mulher tem é que perceber de saúde pública e não de abastecimentos. Mas pensará ela que há ma-schamba que a todos bastem? Como crer na capacidade de uma besta que diz uma coisa destas? Quem desencanta estes tropas? E os leva a furriéis?

Então está tudo explicado. É bem verdade é que da boa retórica nasce o entendimento.
Toda essa invasão aos super-mercados, significou apenas um eficaz preenchimento da despensa a fim de provir as necessidades do vizinho.
E mais! aposto dobrado contra singelo que a malta que ontem colmatou Carcavelos, toda ela era a vizinhança.
Há hortas suficientes nas cidades?
A salsa e os coentros(quando não outras plantas) çamiados pelas varandas bastarão ?
Sem querer causar polémicas, a fase citada é:
«Não devemos chegar a este ponto. Que cada um de nós recorra à horta de um amigo»
Não sei se isto quer dizer que:
não se deve chegar ao ponto em que cada um recorra à horta do vizinho,
ou,
não se deve chegar a este ponto. Portanto, que cada um recorra à horta do vizinho.
Posso ser só eu e não tendo ouvido a frase, posso ter perdido o significado. Mas parece-me pouco para fazer um post a criticar (se bem que é com cada um). Especialmente quando há tantos outros aspectos que podem ser apontados.
Mas isto é alguma comuna?
Nos meus legumes ninguém toca!
Plantem as vossas hortaliças.
“….de uma besta que diz …”