![5650278_2tELh[1].jpg 5650278_2tELh[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2020/21663081_iU0yU.jpeg)
Um dia hei-de perguntar a alguém com muito mais experiência e muito mais memória do que eu – ao professor Galopim de Carvalho, por exemplo – se o fim da Idade do Gelo, há 12 mil anos, também se deveu às emissões de metano e dióxido de carbono.
![5650278_2tELh[1].jpg 5650278_2tELh[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2020/21663081_iU0yU.jpeg)
Um dia hei-de perguntar a alguém com muito mais experiência e muito mais memória do que eu – ao professor Galopim de Carvalho, por exemplo – se o fim da Idade do Gelo, há 12 mil anos, também se deveu às emissões de metano e dióxido de carbono.
Cuidado com a patrulha de controleiros ambientais, caro Pedro Correia (para além dos da metafísica da linguagem)! Além do mais, o Ministério da Verdade já disse tudo o que havia a dizer sobre isso, que não restem dúvidas!!
A patrulha dos patruleiros são estes?
https://www.eea.europa.eu/data-and-m aps/indicators/global-and-european-tempe rature-9/assessment
https://www.google.com/amp/s/climate.na sa.gov/causes.amp
Só por curiosidade. Ainda vai ao barbeiro arrancar dentes?
Não, costumo lá ir fazer a unhas!!
AHAHAHAHA
Sim são. Eles que digam qual a cobertura de nuvens no ano 1500 comparado com hoje.
Eles que expliquem como já tivemos menores temperaturas com mais CO2 e maiores temperaturas com menos CO2.
E quando estou escrever menores e maiores não estão a a referir a décimas de grau impossíveis de determinar com confiança tal a quantidade de vezes que as estações mudaram de posição, instrumentos e a tecnologia como se mede e estações que simplesmente desapareceram e outras que apareceram.
Mas sim vários graus.
Há uma razão porque a Terra Verde se chama Terra Verde.
lucklucky
… Controleiros, queria dizer
E o que fazia com a resposta?
Se fosse por outra razão o aquecimento atual já não pode ser provocado ou potenciado pelo homem?
Segundo o mesmo raciocínio se o meu avô morreu de ataque cardíaco eu não tenho de olhar ao atravessar a rua porque não vou morrer atropelado.
Melhor olhar quando atravessar a rua. Pode até encontrar o seu nome, que parece ter perdido algures no caminho.
Pergunte – lhe também se é possível que para efeitos iguais hajam causas diferentes.
Segundo me lembro as Idades do Gelo duram, aproximadamente, 12.000 anos, sendo que, em teoria, deveríamos estar a entrar numa nova. O problema, segundo os especialistas, aqueles tipos que andaram na faculdade a estudar durante anos, estas “cenas” chatas, modelos estocásticos, de Fibonacci, ou como quer que se chamem, advogam que em virtude da emissão excessiva de gases com efeito de estufa não mais haverá novas idades do Gelo. Para quem gosta de aprofundar, mais do que chapinhar, fica aqui conteúdo :
https://www.eea.europa.eu/data-and-m aps/indicators/global-and-european-tempe rature-9/assessment
Bem haja, aos Flatt landers.
Pergunto só o que mencionei na frase publicada ali acima. Já dá pano para mangas.
Por falar nisso. Aposto consigo um Pacheca tinto 2015 em como vamos chegar aos 50 comentários. Tem apartado?
Não aposto. Mas terei gosto em partilhar uma garrafa dessas consigo em 2020.
Claro. Tem é que me avisar com antecedência para preparar itinerário. Com jeito, e mexendo alguns cordelinhos, ainda arranjo uma Quinta no Douro, em Paços de Calheiros
Cuidado, algumas noites podem ficar deliciosamente perigosas. Fale com o amigo jpt.
Caro Vorph, o branco reserva é dos melhores brancos do mundo (estou a falar de vinho). Aliás, os brancos dali de Lamego até Taroura são os melhores brancos do mundo, autenticas pomadas medicinais, e com todo o respeito pelo Pera Manca!! E quem tiver dúvidas é um flatt lander!! O tinto é jeitoso, mas em matéria de tintos há todo um universo, ou multiverso. Estamos a falar de coisas ainda mais complexas, do ponto de vista ético, estético e físico-químico, do que as alterações climáticas antropogénicas!
