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Nestas coisas nunca sei o que me choca mais: se aqueles que são capazes, aos milhares, de subscrever um abaixo-assinado contra o abate de um rottweiler que segundo fonte policial deixou praticamente desfigurada uma criança de quatro anos na via pública (faltando saber se os mesmos ou outros militantes animalistas já se mobilizam em defesa de um arraçado de Serra da Estrela que arrancou uma orelha a outra criança, esta de nove anos), se aqueles que são capazes de desejar a morte de um menino de seis anos só porque teve a desdita de confessar que gostaria de ser toureiro.
Que uns e outros são grandes animais, não me restam dúvidas. Acrescento que, ao contrário do que os visados possam supor, isto não constitui um elogio.

Sei-o com capacidades de reflexão mais apurada, Pedro. E lamento que tenha misturado noticias que não devem ser misturadas, numa generalização que apenas diminui as preocupações do que escreve. Diabolizar os cães, sabendo que grande parte do seu comportamento depende do treino e sociabilização que lhes foi dado, é simplicista demais. Especialmente neste caso, em que se conhece o péssimo comportamento do dono.Eu também não quero ter medo quando ando na rua. Entendo e colaboro vivamente em todas as criticas aos donos irresponsáveis [e criminosos], mas abater os animais (que domesticamos, mas não sabemos/queremos sociabilizar), não faz de nós melhores humanos.
Responsabilidade TOTAL nos donos. E eu sou dona de dois rotts.
Não “diabolizo” os cães, seja lá o que isso for.
Nem me interessam aqui conversas abstractas, típicas dos tudólogos que falam todo o tempo sem nada terem para dizer.
A própria raça dos cães é para mim irrelevante, neste contexto.
Falo de animais concretos. O que desfigurou uma menina concreta, o que mutilou um menino concreto.
Se há um animal que se porta mal devido à má educação que lhe foi dada, então evidentemente temos que responsabilizar quem lhe deu essa má educação, mas também temos que abater o animal, dado que ele está mal educado e por isso é perigoso. (A alternativa seria aprisionar o animal, o que seria caro, ou então tentar reeducá-lo, o que seria ainda mais caro.)
Por outro lado, uma forma direta de responsabilizar e penalizar um dono que educa mal os seus cães é, precisamente, abatê-los. Se o dono souber que os seus animais mal educados podem ser abatidos a qualquer momento, então esse dono terá todo o estímulo para os educar corretamente.
Levando o seu raciocínio mais longe se aumentarmos as penas acabamos com o crime. E nem tudo é educação. E depois coço-me como um cão sarnento quando numa questão, qualquer, se alude como melhor solução, a mais barata.
é bem, porque nos weilers é que está a fúria maluca toda.
Gostava de observar a Srª dona Flor acabada de chegar a uma sua pequena e sossegada propriedade (onde cultiva vinha há seis gerações) a deparar-se com uma corrida desenfreada completamente louca, diria mesmo alucinada de: a saber, um dobberman, quatro rotts dos quais dois cachorros, e mais um Pitbull (ou um procedente de perigoso cruzamento de duas feras semelhantes às demais). Foi o terror…. inesperadamente e sem aviso prévio as consequências foram más. Após algum tempo, e já na presença dos donos, os canídeos num afã cego, coroavam o seu cartão de visita cavando a terra junto à suposta vedação, e por um ápice o buraco já permitia a passagem de um terço do corpo das feras. Após surgirem, por parte dos donos, uma certa animosidade e algumas desculpas bem desajeitadas, que envolviam dúvidas quanto à legalidade de uma série de pormenores, vi-me obrigada a fugir, em pânico. Poderão feras destas viverem na proximidade de famílias (com crianças) e trabalhadores que na sua lide pressupõem tranquilidade? Continuo, sem sucesso, procurando respostas.
Parece-me que a falta de civismo é o problema central na sua história. Gente sensata e bem-educada e que não seja estúpida não deixa que o seu zoo pessoal incomode os outros.
É porque não reintroduzir a pena de morte, em Portugal, para determinados crimes? Do tipo matar com um carro um peão passando-lhe várias vezes por cima com um carro, ou aqueloutro que matou um casal e 1 soldado da GNR?
Deve haver uma petição qualquer na Rede sobre esse tema.
