Um dia hei-de perguntar a alguém com muito mais experiência e muito mais memória do que eu – ao dr. Mário Soares, por exemplo – se o fim da Idade do Gelo, há 12 mil anos, também se deveu às emissões de metano e dióxido de carbono.
Um dia hei-de perguntar a alguém com muito mais experiência e muito mais memória do que eu – ao dr. Mário Soares, por exemplo – se o fim da Idade do Gelo, há 12 mil anos, também se deveu às emissões de metano e dióxido de carbono.
Na minha jovem ignorância eu diria que não 🙂 são ciclos naturais. O problema é que hoje em dia, com a emissão dessa catrefada toda de gazes, estamos a acelerar o processo.
Sara, o Pedro está apenas a ironizar com a situação: num dia frio pergunta onde está o aquecimento global.
Quanto à Idade do Gelo, algumas são resultado de ciclos naturais e outras de acontecimentos naturais. Os ciclos naturais são conhecidos como ciclos de Milinkovic, que estimou que se deviam às variações de posição e distância da Terra em relação ao Sol ao longo da sua história.
Não faça isso… que o homem ainda lhe diz que o aquecimento global causa tsunamis e “ventos ciclópicos”.
essa foi fortezinha Pedro.
Exagera, meu caro.
No fim da Idade do Gelo Mário Soares ainda estava no inicio da sua auspiciosa carreira política – como é que ele se pode lembrar desses detalhes do metano e do carbono ???
Hehe . Pedro, também, pode perguntar ao Manoel de Oliveira…Sempre serão, quem sabe, duas opiniões diferentes…
Pedro, só agora consegui abrir a ligação para o artigo de Mário Soares e realmente a sua pergunta era mesmo para ele…;))
Pois claro, Maria. Quando temos dúvidas devemos perguntar aos especialistas.
João, já reli o post e não consigo interpretá-lo da forma que disse 🙂
quanto ao serem ciclos e acontecimentos naturais, isso não invalida que a emissão de gases de efeito estufa acelere o processo.
Bom Sara, talvez seja impressão minha.
Quanto aos ciclos naturais (especialmente os de Milinkovic), estes têm uma influência habitualmente superior ao dos gases com efeito de estufa. O que estes influenciam é numa escala de tempo muito curta (geologicamente falando) em que os ciclos naturais nao têm influência.
Hum. Obrigado, João André. Assim escuso de maçar o dr. Mário Soares.
Boa escolha para a informação.
Também tenciono recorrer a ele para desfazer umas dúvidas que tenho sobre finanças públicas.
Passei o dia inteiro a pensar nisso também: Aquecimento global? Estão a gozar connosco!
“Climate sceptics are failing to understand the most basic meteorology – that weather is not the same as climate, and single events are not the same as trends”
http://www.guardian.co.uk/environment/bl og/2010/jan/06/cold-snap-climate-sceptic s
Obrigado pela dica. Depois destas leituras tão estimulantes talvez me torne menos ‘céptico’ (o tempo invernoso é que não ajuda nada).
Sim, MS é um especialista neste assunto e em todos, duma forma geral. Outro entendido é o Al Gore a quem pode perguntar qualquer esclarecimento sobre a matéria. Por 200.000€ (ou menos), ele corre logo a Lisboa a fazer-lhe uma conferência sobre o assunto…
Não haja dúvida que isto das alterações climáticas anda a pôr muita gente bem na vida e a ‘agasalhar-se’ ainda melhor de modo a poder enfrentar com toda a tranquilidade todas as tempestades, cheias e frios glaciais que apareçam pela frente.
Há outro domínio em que MS é especialista: na língua francesa.