Por mim está convidado
Os estudiosos apontam como poderia ter ocorrido uma terceira idade do gelo com o grande de duradouro fogo nas florestas dos Apeninos que provocou as fracas culturas agrícolas na Europa, que inclusive deu azo à Revolução Francesa.
Com toda a certeza que o Dr. Galopim vai afirmar que deveria ter havido um grande surto da actividade vulcânica ao logo de vários anos e assim provocaram as grandes épocas de idades do gelo.
Estamos cá para ‘apreciar’ o fenómeno das queimadas na Amazónia e agora estes grandes fogos na Austrália.
Seguindo lógica semelhante :
O presunto faz-nos beber água . A água tira a sede. Portanto o presunto tira a sede.
Isto é mesmo giro
Experimente acompanhar o presunto com vinho. E algum pão, já agora.
1. Pergunto-me se fizeste a mesma pergunta na semana de Natal, quando estiveram para cima de 20 graus em Dezembro.
1.1. Folgo ver que pareces não contestar que existe aquecimento global, ao contrário do que me pareceu em posts teus anteriores.
2. O texto citado é uma bela descrição de períodos glaciares. Nela falta o comentário (que alguns especialistas subscrevem) que ainda estamos numa idade do Gelo, dado que temos gelo permanente nos pólos e acima de determinadas altitudes.
3. A descrição é bonita, mas falta num aspecto: ele “acredita” que o aumento das temperaturas não é deviso ao aumento das emissões de gases com efeito de estufa de origem antropogénica. Não adianta razões para isso, senão o facto de no passado ter havido variação climática.
4. Os estudos paleoclimáticos demonstram que o planeta já aqueceu e arrefeceu muitas vezes. Para lá das temperaturas actuais, até. Só que também demonstram que tais mudanças são sempre muitíssimo mais lentas do que aquilo que estamos a testemunhar actualmente.
5. Que pena o texto não referir os ciclos de Milanković. Assim parece que as mudanças climáticas foram obra de Deus, ou Zeus, ou talvez The Great Pie in the Sky.
O Prof. Galopim de Carvalho não é o único cientista a discordar do consenso científico. E, quem sabe, estará correcto. Mas a ciência é feita de estudos múltiplos, de hipóteses que são testadas e retestadas e verificadas e confirmadas ou não, por muitos cientistas e ao longo de muitos anos de trabalho. Nao é resultado de crenças.
Já agora: é estranho que, sabendo bem que a emissão de gases com efeito de estufa é responsável pelo, bom, efeito de estufa (sem eles, este planeta seria uma bola de gelo), Galopim de Carvalho não conclua que um aumento dos que têm origem humana contribuiriam sem dúvida para o aumento da temperatura.
João, nada de stresses. O Pedro faz isto só mesmo para provocar. Aposto que gargalhava, enquanto matutava
Só li até ao teu ponto 1.1. quando escreves: «Folgo ver que pareces não contestar que existe aquecimento global, ao contrário do que me pareceu em posts teus anteriores.»
Fico a partir de agora à espera que concretizes essa insinuação. Podes demorar: sou paciente.
Eu sei Pedro. Estou habituado que não leias os meus comentários a estes teus posts. Caso contrário talvez não os escrevesses tão frequentemente.
Mas inclino-me para a opinião do Vorph.
Por que não tenta esclarecer as suas dúvidas com o Professor Milankovitch? Caso não o consiga contactar, poderá sempre visitar o Professor Laskar no Observatório de Paris. Fica entre o Lion de Belfort e o Jardin du Luxembourg, é um bonito passeio. E a seguir, tem um ripo cardápio de personalidades literárias a visitar mesmo ali ao lado em Montparnasse.
Simplesmente indecoroso, o modo como procura gozar com o Professor Galopim de Carvalho. Ainda por cima sem deixar apelido.
Há gente que se define por completo nas coisas mais simples. É o caso.
