Governo negacionista


Pedro Correia,

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Recebi a terceira dose – dita de “reforço” – da Pfizer. No pavilhão 4 da Feira Industrial de Lisboa. 

Podia ter sido pior. Permaneci apenas hora e meia por lá, já contando com o chamado período de recobro. 

Sem efeitos secundários, excepto uma dor no braço esquerdo, dissipada ao fim de poucas horas. O direito, que recebeu a vacina contra a gripe, não acusou o toque. 

Sinto-me mais protegido que nunca contra o coronavírus. Mas três inoculações, atestadas por certificado digital, e o uso permanente de máscara em espaços fechados não bastam se quiser frequentar um restaurante, um hotel, um teatro, um cinema, um museu, uma sala de concertos, um estádio de futebol: o Governo manda-me também fazer um teste PCR ou um teste rápido de antigénio. Caso contrário fico à porta.

Esta redundância sanitária acaba por dar razão aos tolinhos que andam a berrar nas redes sociais contra as vacinas. É digna de um governo negacionista: se os testes são agora indispensáveis, isto equivale a declarar que as vacinas se tornaram inúteis. E que a “imunidade de grupo” pré-anunciada pelo primeiro-ministro era afinal uma falácia num país que já tem 8,7 milhões de habitantes com a vacinação completa. Incluindo quase toda a população acima dos 60 anos.

Faz lembrar a anedota daquele sujeito que usava cinto e suspensórios ao mesmo tempo para se sentir mais confiante. Não lhe caíram as calças, mas caiu no ridículo. Felizmente para ele, não ia a votos.

82 comentários em “Governo negacionista”

  1. Ao que parece, a vacina não impede completamente que se contagie outros nem que se apanhe a doença. Impede, ao que dizem, doença grave.

    Não é bem uma vacina, portanto. É uma espécie de precaução para o próprio.

    Se bem que é verdade existirem algumas aves raras ao nível do negacionismo, também as há no outro extremo, onde por acaso está a generalidade da gestão política da pandemia.

    Por fim, há o curioso caso da Suécia, que poucas parangonas origina por cá, mas que deveria ser mais uma fonte de ponderação. https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2021-10-14/sweden-a-covid-success-story-or-a-failure-maybe-neither

    1. os sábios que andam no mercado são curiosamente todos funcionários públicos
      não adianta escrever sobre o que aprendi há 50 anos no Institut Pasteur e todas as evoluções posteriores

      no recobro estava sentada a D. Abstenção às eleições tratada como manada

    2. Pedro Simas acaba de partir a Baixela do ps
      ou passagem da pandemia à endemia
      ou ainda vão assustar O Camões

    3. A vacina, afinal, não é bem uma vacina. É uma espécie de. Uma coisa em forma de assim, como diria o Alexandre O’Neill.

      A propósito de vacinas: o que se passará com a AstraZeneca? Falava-se tanto dela, durante meses foi a mais badalada, e agora parece ter passado à clandestinidade.

      1. Na edição da semana passada do Economist havia um artigo sobre a vacina da AstraZeneca. Já não me recordo bem (o Pedro Correia pode ir ler se o desejar), mas creio que dizia que essa vacina é a mais usada em países do “Terceiro Mundo” (na Índia, em África e na América Latina). Embora por cá tenha caído em desfavor, o seu consumo está bem e recomenda-se.

  2. Essa fotografia é-me familiar. Não admira: há uma semana andava eu por aí. Nada, na primeira dose. A sensação, por umas horas, de que “chocava” uma gripe, na segunda. Na terceira, quase vinte e quatro horas depois da toma, mal conseguia pôr a pasta na escova de dentes, ao deitar, tais eram os tremores e a sensação de geral abatimento. Nada que uma noite de sono não resolvesse, na verdade.
    Aceite-se como efeito secundário, previsível, de uma vacina que não se sabe bem se o é. Não o é, decerto, tendo em conta aquilo que crescemos a ouvir dizer ser uma “vacina”. “Brave new world”, de certa forma.
    Caso para dizer “não há-de ser nada”. Se for, fizemos o que pudemos.

    1. Há uma componente científica e também uma óbvia componente de fé nestas vacinas alcançadas em tempo recorde e anunciadas como solução quase milagrosa contra o alastramento do coronavírus. Afinal não o são, como os factos comprovam.
      Por mim, pessoa de fé, cumpro respeitosamente os ditames sanitários. Agora já com o devido reforço – e vacinado também contra a gripe sazonal.
      Vacinado, mas não zaragatoado. Salvo em caso de força maior, como é evidente.
      E sem efeitos secundários além da tal episódica dor no braço. ‘So far, so good’.

