«É o regresso à racionalidade e ao humanismo greco-romano. Com ele, o fim das trevas medievais. Na Grécia, com a derrocada da Nova Democracia, iniciou-se o declínio da ditadura austeritária.»
Miguel Prata Roque, no Diário Económico (27 de Janeiro de 2015)

«Existem grandes diferenças entre nós [FMI e Governo grego] na maioria das áreas-chave. Não houve qualquer progresso na redução dessas diferenças, recentemente”, afirmou o porta-voz do FMI, para justificar a retirada da equipa negocial da instituição.
A equipa negocial do Fundo Monetário Internacional (FMI) abandonou as negociações com os representantes do Governo grego, em Bruxelas, devido à falta de progressos para um acordo.»
(Jornal Negócios, 11/05/2015)
(Junho e não Maio)
«Existem grandes diferenças entre nós [FMI e Governo grego] na maioria das áreas-chave. Não houve qualquer progresso na redução dessas diferenças, recentemente”, afirmou o porta-voz do FMI, para justificar a retirada da equipa negocial da instituição.
A equipa negocial do Fundo Monetário Internacional (FMI) abandonou as negociações com os representantes do Governo grego, em Bruxelas, devido à falta de progressos para um acordo.»
(Jornal Negócios, 11/06/2015)
O Romantismo vai-nos matar a todos.
Humanismo Greco-Romano : escravatura, tortura, infanticídio, etc…
E como pérola final a racionalidade é recusar a Aritmética.
«O presidente do Conselho Europeu lançou hoje um aviso à Grécia e aos credores, dizendo que “não há mais tempo para jogos” e que nesta altura é necessário tomar decisões, e não mais negociações. Ao Governo grego diz que tem de ser “um pouco mais realista”.
Não é hábito ouvir o polaco Donald Tusk, que substituiu há alguns meses Herman Van Rompuy na liderança do Conselho Europeu, fazer comentários sobre temas da atualidade e o próprio disse isso mesmo esta quinta-feira, na conferência de imprensa no final da cimeira entre os chefes de Estado e de Governo da União Europeia e os países da América Latina e Caraíbas. No entanto, também para este responsável europeu, a paciência parece ter acabado.
“Mantive-me discreto, moderado e neutro todo este tempo, mas a minha reflexão sobre a reunião de ontem [quarta-feira, entre Alexis Tsipras, Angela Merkel e François Hollande] é: é para mim óbvio que agora precisamos de decisões, não de negociações. É minha opinião que o Governo grego tem de ser um pouco mais realista. Não há mais espaço para jogos, não há mais tempo para jogos”, disse o responsável, no final da conferência de imprensa.
Donald Tusk foi ainda mais longe e dramatizou o estado das negociações, dizendo que o tempo acabou e que as decisões têm de ser tomadas agora.
“Receio que alguém diga o jogo acabou. Não temos mais tempo. Tenho a certeza absoluta”, disse.»
11/6/2015, 14:43
Como?!
As paixões cegam, Helena. E as paixões políticas ainda mais.
Enquanto eles lutam por isso, pelo humanismo (com excepção para essa do greco-romano, que não entendo) Portugal entrou no século das trevas através de uma troika, que até adora o seu grande líder governativo Sócrates, constituída pelo PR/PSD/CDS.
Dois factos importantes que determinam a coragem de quem quer entrar pela via do humanismo: A Grécia, HOJE, em plena discordância ainda com seus credores (FMI), reiniciou as emissões da sua TV; e o TC grego anula as decisões anteriores sobre a retenção das pensões.
Isto é um acto de coragem e uma forte mensagem as ditos mercados.
Entretanto, em Portugal, o nosso Passos, anda a pretender colocar-se à frente do seu mentor político Sócrates, que foi apelidado de corajoso pela senhora Merkel, afirma que este governo foi corajoso ao privatizar a TAP. Tenho a certeza que já enviaram um pedido a Merkel para que sejam eles considerados corajosos a partir de agora. Mas aguardo a aprovação no Conselho de Bruxelas e a emissão da respectiva certidão.
O clube de Bilderberg anda reunido lá pelas Áustrias, e quer marcar o ponto das conversas com a dívida grega, a Guerra na Ucrânia e no médio oriente e também a economia, de alguns membros do grupo certamente. Não admira, portanto, que até novas instruções Lagarde, a funcionária do FMI, fique quieta.
Vou agora emitir a minha avença por este comentário. Volto dentro de momentos. Peço ao adorável menininho que não sofra demasiado com este breve intervalo. Espero que o produto lá das caldas, que tanto tem anunciado por aqui, lhe proporcione uma boa companhia. Só se disserta sobre o que se usa e se conhece bem. Será algum pêssego em calda o que o menininho, grande comentador, tem apregoado?
Entretanto, vou ligar ao 44 a pedir mais instruções para os próximos comments.
Perdoai-lhes porque não sabem o que dizem…
Também acho que se acabou a ditadura austeritária, agora talvez venha a democracia mais que austeritária.
E esta, como se imagina, tem tudo para acabar mal: como eu disse aqui há já 3 meses, o que é que um governo do Syriza fará se um dia as pessoas se começarem a manifestar contra?
Manda a polícia bater neles ou deixa-os partir tudo, tendo em conta que a esquerda do dito (Tsipras por lá é do centro) é constituída por radicais de várias origens bem conhecidas da História?
Temos aqui alguns gráficos úteis para quem os quiser analisar e tirar conclusões, eventualmente as que mais lhe agradarem, aqui na caixa de comentários do DO não me parece que haja muita gente que não vá comer hoje porque não tem os meios para isso e com a barriga confortada (não digo cheia) fica muito espaço para as boas intenções, muito em especial se o pobre não está perto que aí já obriga algumas pessoas a fingir que não o vê…
http://www.bloomberg.com/news/articles/2 015-06-12/greece-counts-cost-of-one-man-s-g amble
De resto não sei como é possível continuar tanta cabeça tonta a falar e escrever quando ainda há uma semana achavam que o Juncker era o único tipo decente quando tentou convencer aquela malta a dizer o que ía fazer e como e agora já é uma besta.
Ou quando os EUA, a Rússia e a China é que íam dizer como era a esta Europa e agora s do FMI (que eles também dominam) já são uns mentecaptos, o Obama um troca-tintas, o Putin um malandro porque só quer ser amiguinho da NATO e os chineses afinal querem o que sempre têem querido nos últimos anos.
O desconhecimento do que são as obrigações do FMI para com os 188 países que o integram e quais são as obrigações desses 188 países para com o FMI, os esforços gigantescos que muita gente fez para não falhar com esta entidade que é, no fundo, o seu último recurso, mostram bem como pseudo-ideologias bacôcas (ingénuas, pouco atiladas) se sobrepõem com frequência ao raciocínio mais simples, mesmo em pessoas de quem se esperava mais e melhor mesmo quando não se concorda com elas.