Não, desculpe mas parece-me que você está a ver mosquitos na outra banda. Eu estava apenas a brincar consigo, Pedro, e sem qualquer má intenção (indecorosa, ainda por cima!), ao mesmo tempo que apontava para um dos factores físicos (os ciclos de Milankovitch) do problema. Mas visto que fui mal interpretado, e feri a susceptibilidade do Professor Galopim Carvalho, de quem nem sequer conheço os trabalhos (nunca encontrei citações ao seu trabalho), eu corrijo já o tiro e respondo-lhe “comme il faut”:
http://vo.imcce.fr/insola/earth/online/e arth/earth.html
Tem aqui alguns artigos (mais códigos e ficheiros de dados, abrigados pelo Observatório de Paris), publicados por Jacques Laskar e colaboradores relativos à calibração astronómica (evolução da órbita e eixo da Terra) da paleoclimatologia terrestre.
Passo a passo, estudando a ciência relevante, poderemos melhorar a nossa compreensão.
Peço-lhe eu desculpa, Miguel. Fui eu que entendi mal. Nestas comunicações instantâneas, com um ecrã de permeio, a ironia é com frequência mal compreendida.
Sei bem do que falo, pois exercito-a bastante sem ser compreendido por quem me vai lendo.
Quanto ao professor Galopim, sem a menor sombra de ironia, tenho o maior respeito e consideração por ele, pelo seu contínuo trabalho de divulgação científica e pelas 88 primaveras que ostenta no bilhete de identidade.
Pas de problème ! Ossos do ofício, e culpa minha também pelos comentários “escritos a correr”. Corrijo um outro aspecto, pois o Pedro falou de divulgação e fez-se luz no meu espírito: afinal tenho em casa um belo livro do Galopim de Carvalho “Conversas com os Reis de Portugal” que aliás tenciono começar a ler em breve com o meu filho.
Gosto desse livro. Faz muito bem em lê-lo com o seu filho.
No ‘A propósito do aquecimento global’ o meu palpite é que a onda do amor à natureza só terá tempo e espaço cerebral para reter o segundo e o último parágrafo. Isto na impossibilidade de zurzir a acusação de negacionismo.
Sobre as alterações climáticas – tema preocupante e fundamental da nossa época – devíamos escutar os cientistas. Infelizmente, no espaço mediático comum, a voz da ciência quase não se escuta. E acabamos quase sempre por ouvir as estrelas de Hollywood a pronunciarem-se sobre tudo, como se possuíssem credenciais científicas.
É o equivalente a ouvirmos cientistas pronunciarem-se sobre a indústria cinematográfica.
Não percebo de ciência, mas por sensibilidade ao que vou lendo e ouvindo, ao que diz acresce o facto de vivermos tempos em não há o hábito de compreender a realidade como é, mas sim como deveria ser. No afã de mudar o mundo para melhor, fabricam-se conclusões viciadas, sem procurar afastar todas as evidências de se estar errado e testar todas as evidências de estar certo.
Isabel, o Homem tenta compreender para mudar a natureza da realidade. O Homem, através da ciência, da ideologia política, lato sensu, usa o conhecimento para mudar a natureza da Natureza. O problema surge quando acreditamos ser a nossa natureza inatural. Quando acreditamos, figuradamente, sermos filhos das Estrelas.
Bom, sendo panteista, devoto de Marco Aurélio, tenho em certo sentido amor à Natureza, mas não às naturezas. O meu palpite é que isto da Natureza incomoda, porque implica mudanças em hábitos balofos.
É pá, ele é a Agência Europeia do Ambiente, ele é a NASA, ele é o MIT, Stanford, Royal College, Cambridge….
É como diz o ditado. Ser ignorante não é vergonha nenhuma, vergonha é não querer aprender.
Entre ser ignorante/não querer aprender e não alinhar em devoções e excitações vai uma grande distância. E como em matéria de religião cada um tem a sua, esgota-se a matéria discussão.
Chiça penico….
Não fique preocupado. ‘O povo é sereno, é só fumaça.’
O meu palpite é que a Isabel cura uma dor de costas alinhando os chakras.
Claro, alinho chakras e acuso a humanidade por não ter evoluído ao ponto de vida ser indolor. Como é sabido, foi o homem (esse bandalho) que introduziu a dor no universo.
“Como é sabido, foi o homem (esse bandalho) que introduziu a dor no universo.”
Eu sabia que chegava lá
O Homem inventou a dor quando, ao sofrimento, deitou a razão, na ânsia de dar um sentido a algo, sem sentido algum. Mais tarde vieram as Utopias, os seus Profetas. Os seus Mártires.
Adenda :
Falácia naturalista – O que é, naturalmente, não implica que deva continuar a sê-lo.