      1. Vacinado, mas não zaragatoado.

        Eu também ainda tenho as duas narinas (e a garganta) virgens. Ainda ninguém me enfiou lá nada. Nem eu vou deixar que enfiem. Com as variantes que andam por aí, uma pessoa arrisca-se a de um momento para o outro ser posto em quarentena, e consigo levar toda a família para a quarentena também. Eu não quero fazer isso, nem por sombras. Portanto, recuso-me liminarmente a fazer testes, e digo à minha mulher e aos meus filhos para também se recusarem. Tenho muito mais medo das quarentenas impostas pela (PIDE-)DGS do que de qualquer vírus.

  3. Eis um post que denota alguma ignorância sobre a generalidade das vacinas.
    Normalmente as vacinas não tornam os vacinados imunes a terem a doença, atenuam sim os seus efeitos. Com as vacinas da COVID-19, acontece o mesmo.
    Como tal, sendo a doença contagiosa, os vacinados podem contraí-la e contagiarem outras pessoas.
    Se a vacina reduz significamente a taxa de mortalidade as consequências da doença, não impede a suspensão da atividade das pessoas necessária pela via do confinamento obrigatório.
    O que a obrigatoriedade dos testes, mesmo a vacinados, pretende impedir é a disseminação da doença, o aumento de confinamentos e as suas consequências a vários níveis.
    Há várias doenças para as quais existe imunidade de grupo sem que a erradicação da doença tenha acontecido e consequentemente a doença seja contraída. O Plano Nacional de Vacinação tem desde há muitos anos várias vacinas respeitantes a doenças na situação descrita.
    Assim sendo, apesar existência dos tolinhos, é necessário não alinhar com eles, mesmo quando não se gosta ou concorda com o governo, ou com as leis que publica.
    Impedir que o colapso do SNS e a paragem da economia são os motivos que determinam a necessidade dos testes. Afinal já há atividades suspensas / adiadas / reduzidas porque muitos profissionais estão confinados. O cancelamento de voos devido a tripulações confinadas é um bom exemplo.

    1. já há atividades suspensas / adiadas / reduzidas porque muitos profissionais estão confinados

      Se se quer evitar isso, a solução óbvia não é fazer mais testes, a solução óbvia é acabar com a obrigação de confinamento / quarentena.

      Ou seja, o que se deve fazer é deixar as pessoas trabalhar livremente, a menos que estejam doentes, claro.

      1. “Ou seja, o que se deve fazer é deixar as pessoas trabalhar livremente, a menos que estejam doentes, claro.”
        Ou seja, deixar que a seleção natural funcione. Quem se aguentar com o virus, porque ele existe embora haja quem negue, sem ficar doente com possibilidade de morrer e ficar com mazelas para a vida, siga a sua vida contaminando terceiros ao sabor dos contatos, quem não se aguentar … que se lixe.
        Entretanto não se sabe se nessa roda livre haverá capacidade mundial clinica para acudir aos doentes, porque ainda há muitos, aliás a maior parte, que não tiveram COVID não se sabendo que de lado da seleção natural ficariam.
        Enfim, há sempre quem esteja certo, todos os outros a nível mundial é que estão errados.
        Afinal até houve um país que aplicou essa iluminada receita mas já arrepiou caminho.

        1. deixar que a seleção natural funcione

          Não exatamente, uma vez que atualmente estamos todos vacinados. Além de que atualmente há diversos medicamentos mais ou menos eficazes contra a covid-19. Logo, não estamos totalmente entregues à seleção natural.

          Mas sim, devemos deixar a seleção natural atuar, na medida em que, quando há um vírus que deixa 80% (mais ou menos) das pessoas totalmente incólumes e somente mata 1% (mais ou menos) delas, então temos que reconhecer que o problema não é do vírus ser terrivelmente patogénico, o problema é de algumas pessoas terem algum problema que as torna anormalmente suscetíveis.

          A verdade é que não podemos continuar a fechar a economia todos os anos um mês por ano, somente para salvar umas pessoas que têm uma deficiência qualquer (tipicamente têm uma de duas deficiências bem sabidas, ou são muito velhas, ou são muito gordas) e além disso teimam em não se vacinar.

    2. Os maiores tolinhos são os anónimos.
      Querem “debater” e esquecem-se de assinar. Condição essencial para haver debate.
      Excesso de zaragatoas nas fossas nasais, talvez.