Entretanto, do outro lado do Atlantico à semelhança do ocorrido com Jaime N. Pinto e já anteriormente com outros arguentes na América (Um novo normal, pelos vistos), a colunista conservadora Ann Coulter foi silenciada em Berkeley! A Universidade que ostentava os pergaminhos de campioníssima do debate crítico e da liberdade de opinião, com comprovação histórica desde os idos de 60 do século passado, baldou-se!! Que uma turba de gandulas se permita ameaçar eventos públicos é estranho, mas mais estranha e extraordinária é a passividade e sucumbência das autoridades!
Estranho mundo novo, este! O que é que poderá correr mal??!
Já organizou uma petição contra isso?
Não, caro Pedro Correia, so organizo petições quanto a assuntos relevantes. E estes assunto não tem importância nenhuma!!
De acordo.
Será de perguntar se um único desses subscritores pertence á família das vitimas ou tem relações de proximidade com elas. Trela para os culpados.
Trela e açaimo para animais potencialmente assassinos. É, aliás, isso que determina a lei.
Abate no canil mais próximo para os que passam da potência ao acto.
Abate no canil mais próximo para os animais humanos que sapientes do Mal decidam fazê-lo.
Pedro, lancemos juntos, de mãos dadas, ou levantadas e pintadas de vermelho, uma petição sobre isto.
Gostava de ver alguém lançar uma petição contra o ataque a crianças indefesas na via pública por parte de feras travestidas de “animais de estimação”.
Se houvesse fiscalização, o dono do Rottweiler estava impedido de o ter. Não se pode ter cadastro e um cão de raça potencialmente perigosa.
Meu caro, contra um ataque de um cão de 50-60kg, como um Rott, não basta um pau.
O nosso Serra da Estrela é classificado como raça perigosa em alguns países.
O nosso Serra da Estrela é classificado como raça perigosa em alguns países.
E ainda nem viram o queijo, caraig!
Ando numa de requeijão. Deixei de beber. Só ao fim de semana. Uma botella ao jantar. Como os pagãos. Jejuavam e depois na Terça Feira Gorda, vingança.
Há que disciplinar estas malditas carnes.
Também já deixei de beber há uns anos — agora só bebo uma tulipa ou assim quando vou jantar uma Francesinha com batatas fritas. Prato formidável, mas requer uma dose antídoto.
Acho espantosa a condescendência com que algumas pessoas, nesta mesma caixa de comentários, aludem à presença na via pública de cães sobre as quais existente um consenso muito alargado de que são potencialmente muito perigosos. rous-dogs.html
https://petolog.com/articles/most-dange
Como se houvesse equivalente entre estes cães e aquilo a que é costume chamar-se “o melhor amigo do homem”.
Também eu, Pedro. Subscrevo na íntegra o que escreves ( e gabando-te suplementarmente a paciência para o debate com os desconversadores militantes; eu já não tenho essa paciência, confesso).
E sublinho:
– “Mais vale uma mau terreno e um bom vizinho que um bom terreno com um mau vizinho por perto” – Sábias palavras de meus saudosos avós – .
sapientes do Mal
Bem, hoje dormimos com o dicionário debaixo da pillow lol!
Cada um faz uso da pillow conforme as suas necessidades e as suas capacidades
Abate no canil mais próximo para os que passam da potência ao acto.
Isso não basta, porque pressupõe que o cão já teve tempo de fazer uma vítima.
Em minha opinião os cães devem poder ser abatidos no local, por qualquer pessoa (não apenas por um polícia), sempre que estejam sem açaimo.
Não vou tão longe. Embora, se a filha fosse minha, eu não tivesse qualquer dúvida sobre o que faria num caso destes.
Porte e uso de arma para todos. Já!
Andar na via pública com um cão como este equivale a transportar uma arma muito perigosa.
E um carro também. Estes cães por lei têm de andar de trela e açaime. Há quem cumpra e quem não cumpra. Como nos Stops
Eu confesso que não entendo muito bem o abate do rottweiler. Naturalmente que esse abate é necessário, mas ele não vai ao fundo do problema.
É que o problema não é o rottweiler, o problema é o proprietário dele. Esse proprietário é que tem que ser punido.
O rottweiler só existe porque o proprietário o criou. Têm que existir penas que dissuadam os potenciais proprietários de criarem estes animais.
Essas molduras penais existem.
São coisas como esta da sacralização animal que nos vão empurrando para os braços de radicalismos contrários.
Tudo tende para o equilíbrio…
João de Brito
Animalizar o homem, humanizar o animal.
