Há décadas que esta gente faz greve todos os anos para reivindicação de aumento de salário (durante a pandemia fizeram uma trégua, por motivos óbvios). Esta recorrência, tão regular como um relógio suíço, só lhes pode ter rendido muito para lá do que qualquer trabalhador ganha, em média, neste país. Pena que ainda não se tenham lembrado de fazer o que há uns anos fizeram com o pessoal da CP: Divulgaram publicamente as suas tabelas salariais e as regalias de que gozavam e foi um escândalo.
Greve no metro
Teresa Ribeiro,

não frequento porque me falta vocação para minhoca
Tudo que é público é território de chantagem e extorsão!
Greves a metro.
Ainda ontem me tentavam convencer de quão prejudicial o trabalho remoto é. Fiquei com dúvidas existenciais. Hoje liguei o noticiário de manhã, vi os directos do pessoal em fila à espera de autocarros e eléctricos no Cais do Sodré, e passou-me.
Este post fez-me lembrar este texto da Helena Matos: teressava-nao-feita/
https://observador.pt/opiniao/noticia-in
Podemos concluir que pouco ou nada mudou…
Há uma coisa que muda, Ricardo: o pacote de benefícios destes senhores (salários, mais subsídios, mais um sem número de regalias que escapam ao comum dos mortais)
Havia de haver um ratio para definir quantas greves se podem fazer por ano numa empresa pública (e nas outras) sem:
1. que isso signifique o seu contrato social com os utentes (dezenas de greves por ano põem em causa o contrato social, na minha op.)
2. e consequentemente pôr em causa o seu estatuto de utilidade pública — que significa muitos milhões em benefícios fiscais
3. pôr em causa a sua sustentabilidade financeira
Uma empresa e a sociedade não podem ficar refém de funcionários públicos que já possuem regalias muito acima da média e que são muito mais do que eles merecem. As pessoas que aceitaram serem empregados em vez de criarem os seus próprios negócios, não foram obrigadas a fazê-lo. Se não querem aquilo, desabitem, car**ho, vão apanhar mexilhão e dêem lugar a outros.
A questão é que querem. Querem muito aquilo, porque sabem que empregos destes não há cá fora. O “descontentamento” é mera encenação, orquestrada pelo partido do povo, que por sinal se está nas tintas para o transtorno que greves sucessivas provocam ao povo.
Perfeita a sua apreciação, Teresa!
A greve de hoje. no contexto que vivemos, foi “criminosa”.
Exacto. Em cenário de pandemia – não esqueçamos que ela ainda anda aí – vem mesmo a calhar provocar enchentes nos autocarros. Às nove da noite ainda havia carreiras com as pessoas que nem sardinha em lata.