  4. Os protestos pela morte do George Floyd foram apoiados por quase toda a nomenklatura política+jornalista+”especialistas” dos regimes Ocidentais em pleno Covid.
    Ficou logo ali claro que o Covid estava e está a ser aproveitado politicamente para poder, controlo, linguagem e negócio.

      1. Quando protestos e violência política em plena pandemia são apioados por aqueles que nos dizem que a pandemia é terrível, sim tem tudo a ver.

  5. So se espera que algum sr. jornalista pergunte ao Dr. Costa para quando o anuncio do adiamento do dia da libertacao

    1. Os jornalistas estão em confinamento doméstico. Em rigoroso cumprimento do teletrabalho obrigatório decretado pelo Governo. De janelas abertas e de máscara sempre na cara para afugentar o vírus, como o senhor primeiro-ministro recomendou mesmo para aqueles que permanecem em casa.

  6. Um vacinado continua a poder ser infetado e infetar. Portanto, num espaço público, um não vacinado com um teste negativo é mais seguro que um vacinado sem teste.

    1. Então o celebrado “certificado digital” serve para quê?
      Nem para papel de embrulho.

      Terá o mesmo destino da tal aplicação “stay away covid” (em amaricano) que o doutor Costa queria tornar obrigatória e de que nunca mais ninguém ouviu falar?
      https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-10-17-Antonio-Costa-Aplicacao-Stayaway-Covid-obrigatoria-pode-evitar-mais-restricoes

  7. <

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    <<Parece-me que as notícias sobre a libertação foram manifestamente exageradas.>>
    Marco Toino

    Sim, sei que a culpa não é do mensageiro nem do único poder, mas alguém já perguntou ao Dr. Costa o porquê de, alcançado o objectivo da suposta imunidade, com pompa e circunstância do anúncio da libertação e do regresso das tropas ao quartel, as coisas estarem como estão?

    1. Doutor Costa em 20 de Julho de 2021:
      «Primeiro-ministro prevê imunidade de grupo e fim das restrições no final do Verão.»
      https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2021-07-20-Primeiro-ministro-preve-imunidade-de-grupo-e-fim-das-restricoes-no-final-do-verao-4cf9c5f6

      Já cheirava a eleições autárquicas. A pandemia transformada em trunfo eleitoral.
      Com os resultados que sabemos.

      1. E disse a verdade. As restrições acabaram no Verão.
        A pergunta que se impunha era se existiam garantias de que não regressariam no Inverno, e se a dita imunidade o era perante novas variantes.
        Mas quando se prefere bater palmas… siga.

          1. Obrigado pela lembrança, aliás inútil pois eu já tinha mencionado duas vezes essa notícia – incluindo no próprio texto que escrevi.

          2. Tinha mencionado essa notícia?
            Não é uma notícia, é uma análise ao discurso do PM. Não vejo qualquer menção no texto…

  8. Acontece que o pedido de teste negativo é a única medida lógica desde que se sabe que vacina não serve para nada relativamente aos contágios. A palermice reside no certificado digital , que certifica (?) apenas que fulano ou sicrano , no caso de contagiados e com sintomas , não irão morrer, coisa que , individualmente terá valor , mas socialmente interessa um pepino.

    1. Entretanto vão faltando os testes em número suficiente nos locais que verdadeiramente importam, como nos aeroportos, onde se acumulam filas imensas de gente aguardando ser testadas, sem distanciamento físico de espécie alguma, só para que um puto de 15 anos possa “entrar com segurança” numa sala de cinema semi-vazia.
      Isto faz algum sentido? Claro que não. É mais do mesmo: baralhação total.

    2. Marina,
      O certificado digital apenas significa que se tomaram x doses de uma vacina. Não dá nenhuma certeza quanto à mortalidade. Os dados parecem indicar que é preferível fazer a vacinação. Em relação aos testes, o seu significado é discutível; além de significar pouco quando não são acompanhados por sintomas, está reduzido ao momento (e por vezes nem isso) pois a validade é curta. Faz sentido tanta testagem com validade de 24, 48, 72 horas? Uma taxa de infecção elevada com taxas de internamento e mortalidade baixas não deve ser gerida com tanto medo. Quando estivermos perante outra epidemia com taxa de letalidade superior como vai ser? Tem de existir proporcionalidade nas medidas, pois o impacto das mesmas é importante. Pessoalmente, enquanto esta loucura durar deixo de ir ao cinema, teatro, restaurantes e concertos, pois não estou para andar a fazer testes a torto e a direito.
      Fiquem bem,
      Catarina Silva

      1. Há já aqueles maluquinhos que fazem testes dia sim dia não. Mesmo pagando, e a conta não deve ficar barata.
        Porquê? Porque sim.