Os filmes de Walt Disney são em boa parte responsáveis por esta crescente tendência animalista em colocar no mesmo plano seres humanos e animais, equiparando-os em direitos, liberdades e garantias.
Penso que antes de Disney, foi Darwin
Os animalistas beberam mais sabedoria em Disney do que em Darwin, acredite.
Devíamos era beber Darwin até ao final, de um trago, e aceitarmos as consequências. Talvez dormíssemos de consciência mais tranquila. Seria como que uma legitimação para sermos tão bestas como cães.
Precisamente por achar que – como bem previa o Código Civil – os animais são coisas, desprovidas de direitos; e que apenas as pessoas podem ser sujeitos de direitos, e, por tal, também de deveres, sendo, por essa razão, responsáveis pelo incumprimento desses deveres e pelos danos que daí resultem, faz-me impressão que um animal seja morto em razão de um acto que é imputável (por acção e/ou omissão) ao seu proprietário. O dono do cão violou os deveres que tinha para com a comunidade, e para com o próprio cão de que era dono, sendo, por tal, o único responsável pelo crime que ocorreu e pelas consequências do mesmo, pelo que “fazer pagar o cão” por um acto que não lhe é imputável – pois o animal é, por natureza, inimputável – parece-me algo medieval.
Um animal capaz de assassinar uma vez tem todo o potencial para poder assassinar repetidas vezes.
Seja quem for o dono, e sem questionar as óbvias obrigações penais do dono, esse animal tem de ser morto.
Se este termo chocar alguém, utilizemos antes o eufemismo “eutanasiado”, agora tão em voga junto das bempensâncias. Ou “descontinuado”, para utilizar um eufemismo em dose reforçada.
Não percebo de cães, pelo que não sei se é assim (admito que seja, e sendo esse o caso, destrua-se o animal sem pensar duas vezes). O que tento perceber é de leis, e faz-me tanta impressão que se confira direitos a animais, com que se lhes cause um mal importante (o mais importante) em razão de um acto ou de uma omissão imputável à pessoa que responde pelo animal. É que nossa relação com os animais e demais coisas não assenta nos “direitos” destes, que não existem, mas no nosso dever ético (e jurídico) de não lhes fazer mal sem justificação adequada (a qual pode ser comê-los, usar a pele deles, testar medicamentos neles, e tanta outras, em que avulta, como é evidente, evitar que eles nos façam mal a nós!).
“É que nossa relação com os animais e demais coisas não assenta nos “direitos” destes, que não existem…”
Claro, meu caro. Como os nossos Direitos Naturais. Eles não existem, eu , pelo menos, nunca os vi, pendurados em árvores. E ao que sei inventaram-nos apenas no sécXVIII.
Tudo balelas, para nos distrairemos da verdade não passarmos não passamos de macacos com penas.
De acordo, JPT. Os animais não têm “direitos”. Beneficiam no entanto dos deveres consagrados na lei aos respectivos donos e demais membros da comunidade relativamente à natureza em geral e às espécies animais em particular.
Bom, Pedro, nós temos! É que isto da Evolução, não é como a religião, ou as leituras obliquas da bíblia. Numas partes acreditamos, noutras nem tanto.
Nós somos Animais e inventámos umas Ideias, um Erário Cultural, para não termos tanta vergonha do que somos. E quando a coisa corre mal culpamos deus ou o diabo.
Já reparou não irracionalidade dos Direitos Naturais do Homem. Baseados numa altura em que nada se sabia sobre a Natureza do Homem (não havia Antropologia, Etnologia, Biologia, Genética)
É engraçado ver como os filósofos da altura justificaram a existência de Direitos Naturais. A partir de preceitos hoje totalmente desacreditados pela Ciência
Esta discussão já está feita e parece-me que a lei que existe é sensata — porque em vez de proibir ou determinar a extinção de uma raça, impõe medidas de segurança que são suficientes. Se forem cumpridas! Na realidade é bem mais fácil treinar e limitar o potencial de um cão de fila do que domesticar gente sem civismo.
Certas ideologias depositam uma fé sem limites nas virtudes da educação. Quanto a pessoas e até quanto animais.
Acontece que a educação, no confronto com a natureza, tem um alcance limitado. A fera nunca deixa de existir: pode estar apenas adormecida.
Sim, daí a lei ser punitiva. (Pessoalmente, eu até consideraria deportar os donos se por acaso forem socialistas, comunistas ou do Benfica. Agora até podemos deportá-los para as Berlengas que eles vão sentir-se em casa).