Peace
Vendo bem o ‘valha-me Deus’ só apareceu com os grandes desastres /fenómenos ambientais.
Se nunca tivesse havido vulcanismo, terramotos, grandes tempestades ou secas prolongadas, nunca teria havido necessidade de Deuses.
Caro Vorph, eu não disse que não se deve mudar o mundo para melhor, nem que a ciência não ajuda a fazê-lo. Disse que não se pode confundir aquilo que é com aquilo que se deseja que seja. Que não se pode partir para a discussão com ideias feitas, falseando as conclusões, preconcebendo-as.
“Disse que não se pode confundir aquilo que é com aquilo que se deseja que seja”
Para o bem e para o mal somos esse animal
Adenda :
Os estudos estão feitos. O consenso também
Bem me parecia que estavam todos feitos!!
O programa da BBC dá o que pensar: se o CO2 é o vilão, como explicar as baixas temperaturas na Europa em meados dos anos 1700 e a sua elevação na Idade Média ou em 1940, o ano mais quente do século 20? Para Syun Iche Akasofu, diretor da International Artic Resersch Centre, mudanças climáticas e derretimento do gelo nos polos são fenômenos cíclicos.
1940 foi o ano mais quente do século XX? Não creio.
Uma pergunta inocente: alguém presenciou algum dos nossos “especialistas” em ecologia e florestas em algum dos nossos media a atribuir a culpa dos incêndios na Austrália aos eucaliptos?
Os eucaliptos, como é sabido, só provocam incêndios em Portugal.
É realmente curioso: na Austrália, a culpa dos incêndios parece ser toda do tempo anormalmente quente, e da seca prolongada, mas não dos eucaliptos; em Portugal, a culpa dos incêndios é atribuída aos eucaliptos, raramente ao tempo muito quente ou à seca prolongada…
Se calhar o pessoal português não sabe que 80% da floresta australiana é composta de eucaliptos…
Só um apontamento:
Existem Koalas na Austrália.
É, consta que são também altamente combustíveis…
Tempo “anormalmente” quente? não será melhor adicionar “recorrente”
https://en.wikipedia.org/wiki/Black_Frid ay_bushfires
Citação:
Internationally, south-eastern Australia is considered one of the three most fire-prone landscapes on Earth, along with southern California and the southern Mediterranean.[11] Major Victorian bushfires occurred on Black Thursday in 1851, where an estimated 5 million hectares were burnt, followed by another blaze on Red Tuesday in February 1891 in South Gippsland when about 260,000 hectares were burnt, 12 people died and more than 2,000 buildings were destroyed. The deadly pattern continued with more major fires on Black Sunday on 14 February 1926 sees the tally rise to sixty lives being lost and widespread damage to farms, homes and forests.
Considered in terms of both loss of property and loss of life the 1939 fires were one of the worst disasters, and certainly the worst bushfire event, to have occurred in Australia up to that time. Only the subsequent Ash Wednesday bushfires in 1983 and the Black Saturday bushfires in 2009 have resulted in more deaths.[citation needed] In terms of the total area burnt the Black Friday fires are the second largest, burning 2 million hectares, with the Black Thursday fires of 1851 having burnt an estimated 5 million hectares.
—-
Hà 15 anos Australia seria um deserto segundo os “especialistas” do clima. Estranho como haja tanto para arder.
lucklucky
A minha dúvida relativa a este post é, a que “dia muito frio” se refere o Pedro Correia no título? É que, até agora, neste inverno ainda não houve dias especialmente frios, bem pelo contrário!
https://ionline.sapo.pt/artigo/641857/p ortugal-e-dos-paises-onde-as-mortes-mais-a umentam-no-inverno-?seccao=Portugal
https://www.google.com/amp/s/eco.sapo.p t/2018/03/06/1-em-cada-10-portugueses-de ixaram-de-comprar-medicamentos-por-falta-d e-dinheiro-em-2017/amp/
Poderá ter sido e se não foi devido ao metano, foi devido a outra coisa qualquer. O problema agora é que a Terra muda não porque a vida é feita de mudança mas sim devido à actividade humana. Se a mudança fosse causada pela actividade dos dinossauros ou dos rinocerontes ou de uma bactéria, não haveria mal nenhum. Porquê? Porque só o Homem é portador do pecado original. Portanto o que é de origem humana é, em princípio, mau e errado. Daí a crença de que o natural é bom, o artificial é mau. E qual é a definição de natural e de artificial? É natural aquilo que não foi tocado, ou foi muito pouco, pela inteligência do Homem.
