«Há dois aspectos essenciais que os novos governantes gregos – de que, tenho a certeza, vou discordar muito no futuro – trouxeram e que eram e são essenciais: o declarar alto e em bom som que o caminho seguido vai destruir a sua comunidade – e o resto das europeias e a própria ideia da União Europeia, digo eu – e o de porem a discussão no único plano possível, o da política.»
Pedro Marques Lopes, no Diário de Notícias (8 de Fevereiro de 2015)

Só para lembrar como no “mundo novo” isto anda tudo cada vez mais ligado, dado que muita gente ainda raciocina em “capelinhas”:
http://news.xinhuanet.com/english/2015-0 6/29/c_134366395.htm
A “Xinhua News Agency” é a agência oficial de imprensa da República Popular da China, está subordinada ao governo central chinês e o seu presidente é sempre um membro do Comité Central do PCC.
É assim de supor que só veicule as posições oficiais…
Nota- A notícia tem pouco mais de uma hora, quem não acreditar olhando lá para as horas da mesma vá estudar fusos horários.
Se o link da “Xinhua News Agency” saíu como Anónimo, como suspeito, as minhas desculpas, fui eu.
Se saíu assinado e só estou a encher linhas, as minhas desculpas também.
Não percebi nada.
Aliás as crónicas dele devem ser para Grego ler.
Qual dos caminhos – o seguido antes de 25 de Janeiro ou o seguido depois dessa data – é que destruiu mais, e para começar, falando apenas da própria Grécia?
Tem toda a razão. Foram os únicos que souberam dizer não, os outros apenas aceitaram as imposições de gente que de política nada sabe. Têm de repensar a UE e a globalização porque ambas têm de ser revistas impreterivelmente. São os alemães que mandam na UE? É essa a ideia que fazem transparecer ao mundo.
O plano da politica, fantástico. E o plano dos números? Desde quando é que a Grécia, que nem se sabe governar, tem credibilidade para contestar a governação da zona euro? Não tem, não sabe, nem contribui com poder económico ou político. Só contribui com a sua história (antiga), localização geográfica e turismo. O euro é uma moeda forte e influente por causa da Alemanha. Quem não quiser que a Alemanha lidere aquilo que ela paga, pois que crie um “eurinho” e se meta nele.
Se as regras do euro forem afrouxadas de tal maneira que possam acomodar o desleixo grego, a Alemanha e os seus aliados acabam com o euro porque a moeda única deixa de lhes interessar. E aí a crise será muitíssimo pior do que a causada pelo “Grexit”. Ou volta tudo a ter moedas nacionais, ou a Alemanha e a Holanda, mais a Finlândia, a Áustria e a Bélgica constituem a sua própria zona económica e monetária e os outros que se amanhem. Há muita gente que defende isso nesses países. E “graças” ao Syriza já faltou mais. Ao menos tenho o consolo que não foi Portugal que lixou isto tudo.
A Holanda? A Holanda tem uma dívida descomunal, dito pelo presidente do Eurogrupo, ele mesmo holandês. O problema começa porque não sabemos de muita coisa pois tentam tapar-nos os olhos e assim sendo, pagam os do Sul e os outros vivem confortavelmente com as suas dívidas. Portugal tinha uma dívida de 90% em 2011 a qual já vai em 130% do PIB e isto é estar bem? Com tanta austeridade a Troika conseguiu essa proeza. Não é para todos, bem sei, mas técnicos destes e imposições destas, levam-nos onde? Onde nos têm levado, a pedir dinheiro para pagar dívida e essa mesma dívida sempre a aumentar. Na Grécia o dinheiro entrou para pagar aos bancos unicamente. Que lidera a Alemanha? O massacre? Pois, à 70 anos liderou um e agora continua. A Alemanha foi quem mais beneficiou com o euro e é pena que nós que estamos no mesmo barco não estarmos aliados aos gregos e outro galo cantaria. A união faz a força e a desunião faz o descalabro.
Avante camarada, avante!
“discussão no único plano possível, o da política.”
Ou seja viva o populismo, viva negação do renascimento.
Ou me engano muito, ou PML desde que começou a perceber que vitória do PS nas próximas legislativas é altamente duvidosa está muito mudado.
A cidade de Atenas tem 660 mil habitantes e a área urbana que a cerca tem 3.100 mil habitantes, sendo o conjunto a 5ª área mais populosa da UE (os números são de 2011 mas hoje não deve ser muito diferente e para o caso não é importante).
No momento mais crucial da história mais recente do país, o que os nossos jornais têm para nos dizer é isto como exemplo de mobilização de vontades:
http://expresso.sapo.pt/internacional/20 15-06-29-Nao-nao-e-nao-Milhares-com-Tsip ras-nas-ruas-de-Atenas-e-Salonica
Isto é: 2.57% dos habitantes de Atenas ou 0.45% dos habitantes da sua zona metropolitana saíram à rua para apoiar o seu governo numa simpática noite de Verão sem nuvens e com 21º C. de temperatura (fui verificar).
Estamos a falar da capital do país, uma grande metrópole onde vive 35% da população da Grécia (10 milhões 815 mil habitantes em 2012), onde a percentagem de gente politizada é decerto importante em relação ao resto do país (podemos comparar com o nosso, as cidades e os campos).
Assim e tendo em conta estes simples factos e não meras elucubrações bem pensantes, o que é que podemos esperar do futuro próximo por lá na hora de pôr a cruzinha no papel, por mais confusa que a pergunta seja para quem tem 5 dias para estudar os processos todos que nem os economistas ainda estudaram?
É uma pergunta, agradeço resposta fundamentada, bocas não obrigado.
Eu não sei, só suponho, frases do tipo “é assim” ou “esta é a realidade” não são comigo, isso é conversa de quem se quer convencer a si próprio.
É o que dá estar a escrever e na risota com os netos, escapa sempre alguma coisa.
Afinal os 17 mil eram a soma dos manifestantes em Atenas e Salonica, cidade com 325 mil habitantes dentro dos seus limites e mais 790 mil na zona urbana periférica, onde estavam 19º C. e céu nublado mas sem ameaçar chuva.
Portanto não faço mais contas e vou convencer esta malta a ír para a cama que já vai para as 3 da manhã, apanham-se de férias comigo é uma balda.
Boa noite
Procurando transformar a Grécia em algo tão irrelevante e até mesmo demoníaco, só posso concluir que todos quantos estão contra ela só podem estar contra esta Europa que perde tempo com algo que não merecia.
Ou é solidão ou é vontade de afirmação por falta desta última.
Nunca vi que algo tão fraco, indefeso e irrelevante pudesse ser alvo de tanta artilharia. Pois, é necessário queimar cartuchos em alguma coisita para se poder mostrar que falta muita coisita.
António Costa: Syriza tem combatido a Europa “de forma tonta”.