Grécia antiga (34)


Pedro Correia,

«Portugal tem pela primeira vez um governo que nos representa na Europa, é um governo grego, não é um governo português, mas isso já é uma grande notícia para Portugal.»

Francisco Louçã (12 de Fevereiro de 2015)

0 comentários em “Grécia antiga (34)”

  1. Quando os gregos nasceram, já Alberto João Jardim avisava que “alguém pagará”.

    Estes bloquinhos tipo loiça, só enganam 1,5 ou 2%!!!

    Mas quando é que gregos ou portugueses podem ter alguém que os represente na Europa?

    Só se os europeus nos julgassem de facto europeus!

    1. Esqueci-me de aconselhar uma visita ao lado direito da página do link que aparece no artigo, onde os desinteressados contribuíntes ficam a saber o brinde que lhes toca conforme o donativo.

      Mas para o brinde lhes tocar devem ter que abdicar do anonimato e ainda dar a morada e talvez o telefone e, como tenho uma mente retorcida, suspeito que o autor da iniciativa as venda a bancos de dados ao mesmo tempo que vai recebendo umas comissões dos fornecedores gregos dos brindes.

      Seja como fôr o senhor que teve a iniciativa diz na entrevista que

      “-How much have you personally put in?

      -I’ve put in for a bottle of Ouzo, which is just €10 – if 1 in 3 Europeans did the same, we’d get to the target!”

      Mas nada disto impede que o jornal apresente o assunto assim no subtítulo:

      “Se trata de la campaña de micromecenazgo más ambiciosa de todos los tiempos”

      Micromecenato? E com honras de 1ª página no melhor (para mim) diário espanhol?

      É uma ajuda?
      É sim senhor.
      Mas não deixa de ser “business as usual”.

      1. Exacto, é sempre espantoso como certas não-notícias ganham convenientemente um destaque de grande-notícia… apenas “porque sim”. Faz parte da encenação do circo, e ainda não chegámos à silly season…

  2. Sim, todos os europeus votaram syriza, por isso a todos ele rrrrepresenta, incluindo os pregadores com pinta de seminaristas que carrregam nos errres.

  3. Pelo que o catedrático louça diz já não pagaremos a nossa quota parte do centésimo resgate grego,Tripas não o permitirá—sobrecarregar este pobre povo.

  4. Verdade. A Europa é que não quer governos que os povos escolhem, mas exige que tenham governos que eles querem. Governos que estejam a favor dos números e não das pessoas. A chantagem que estão a fazer com a Grécia é vergonhosa.

    1. O “Anónimo” das 22.16 poderia ter a extrema gentileza de, uma vez por todas, deixar de chamar burros, cretinos, ignorantes e irresponsáveis às centenas de milhões dos eleitores dos outros 18 países europeus mais os 64% de gregos que não votaram no Syriza?

      Muito agradecido.

      1. Também acho. Esses 64% de gregos que não votaram syriza e os dos 18 países são tão inteligentes que merecem uma medalha de bom comportamento da UE. São inteligentíssimos, por isso, é que estão todos na mó debaixo e não saem da cepa torta. Já viu, tão bons e tão bem governados e andam todos a tinir. Queriam ser superiores aos Estados Unidos, mas não são capazes porque aqui há os papões e lá não.

        1. Primeiro e antes do mais: as vírgulas não enganam, nem quando as põe a mais e nos sítios errados nem quando tenta disfarçar e as põe a menos e portanto faltam nos sítios certos.
          Admito que a vida não lhe tenha permitido, por uma razão ou outra, não ter tido tempo a perder com essas questões e isso eu respeito.
          Só estou a constatar que como “Anónimo” ou outro nome qualquer com que apareça todos sabemos quem é, para sua informação.

          Como se isso não bastasse os seus comentários “falam por si”, nas 2 acepções da expressão (não tem que escolher 1 porque é mesmo nas 2).

          Não só chama estúpidos a cerca de 500 milhões de europeus como ainda se põe com infantilidades de medalhas que eu admitíria aos meus netos na primária mas que agora no liceu levavam logo uma desanda.

          Portanto quando alguém acha que os outros todos é que estão errados ficamos logo a imaginar o que vai pela dita cabecinha.

          Quanto aos europeus a tinir e aos EUA na maior, porque aqui há papões e lá não podemos discutir um pouco melhor quando me passar este ataque de riso.

          Só por causa das gargalhadas que já me proporcionou (e eventualmente a outros leitores) já valeu a pena V. ter escrito tanto disparate.

          Bem haja, como se diz aqui pelo interior norte!

  5. Yannis Dragasakis, vice-primeiro-ministro, avançou em entrevista à estação da TV pública ERT que a Grécia apresentou um pedido ao FMI para adiar o pagamento das quatro parcelas que deveriam ser reembolsadas hoje. (…)

    Dragasakis salientou ainda que o governo grego PODERÁ NÃO AVANÇAR COM O REFERENDO agendado para domingo, 5 de Julho.

    1. Porque tem autoridade moral para as pedir, pois primeiro mostrou trabalho. O que significa que ele não é um capacho dos alemães porque defende os interesses de Portugal. Mas defende os interesses de Portugal de uma forma racional, para que os outros nos respeitem, não é a pedir um perdão de dívida sem primeiro mostrar que não é um parasita que pretende viver à custa do crédito.

    2. Só para acrescentar.
      Vai muito bem esgalhada a luta:
      http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/11707092/Greece-threatens-top-court-action-to-block-Grexit.html

      Não há dúvida nenhuma que Passos devia fazer um cursito de Vida Activa para saber como pedir batatinhas. Lá anda ele em prol do lucro depois que a Grécia se mexeu.

      Aliás é muito típico da economia parasita que sempre se viveu em Portugal. Os empreendedores sempre se sentaram no lombo de algo para sugar o sangue e dizer que o trabalho lhes pertence.

  6. Ponto da situação:

    http://time.com/3942118/british-man-indiegogo-greece/

    Entretanto deu-se o “crash” da página como a notícia indica e o Indiegogo tem aquelas regras que também lá estão..

    O mundo está cheio de parvos a quem bastava “olhar para o lado”: encontravam logo a quem ajudar, não recebiam era o brinde, só um “obrigado” e, nessas circunstâncias, talvez já não lhes apetecesse ser bons…

  7. Só em Portugal, todos os que não votaram no BE são na realidade representados pela Catarina Martins. Não te cures, não.

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