Nada mais natural do que a caverna. Voltemos então a ela.
Saímos dela, mas levando os mesmos hábitos
Alguns nunca de lá saíram. Mas agora já usam wi-fi dentro da caverna.
Alguns até pagam para viver em cavernas. Vejam-se as casas do Siza. Que saudades do Cassiano Branco
As duas coisas podem coexistir e seria perfeitamente burro achar-se que as transformações milenares deixaram de existir devido à Revolução Industrial.
Pode dar-se o caso das Idades do Gêlo continuarem a ser cíclicas e algumas pequenas alterações climáticas nada comparáveis a essas mudanças coexistirem.
Dizer que as segundas é que agora são lei e as leis da Natureza têm de obedecer a nós é uma megalomania de feiticeiros.
«Seria perfeitamente burro achar-se que as transformações milenares deixaram de existir devido à Revolução Industrial.»
De acordo. É, aliás, o que sustentam muitos cientistas. O que não surpreende.
Ontem, às sete da matina a leste do Porto e para lá da serra de ‘Balongo’, carago, estava -1ºC. Quase que tive que m… mictar no para-brisas do diesel poluidor. Em Dezembro já registei -3ºC pela mesma hora. Por curiosidade fui ver os registos de temperatura de Dezembro de 2018vs2019 cá do sítio e não fiquei alarmado.
A ‘jiada’ portuguesa é assim. Tanto se enxerga em Janeiro, …, como em Maio. Pois, sim senhor, em Maio, a fazer lembrar-me os idos de 1980 e qualquer coisa, ali pelos dias da Sra de Fátima para recordar à populaça como se comem as cerejas com o dentes a bater castanholas.
Smoreira
Moreira, não me leve a mal, mas fazer inferições usando 2018 e 2019 como intervalo de tempo, é de mijar a rir.
Olhe, eu sou natural do Baixo Alentejo e garanto-lhe que em 20 anos as noites deixaram de ser geladas. Era habitual sair de casa, de madrugada, ou pela manhã, e ver, nos degraus das escadas de casa, gelo. Agora até ando de manga curta… OK, mau exemplo, o meu. Regra geral ando sempre de manga curta, no inverno, e com três pares de meias.
Foi essa incontinência líquida que me assaltou ali pelas vésperas de Natal, ao ouvir na CS alarmismos de temperaturas esquisitas pela quadra festiva. Feita a inferência por anos anteriores, depois do bacalhau regado com 13.5º do Monte das Servas, bebi o Porto mais bem mais tranquilo.
Noites de Inverno dormidas para lá do Tejo, que me recorde, creio que nenhuma. Ali na fronteira ribatejana, Tancos, foram muitas. Aí, o barbeiro na cruzeta era, e é, gelado que se farta. Dias e noites no estio da bela planície, sim, muitos. Calor? Nada que aflija. Se compadres são rijos e aguentam, porque não eu?
E não, não levo a mal. Se tal acontecesse, por um dia destes estaria em triste figurinha da moda(?): caminharia com corda ao pescoço – ai o Egas – pelo Saara, penitente e arrependido, para ir pedir desculpa aos crocodilos lá do sítio pelos excessos de um passado de que não me lembro!
Smoreira
Smoreira, não diga mais nada. Um homem que bebe Herdade das Servas é um Homem. Sugiro o Reserva, 15,5*…é carote e não dou mais de 8€, por uma garrafa, mas foi oferta. Semelhante só o Cartuxa reserva. Brancos só *Pêra Manca, ou o JP Bacalhôa (pode gozar à vontade).
*Só o bebo quando faço anos de casado. Tenho de arranjar pretexto para o poder beber… ou será para manter o casamento?
(Bj CL, estou a brincar
)
Já o outro questionava: se o nosso planeta afinal é redondo, porque é que ninguém lhe chama redondeta?
Esta documentado que os mamutes se bufavam muito, e que isso contribuiu para o aumento dos gases na atmosfera.
Por outro lado, o uso do fogo pelo Homem coincide com o fim da idade do gelo. Coincidência? Não acho.