Nos rotts e outras raças deste género nota-se logo desde cachorro que há ali um instinto que necessita de ser domesticado (a forma como brincam com outros cachorros é abocanhar o pescoço e dominá-los) mas se fosse impossível treiná-los havia tantos casos quanto o número de cães. Obviamente são cães que exigem donos mais cuidadosos. Todos sabemos que há por aí muita gente com o culto “da porrada” que gosta de cães agressivos com estranhos e acha muita piada a ter um cão e dizem inanidades como “ai se alguém se chega ao pé do meu filho o cão ataca logo, que engraçado, etc”.
Estou 100% de acordo, excepto na parte da deportação.
Podemos sempre negociar e utilizar uma beca de problem-solving misturado com Teoria dos Jogos (li no nosso Observer que isto são competências-chaves para arranjar emprego lá para o ano 2020): e que tal se deportarmos só os que além do cão assassino forem também Socialistas e/ou do Benfica? Está bem assim?
De soma zero suponho!
Isso e de sermos originais na entrevistas de emprego. Assim com que a jeitos de humilhação
O problema também é esse que refere no fim. Mas há outros que não podem ser omitidos, tendo em vista os limites da “educação”. Desde logo relacionados com a idade do animal: a partir de determinado momento, será inútil mandá-lo para a escola canina.
Há de resto questões relacionadas com a própria existência de certas raças, que nada têm a ver com a natureza. Foram criadas pelo homem, a partir de manipulações genéticas, quase nunca com finalidades nobres e altruístas.
Há de resto questões relacionadas com a própria existência de certas raças, que nada têm a ver com a natureza. Foram criadas pelo homem, a partir de manipulações genéticas, quase nunca com finalidades nobres
Sim, mas duvido que a agressividade seja parte do material transmitido. No cruzamento das espécie o que se faz é apurar determinadas características físicas que depois o comportamento vai utilizar. Eu “culparia” mais as rações e, por exemplo, o facto de muita gente ter muito animais activos que não fazem o exercício necessário para serem psicologicamente saudáveis. A sério, isto de ter cães dá bastante trabalho e muitas pessoas não têm noção de que um cão super energético —como o Weimarener ou outro perdigueiro— pode destruir uma casa enquanto o dono vai ao supermercado, para dar um exemplo que certamente trará memórias engraçadas a muita gente. Outro ponto é que um cão de fila, até pode estar tranquilo, mas se o dono for agressivo com alguém, rapidamente o cão entra em modo de ataque. São animais de grupo e vão sempre agir para proteger o que para eles é a matilha.
Por outro lado, a manipulação genética tem também resultados muitos positivos e não é anti-natural (além das pêras e das laranjas deu ao mundo as bananas, el unico fruto del amor!) Faz parte do mesmo impulso de domesticação de vários domínios da natureza que nos trouxe a civilização.
E digo mais: A História do Cão é a História da Humanidade. Sem eles, nunca teríamos sobrevivido à noite pré-histórica (em alguns humanos, como por exemplo os do Benfica, ainda se nota o neandertalismo todo e se não fosse os cães nem sequer ladravam).
manipulação genética da banana????
Onde leu isso? Na Eugénia, de Euripides?
As bananas modernas são híbridos de várias espécies. O fruto foi domesticado no Neolítico etc. Verdade verdadinha, caro amigo.
Flor, subscrevo na íntegra o que refere.
Pedro Correia, com todo o respeito, consideração e admiração lhe digo: tivesse oportunidade de conviver e conhecer intimamente a realidade canina (assumo que não o fará) e certamente faria uma leitura substancialmente diferente.
Caro C: salvo melhor opinião, não existe “a realidade canina”. Existem características genéricas que podem ser confirmadas ou desmentidas em situações concretas.
Insurjo-me, admito, contra a excessiva tolerância que encontro perante os “bobis” capazes de matar uma criança na via pública.
Quanto a mim, não há que hesitar nestes casos: tolerância zero quanto a esses animais e respectivos donos. Mandando abater sem demora os primeiros e forçando os segundos a pagar todas as despesas inerentes ao abate, acrescidas naturalmente da penalização que a lei determina e a indemnização à pessoa ferida no montante que o tribunal determinar.
Com vidas humanas não se brinca. Qualquer vida humana está acima de qualquer vida animal.
“Com vidas humanas não se brinca. Qualquer vida humana está acima de qualquer vida animal.”
