O mais impressionante é que, vendo hoje as imagens dela, mantém intactas essas características. Uma espécie de beleza intemporal, que nunca se deixa contaminar por modas.
Lembro-me de minha mãe falar de Greta Garbo como a melhor e mais bela artista de cinema da sua época. Vi, nalguma reposição, três filmes dela: Anna Karenina, Maria Waleska e Ninotchka que achei belíssimos. Vi tambem remakes do primeiro e do último e, não obstante a qualidade de realizadores e intérpretes, não lhes encontrei a emoção e a magia que emanavam dos originais. Lembro-me também de se falar com grande pena da decisão de abandonar a carreira que actriz tomou e de ela ser, nos anos 50, uma espécie de mito semelhante ao que são hoje, por exemplo, Marlon Brando ou Ingrid Bergman.
Hitchcock tentou convencê-la a regressar ao cinema em 1947, entregando-lhe o papel de protagonista no filme ‘O Caso Paradine’, ao lado de Gregory Peck – um papel que acabou por ser confiado a outra sueca, Ingrid Bergman. Garbo chegou a fazer um teste de imagem para esse filme, mas acabou por desistir pouco antes de começarem as filmagens.
Esteve nos planos de outros cineastas (Max Ophuls, Luchino Visconti, Billy Wilder – que queria dar-lhe o papel de Norma Desmond em ‘O Crepúsculo dos Deuses’), mas manteve-se retirada até ao fim.
O último teste cinematográfico que dela subsiste remonta a 1949, quando já tinha decidido regressar à Sétima Arte, para filmar na Europa com Ophuls uma película baseada num romance de Balzac.
Fez esse teste em Roma, sob o escrutínio de James Wong Howe, um dos melhores fotógrafos de cinema de todos os tempos, para a Warner Brothers. Infelizmente, por falta de verba, esse filme nunca se realizou.
Obrigada pela interessante informação que desconhecia. É curioso que vi na Cinemateca e na Gulbenkian vários ciclos sobre actores e realizadores dos anos 20/30 mas nenhum sobre greta garbo. Se houve depois dos anos 90 algum que lhe fosse dedicado, eu já não tinha tempo ou não residia em Lisboa para poder aproveitar a oportunidade.
Ela protagonizou grandes filmes. ‘Ninotchka’, desde logo – uma comédia genial. Mas também ‘Rainha Cristina’, ‘Ana Karenina’ e ‘Grande Hotel’, por exemplo.
Segundo entendo da wikipedia, esta senhora só trabalhou até aos 35 anos de idade. Reformou-se com essa idade. Bela vida…
As deusas não trabalham.
Touché!
Mas já agora,
quem disse que as pessoas depois de se reformarem “deixam de trabalhar”?
Que sabe disso a Wikipedia??
Há também aqueles que imaginam estar a trabalhar enquanto navegam durante horas na Wikipedia.
Homessa, reformou-se ao 35 anos num país capitalista!
Estou siderado .. É que não havia necessidade!
Terá sido ela a inspiração para os parlamentares lusitanos?
Smoreira
Privilégio por ser sueca.
UAU!
Esta sim, tinha imeeeenso garboo!!
Conquistou a imortalidade fazendo jus ao apelido. Com um garbo sem fim.
E pés do tamanho de barcos.
Presumo que seja uma qualidade para alguém com apelido Máximo.
Greta Garbo inteira é o cinema. Tem tudo, mistério, fascínio, beleza.
O mais impressionante é que, vendo hoje as imagens dela, mantém intactas essas características. Uma espécie de beleza intemporal, que nunca se deixa contaminar por modas.
Lembro-me de minha mãe falar de Greta Garbo como a melhor e mais bela artista de cinema da sua época. Vi, nalguma reposição, três filmes dela: Anna Karenina, Maria Waleska e Ninotchka que achei belíssimos. Vi tambem remakes do primeiro e do último e, não obstante a qualidade de realizadores e intérpretes, não lhes encontrei a emoção e a magia que emanavam dos originais.
Lembro-me também de se falar com grande pena da decisão de abandonar a carreira que actriz tomou e de ela ser, nos anos 50, uma espécie de mito semelhante ao que são hoje, por exemplo, Marlon Brando ou Ingrid Bergman.
Hitchcock tentou convencê-la a regressar ao cinema em 1947, entregando-lhe o papel de protagonista no filme ‘O Caso Paradine’, ao lado de Gregory Peck – um papel que acabou por ser confiado a outra sueca, Ingrid Bergman.
Garbo chegou a fazer um teste de imagem para esse filme, mas acabou por desistir pouco antes de começarem as filmagens.
Esteve nos planos de outros cineastas (Max Ophuls, Luchino Visconti, Billy Wilder – que queria dar-lhe o papel de Norma Desmond em ‘O Crepúsculo dos Deuses’), mas manteve-se retirada até ao fim.
O último teste cinematográfico que dela subsiste remonta a 1949, quando já tinha decidido regressar à Sétima Arte, para filmar na Europa com Ophuls uma película baseada num romance de Balzac.
Fez esse teste em Roma, sob o escrutínio de James Wong Howe, um dos melhores fotógrafos de cinema de todos os tempos, para a Warner Brothers.
Infelizmente, por falta de verba, esse filme nunca se realizou.
https://www.youtube.com/watch?v=Gna lOW-pguE
Obrigada pela interessante informação que desconhecia. É curioso que vi na Cinemateca e na Gulbenkian vários ciclos sobre actores e realizadores dos anos 20/30 mas nenhum sobre greta garbo. Se houve depois dos anos 90 algum que lhe fosse dedicado, eu já não tinha tempo ou não residia em Lisboa para poder aproveitar a oportunidade.
Ela protagonizou grandes filmes.
‘Ninotchka’, desde logo – uma comédia genial.
Mas também ‘Rainha Cristina’, ‘Ana Karenina’ e ‘Grande Hotel’, por exemplo.
Boa tarde Pedro Correia.
Respeitosamente, uma das suas melhores escolhas. Um rosto sublime.
António Cabral
Tão sublime que decidi autonomizá-la das Belles Toujours, caro António Cabral. Merece dia à parte, justifica lugar à parte.
Gosto dela, claro que sim, mas não é, de modo nenhum, a minha preferida: nem em beleza, nem em talento, nem na personalidade.
🌹
Maria
Gosto sobretudo da fotogenia dela, que é prodigiosa.
” The real McCoy”…
JSP
Indeed.