A malta leva isto meio no gozo, mas quando temos um PM que diz que baixar o iva da electricidade era um sinal contrário ao combate às alterações climáticas, e um ministro que afirma que o Mondego artificial teve cheias por causa das mudanças do clima, é difícil levar a sério.
Muito difícil.
Muito mesmo. E o mais perigoso é que podem nem estar a dizer isso no gozo…
É muito provável.
Só acredito no Professor Matos Fernandes e no seu acompanhante litiano Galamba….
A.Vieira
“acompanhante litiano ”
Abaixo o Lítio. Vamos todos andar de carro eléctrico mas sem lítio e sem baterias.
Adenda :Galamba é de Vulcano
Faz parte do lobby dos esquentadores?
Lobby dos esquentadores cheira a gás .
Sabem os progressistas por aqui que a Califórnia sempre nas vanguardas vai começar a proibir casas com gás natural?
https://www.independent.com/2019/07/30/c alifornia-cities-starting-to-ban-natural-g as-in-new-buildings/
Dou uns 6-12 meses para o Publico e o Expresso começarem a fazer campanha contra o gás natural.
24 meses para o gás natural ser um crime ecológico a justificar um imposto especial pelo PS, PSD e CDS e quiçá a Iniciativa Liberal.
lucklucky
Que se lixe o Planeta, isto também já deu o que tinha a dar —
o Barroco!
Deixa-te de merdas. Arranjo DMT.
ahahah
Tenho dificuldade em tomar posição nesta questão porque ninguém sabe.
Acho que não sei menos nem mais que todos os que asseguram aquecimento global ou nada disso, por efeito humano.
Suponho que não há erro algum em prevenir o que é passível de ser prevenido; evitar o que é possível e até útil e bom evitar (tudo o que tenha a ver com estragar e poluir rios e natureza, por exemplo, ou ar em excesso).
Daí a ir atrás de armagedão vai muito e todo o aproveitamento político acaba por ser nocivo para a própria ecologia.
Eu bem sei que a Greta diz com a toda a propriedade que a nossa geração é que f… lixou isto tudo, mas ouvi há uns dias um tipo (que se dizia cientista) afirmar que os romanos deram cabo dos solos do Norte de África com as suas práticas agrícolas (romanos esses que também foram responsáveis por umas quantas extinções de animais). Se calhar isto não vem de hoje, e as agriculturas dos antigamentes não eram tão benéficas quanto isso.
Já os atenienses, há dois milénios e meio, recordavam com nostalgia os tempos idos em que Ática era toda verdejante. É a mesma história, “só” mudou a escala. But scale matters, como dizia o outro. Um desses outros é Vaclav Smil, vale a pena aprender com ele:
https://www.youtube.com/watch?v=5guXaWwQ pe4
Bem lembrado.
“nostalgia os tempos idos em que Ática era toda verdejante”
Não me diga que o desero do Saará estava coberto de capim?
“nostalgia os tempos idos em que Ática era toda verdejante”
Desculpe Miguel, li apressadamente e entendi África. E daí o meu comentário tolo.
“E daí o meu comentário tolo.” Como sempre.
E daí o seu comentário malcriado e de mão escondida.
“comentário malcriado e de mão escondida.” Como é habitual.
Claro que era muito mais urgente , e fácil e barato ( aqui está o busílis , não requer investimento e implica poupança , não dá dinheiro a ganhar como as “energias verdes”) a luta contra o lixo e envenenamento dos rios mares e terra . E o lixo , a destruição do habitat de centenas de espécies , os venenos químicos , a medicação humana a passar para a água e bichos a comerem ibuprofeno e ansioloticos e quimio , é uma tragédia claramente antropogénica.
Sem a menor dúvida, Marina. As toneladas de plásticos depositadas nos oceanos são um triste símbolo dessa «tragédia claramente antropogénica» a que faz referência.
Concordo consigo: é nestas questões concretas que devemos concentrar o essencial dos nossos esforços em vez de diabolizarmos a Revolução Industrial e as subsequentes conquistas tecnológicas que nos últimos 200 anos permitiram tirar centenas de milhões de pessoas da servidão da terra, libertá-las do espectro da fome e da miséria, erradicar epidemias, ampliar largamente a esperança de vida e inúmeros outros saltos civilizacionais.
