Grécia antiga (33)


Pedro Correia,

«Há dois aspectos essenciais que os novos governantes gregos – de que, tenho a certeza, vou discordar muito no futuro – trouxeram e que eram e são essenciais: o declarar alto e em bom som que o caminho seguido vai destruir a sua comunidade – e o resto das europeias e a própria ideia da União Europeia, digo eu – e o de porem a discussão no único plano possível, o da política.»

Pedro Marques Lopes, no Diário de Notícias (8 de Fevereiro de 2015)

0 comentários em “Grécia antiga (33)”

  1. Só para lembrar como no “mundo novo” isto anda tudo cada vez mais ligado, dado que muita gente ainda raciocina em “capelinhas”:

    http://news.xinhuanet.com/english/2015-06/29/c_134366395.htm

    A “Xinhua News Agency” é a agência oficial de imprensa da República Popular da China, está subordinada ao governo central chinês e o seu presidente é sempre um membro do Comité Central do PCC.
    É assim de supor que só veicule as posições oficiais…

    Nota- A notícia tem pouco mais de uma hora, quem não acreditar olhando lá para as horas da mesma vá estudar fusos horários.

  2. Se o link da “Xinhua News Agency” saíu como Anónimo, como suspeito, as minhas desculpas, fui eu.

    Se saíu assinado e só estou a encher linhas, as minhas desculpas também.

  3. Qual dos caminhos – o seguido antes de 25 de Janeiro ou o seguido depois dessa data – é que destruiu mais, e para começar, falando apenas da própria Grécia?

  4. Tem toda a razão. Foram os únicos que souberam dizer não, os outros apenas aceitaram as imposições de gente que de política nada sabe. Têm de repensar a UE e a globalização porque ambas têm de ser revistas impreterivelmente. São os alemães que mandam na UE? É essa a ideia que fazem transparecer ao mundo.

  5. O plano da politica, fantástico. E o plano dos números? Desde quando é que a Grécia, que nem se sabe governar, tem credibilidade para contestar a governação da zona euro? Não tem, não sabe, nem contribui com poder económico ou político. Só contribui com a sua história (antiga), localização geográfica e turismo. O euro é uma moeda forte e influente por causa da Alemanha. Quem não quiser que a Alemanha lidere aquilo que ela paga, pois que crie um “eurinho” e se meta nele.

    Se as regras do euro forem afrouxadas de tal maneira que possam acomodar o desleixo grego, a Alemanha e os seus aliados acabam com o euro porque a moeda única deixa de lhes interessar. E aí a crise será muitíssimo pior do que a causada pelo “Grexit”. Ou volta tudo a ter moedas nacionais, ou a Alemanha e a Holanda, mais a Finlândia, a Áustria e a Bélgica constituem a sua própria zona económica e monetária e os outros que se amanhem. Há muita gente que defende isso nesses países. E “graças” ao Syriza já faltou mais. Ao menos tenho o consolo que não foi Portugal que lixou isto tudo.

    1. A Holanda? A Holanda tem uma dívida descomunal, dito pelo presidente do Eurogrupo, ele mesmo holandês. O problema começa porque não sabemos de muita coisa pois tentam tapar-nos os olhos e assim sendo, pagam os do Sul e os outros vivem confortavelmente com as suas dívidas. Portugal tinha uma dívida de 90% em 2011 a qual já vai em 130% do PIB e isto é estar bem? Com tanta austeridade a Troika conseguiu essa proeza. Não é para todos, bem sei, mas técnicos destes e imposições destas, levam-nos onde? Onde nos têm levado, a pedir dinheiro para pagar dívida e essa mesma dívida sempre a aumentar. Na Grécia o dinheiro entrou para pagar aos bancos unicamente. Que lidera a Alemanha? O massacre? Pois, à 70 anos liderou um e agora continua. A Alemanha foi quem mais beneficiou com o euro e é pena que nós que estamos no mesmo barco não estarmos aliados aos gregos e outro galo cantaria. A união faz a força e a desunião faz o descalabro.

  6. “discussão no único plano possível, o da política.”

    Ou seja viva o populismo, viva negação do renascimento.

  7. Ou me engano muito, ou PML desde que começou a perceber que vitória do PS nas próximas legislativas é altamente duvidosa está muito mudado.

  8. A cidade de Atenas tem 660 mil habitantes e a área urbana que a cerca tem 3.100 mil habitantes, sendo o conjunto a 5ª área mais populosa da UE (os números são de 2011 mas hoje não deve ser muito diferente e para o caso não é importante).

    No momento mais crucial da história mais recente do país, o que os nossos jornais têm para nos dizer é isto como exemplo de mobilização de vontades:

    http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-06-29-Nao-nao-e-nao-Milhares-com-Tsipras-nas-ruas-de-Atenas-e-Salonica

    Isto é: 2.57% dos habitantes de Atenas ou 0.45% dos habitantes da sua zona metropolitana saíram à rua para apoiar o seu governo numa simpática noite de Verão sem nuvens e com 21º C. de temperatura (fui verificar).

    Estamos a falar da capital do país, uma grande metrópole onde vive 35% da população da Grécia (10 milhões 815 mil habitantes em 2012), onde a percentagem de gente politizada é decerto importante em relação ao resto do país (podemos comparar com o nosso, as cidades e os campos).

    Assim e tendo em conta estes simples factos e não meras elucubrações bem pensantes, o que é que podemos esperar do futuro próximo por lá na hora de pôr a cruzinha no papel, por mais confusa que a pergunta seja para quem tem 5 dias para estudar os processos todos que nem os economistas ainda estudaram?

    É uma pergunta, agradeço resposta fundamentada, bocas não obrigado.
    Eu não sei, só suponho, frases do tipo “é assim” ou “esta é a realidade” não são comigo, isso é conversa de quem se quer convencer a si próprio.

    1. É o que dá estar a escrever e na risota com os netos, escapa sempre alguma coisa.

      Afinal os 17 mil eram a soma dos manifestantes em Atenas e Salonica, cidade com 325 mil habitantes dentro dos seus limites e mais 790 mil na zona urbana periférica, onde estavam 19º C. e céu nublado mas sem ameaçar chuva.

      Portanto não faço mais contas e vou convencer esta malta a ír para a cama que já vai para as 3 da manhã, apanham-se de férias comigo é uma balda.

      Boa noite

  9. Procurando transformar a Grécia em algo tão irrelevante e até mesmo demoníaco, só posso concluir que todos quantos estão contra ela só podem estar contra esta Europa que perde tempo com algo que não merecia.

    Ou é solidão ou é vontade de afirmação por falta desta última.

    Nunca vi que algo tão fraco, indefeso e irrelevante pudesse ser alvo de tanta artilharia. Pois, é necessário queimar cartuchos em alguma coisita para se poder mostrar que falta muita coisita.

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