Muito Ocidental, essa sua visão. Através dessa mesma lógica um dia daremos cabo disto. Com mais ou menos aquecimento, ou resfriado.
Quanto à vida humana, brincam, com a nossa, aqueles que não são donos dela. Chamam-lhes Ideólogos, ou coisa parecida.
Hitler versus cãozinho muito fofinho também?
O debate acaba de ficar sob a alçada da Lei de Godwin. Quando outros argumentos se esgotam, é certo e sabido que o nome de Hitler acaba por ser invocado. ad_Hitlerum
Ou, como diz o outro, ‘reductio ad Hitlerum’…
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reductio_
Segui o link, não conhecia o ‘reductio ad Hitlerum’…mas para ser assim, não deveria antes eu ter argumentado que neste caso Hitler era a favor de matar os animais?
Para o princípio ser aplicado basta a invocação do nome do ex-ditador nazi. Aliás, como é sabido, Hitler era vegetariano e sempre proclamou o amor aos animais.
🙂
Era vegetariano e onanista. Além de ter matado as cadelas
Não costumo comentar aqui, mas queria subscrever o que escreveram a Flor e C. ~é preciso primeiro saber o que se passou, saber se por exemplo não foi porque o pai da menina foi agressivo com o dono do cão que este atacou – e não percebi porque é a mãe a proteger a filha e não o pai que seria capaz imagino eu de a proteger melhor (se foi realmente assim que tudo se passou) – depois o essencial será apurar se o cão é ou não perigoso . Vou seguir o link em cima para saber onde está essa petição…
Com tanta espera pode ser que o canito ferre o dente apenas em mais três ou quatro crianças que encontre pela frente.
Haja fé. O fluir do tempo, no limite, resolve todos os problemas.
E, vendo bem, é sempre possível imaginar coisas piores. Que sejam os filhos dos outros a ser mordidos e não os nossos, por exemplo.
Consegui encontrar a petição, obrigada pela indicação.
De nada, Redonda.
🙂
CONVITE:
Vão ler o post de Maria Alice Vieira no De Rerum Natura. Eu abri a boca e… se fosse cão mordia a autora.
do Carmo!! Não é Alice nem parece vir do mundo das maravilhas, antes do mundo dos horrores onde só cão é bonito.
O Síndroma Parasítico da Avestruz (segundo o professor canadiano Gad Saad) consiste em não reconhecer quaisquer diferenças entre objectos ou fenómenos inseridos em uma mesma categoria, o que é característica do politicamente correcto, tão em voga em certos portugueses: cão “igual” a humano…..
Orwell antecipou esta moda em mais de meio século ao conceber o seu irónico ‘slogan’ “Quatro patas bom, duas patas mau.”
Não subscrevo abate de animais domésticos ou domesticados.
Se nós próprios, humanos e sapiens , debaixo de milénios de camadas de verniz rebentamos a bolha a um estalar de dedos e nos tornamos em seres hediondos, quem ou o quê nos confere o poder de garantir que aqueles que escolhemos para companhia são domados e ensinados a conviver em sociedade, quando nem nós o somos?
Em grau de selvajaria, não podemos comparar um pachorrento gato gordo a um puma, mas ninguém nos garante , que o nosso amigo de anos, gordo velho e desdentado não tenha uma fúria que acabe por cegar alguém.
A legislação é omissa quanto a raças, e não, não sou racista, mas entendo que há animais de companhia que não devem habitar zonas urbanas. Não me refiro apenas a bicharada de quatro patas. Também há quem os tenha ápodes e rastejantes , coisa que sempre se me a figurou incompreensível e repulsiva.
É sabido que o comportamento de um animal espelha o ensino e o tratamento que recebe por parte dos donos e que 80% das vezes é a vaidade , a incúria e a incapacidade de liderança dos humanos que permite que tragédias aconteçam.
Os animais são apenas selvagens, apesar da trangenicidade que gerações de convívio com humanos lhes possam ter conferido.
Açaime, trela, rédea curta e espaços aberto, de preferência sem “coelhos” de duas patas.
Gostei muito de ler a sua reflexão, Dulce. Infelizmente já não chegou a tempo do Comentário da Semana. Teria merecido destaque.
Obrigada, Pedro.
Sabe que eu sou leitora assídua duas do Delito e gosto muito do que o Pedro escreve. É actual, factual, sucinto e polémico qb. E o que escreve vai muito de encontro à minha linha de pensamento e à minha maneira de estar…
Agradeço sempre encontrá-lo por aqui, quando por cá passo