Pedro, a questão não é abandonarmos a Indústria, mas sim a tecnologia actual.
Pode ser que toda a fauna da Terra tenha sucumbido a um Rotavirus após a grande friagem…
Que a superpopulação e seus hábitos desruptivos e suas consequências
contribuem para o aquecimento global e que é importante haver consciencialização, é um facto.
Que 80% dos tradutores de climatês tem uma agenda da qual colhem dividendos, é também um facto.
Que está mais do que provado que a história se repete ( muito pelo facto de ninguém querer saber dos factos) e que o planeta azul tem ciclos climáticos ( a Paleoclimatologia explica muita coisa, outras como o evenenamento por plástico não) são também factos irrefutáveis.
Quer ser verde ( no pior sentido) é uma moda como outras tantas, é também um facto tristemente reconhecido.
Como sublinha, e muito bem, a Paleoclimatologia ensina-nos que o planeta atravessa ciclos climáticos, de sinais contrários, por vezes de uma rudeza extrema.
As mais recentes evidências científicas comprovam que atravessamos um ciclo (de curta ou longa duração, falta saber) de aquecimento tendencial das temperaturas atmosféricas e de subida das águas oceânicas. Conclui-se, portanto, serem infundados os receios acerca de uma nova Idade do Gelo, generalizados na nada distante década de 70.
Quanto mais penso no assunto, e me informo sobre o tema, mais concluo que é de uma soberba sem limites imaginarmos que contribuímos para fazer subir ou descer a temperatura do planeta pelo facto de nos deslocarmos de carro entre a casa e o trabalho ou comermos bife de vaca cinco dias por semana.
Como sublinha o professor Galopim de Carvalho, «é minha convicção que a actividade antrópica, com influência no clima, não se sobrepõe, em especial, às do Sol e do vulcanismo». sito-do-aquecimento-global-2905332
https://correntes.blogs.sapo.pt/a-propo
A actividade vulcânica ou a deslocação das placas tectónicas decorrem no essencial à revelia dos procedimentos da espécie humana, irrelevante para mover ou travar os grandes ciclos da natureza.
Concentremo-nos no combate persistente e denodado à poluição de comprovada causa humana. Melhorando o ambiente, tornando mais habitáveis as nossas cidades, tornando mais puro o ar que respiramos e mais bem ordenado o território em que vivemos, limpando os nossos cursos fluviais e os nossos oceanos.
Há tanto para fazer neste domínio – por terra, mar e ar – e são ainda muito insuficientes os recursos neste combate, que nos convoca a todos, meros grãos de areia na assombrosa engenharia universal cujo funcionamento escapa em larguíssima medida ao nosso alcance. Não desperdicemos energias a imaginar-nos novos Proteus, novos Hércules, novos Atlas.
Absolutamente Pedro. As modas são de extremismos paradoxais e violentes e mascaram o que realmente importa. E é como diz, há tanto , mas tanto por fazer, mas parece que o essencial é desvalorizado e empardece quando equiparado ao que ditam as tendências.
https://climate.nasa.gov/internal_resou rces/1896/
The above graph compares global surface temperature changes (red line) and the Sun’s energy that Earth receives (yellow line) in watts (units of energy) per square meter since 1880. The lighter/thinner lines show the yearly levels while the heavier/thicker lines show the 11-year average trends. Eleven-year averages are used to reduce the year-to-year natural noise in the data, making the underlying trends more obvious.
The amount of solar energy that Earth receives has followed the Sun’s natural 11-year cycle of small ups and downs with no net increase since the 1950s. Over the same period, global temperature has risen markedly. It is therefore extremely unlikely that the Sun has caused the observed global temperature warming trend over the past half-century. Credit: NASA/JPL-Caltech
It’s reasonable to assume that changes in the Sun’s energy output would cause the climate to change, since the Sun is the fundamental source of energy that drives our climate system.
Indeed, studies show that solar variability has played a role in past climate changes. For example, a decrease in solar activity coupled with an increase in volcanic activity is thought to have helped trigger the Little Ice Age between approximately 1650 and 1850, when Greenland cooled from 1410 to the 1720s and glaciers advanced in the Alps.
But several lines of evidence show that current global warming cannot be explained by changes in energy from the Sun:
Since 1750, the average amount of energy coming from the Sun either remained constant or increased slightly.
If the warming were caused by a more active Sun, then scientists would expect to see warmer temperatures in all layers of the atmosphere. Instead, they have observed a cooling in the upper atmosphere, and a warming at the surface and in the lower parts of the atmosphere. That’s because greenhouse gases are trapping heat in the lower atmosphere.
Climate models that include solar irradiance changes can’t reproduce the observed temperature trend over the past century or more without including a rise in greenhouse gases.
Não vai adiantar coisa alguma, bem sei.
https://climate.nasa.gov/internal_resou rces/1896/
The above graph compares global surface temperature changes (red line) and the Sun’s energy that Earth receives (yellow line) in watts (units of energy) per square meter since 1880. The lighter/thinner lines show the yearly levels while the heavier/thicker lines show the 11-year average trends. Eleven-year averages are used to reduce the year-to-year natural noise in the data, making the underlying trends more obvious.
The amount of solar energy that Earth receives has followed the Sun’s natural 11-year cycle of small ups and downs with no net increase since the 1950s. Over the same period, global temperature has risen markedly. It is therefore extremely unlikely that the Sun has caused the observed global temperature warming trend over the past half-century. Credit: NASA/JPL-Caltech
It’s reasonable to assume that changes in the Sun’s energy output would cause the climate to change, since the Sun is the fundamental source of energy that drives our climate system.
Indeed, studies show that solar variability has played a role in past climate changes. For example, a decrease in solar activity coupled with an increase in volcanic activity is thought to have helped trigger the Little Ice Age between approximately 1650 and 1850, when Greenland cooled from 1410 to the 1720s and glaciers advanced in the Alps.
But several lines of evidence show that current global warming cannot be explained by changes in energy from the Sun:
Since 1750, the average amount of energy coming from the Sun either remained constant or increased slightly.
If the warming were caused by a more active Sun, then scientists would expect to see warmer temperatures in all layers of the atmosphere. Instead, they have observed a cooling in the upper atmosphere, and a warming at the surface and in the lower parts of the atmosphere. That’s because greenhouse gases are trapping heat in the lower atmosphere.
Climate models that include solar irradiance changes can’t reproduce the observed temperature trend over the past century or more without including a rise in greenhouse gases.
Adenda:
Já sei que não vai adiantar de nada
Para para pensar um bocadinho… Como raio se mediu a energia do sol que chegou à Terra em 1880 ?
E a “Terra” é acima ou abaixo das nuvens?
lucklucky
Como diabos se sabe que o Universo tem 14 biliões de anos? Como diabos se sabe da existência de “parelhas” de electrões, separados por milhões de km luz, cujos spins mudam, coordenadamente, a uma velocidade superior à da luz? Como diabos se faz um pudim Abade de Priscos?
Já para não perguntar como raio se sabe que
1+2+4+8+…=-1
ou que
1+2+3+4+…=-1/12 ?
Mais vale nem começar a pensar nisso…
Sem resposta portanto.
O colestrol é bom ou é mau?
lucklucky
Qual deles meu caro? Sou formado em ciências médicas. Ter um pénis grande é bom ou mau? Atenção que não é uma pergunta retórica. Se responder eu explico.
Mostre lá a carinha laroca. E diga-me qual a sua formação académica, para adequar o discurso e avaliar pertinência do troco.
Ser alto é bom ou mau?
Praticar desporto bom, ou mau?
Ter um hematócrito acima de 50 é bom, ou mau?
E o que se infere a importância de uma creatinina aumentada!?
Como avaliar um aumento de CK?
E de Ana’s?
T4 diminuído e TSH normal não é diagnóstico de insuficiência tiroideia?
E um aumento das ondas R de um ECG? Bom, mau? Depende do contexto?
Contexto, meu caro, contexto.
Num quadro agudo, sub agudo de enterite é fiável o resultado histpatológico com vista a um diagnóstico de IBD, ou Colite imuno – mediada? Se o não for, justifique a resposta.
Transaminases (ex:FAS) aumentadas indicam doença hepática? Justifique.
Os anti-diarreicos são indicados (são bons) para as diarreias infecciosas /parasitárias? Se sim, em que situações?
LR pode ser usado como fluidoterapia num doente com IRC?
Meu caro, eu quando não sei confio no que a maioria dos especialistas defende?
Você é burro, ou quê?
Se tiver uma síncope vai onde? À Bosh?