        Como aquelas pessoas que durante mais de um ano só saíam à rua com luvas protectoras. Mesmo quando já era público e notório que os contágios não ocorrem por tocarmos seja no que for, incluindo em dinheiro.
        Não falta ainda hoje quem continue a proceder assim.

        1. Quem são esses maluquinhos, aparecem nos directos da CMTV?
          Para ir ao restaurante é preciso um certificado de testagem com quê, 48 ou 72 horas? Quem comer fora todos os dias, submete-se…
          Idas aos lares, restaurantes, cinemas, futebol, pavilhões, já nem contando com os desportistas profissionais (pessoal médico desconheço se tem ou não de ser testado continuamente). Quem quer fazer a vida, dita normal, enfia a zaragatoa na narina. Até acabarem os testes, aí deixa de ser necessário.

  9. Como ser abundantemente abastado intelectualmente, cumpre-me solenemente botar palavras a respeito da tola matéria:
    Não direi que os vacinados são uns tolinhos, mas caminham a passos largos para a tolice se mantiverem alinhamentos à estupidez nacional e internacional em torno das vacinas.

    Na minha qualidade de não-alinhado, pois não me agrego à carneirada, digo:
    um laboratório nacional lançou para o “mercado” – temos de usar a palavra correcta – um levantamento estatístico que diz que somente detectam 2% de positivos nos testes da zaragatoa e 10% de positivos nos testes PCR. Reparem nas margens de erro evidenciadas. Portanto, os testados e vacinados, não sendo tolos, dão ares de tolice.

    Não está provado cientificamente e empiricamente que as vacinas reduzam a mortalidade e/ou ajudem a diminuir a gravidade da doença. O que se prova, sim, é que existem organismos que são capazes per se de debelar a acção do vírus. São estas as matérias que devem ser estudadas e deve-se apostar preventivamente no reforço do sistema imunitário através de medidas sanitárias de profilaxia que não as vacinas.

    Evitar o que supostamente dizem ser o caos do SNS também é outra falácia, uma vez que o SNS está um caos há dezenas de anos. O SNS não é um sistema de saúde, é antes uma instituição criada para satisfazer necessidades de corporações instaladas e financiar outras, tais como as farmacêuticas e outros serviços que dizem agir em torno de uma suposta saúde da população.

    Agora sobre a vacina covid, quem quiser leve com ela. Mas não sejam tolos, pois a vacina é uma tolice epode criar tolinhos.
    Agora sobre os testes, façam os testes, mas não sejam tolos em acreditar que qualquer teste é fiável. Só o PCR não é tolice. Mas também não sejam tolos sobre um PCR positivo, pois é necessária carga viral ou ambiente viral muito forte para que haja propagação.
    Deus ilumine os vacinados, não vacinados, testados e não testados para que uns e outros não caiam na tolice de pensar que estão imunes e que podem fazer as merdas que bem quiserem.
    Vacinados, pela vossa saúde protejam e respeitem os não-vacinados, é um acto cívico que fiquem em confinamento e partilhem o vírus convosco mesmo.

  10. Com a teoria do Se :
    – Se não houvesse vacinas isto era muito pior.
    – Se não fossem as medidas de prevenção isto era muito pior.
    – Se a minha avó não morresse ainda hoje era viva.

    Sem a teoria do Se :
    – Os meses de Dezembro e Janeiro são críticos nos hospitais levando até ao encerramento de algumas urgências.
    – Na Suécia há menos 3000 mortos covid em relação a Portugal.
    – A minha avó morreu. Mesmo.

    Conclusão:
    A quarta dose da vacina irá ser dada ao som do Meme do Caixão.

    1. Eu estava preocupado com os efeitos secundários deste “reforço vacinal”. Mas, alguns dias depois, ainda não senti uma vontade irreprimível de votar no partido do governo.

      1. Se continuar com os mesmos sintomas é melhor telefonar para a saúde 24 e marcar a quarta dose antes do dia 30 de Janeiro. Não vá o diabo tecê-las e dar-lhe uma merdite qualquer depois das eleições.

  11. “usava cinto e suspensórios ao mesmo tempo para se sentir mais confiante.”
    É o meu caso
    “Não lhe caíram as calças, mas caiu no ridículo.”
    Será que caí no ridículo? Nunca notei. Vou passar a estar mais atento. Aliás gosto de fazer rir os outros. Chorar é que não.

  12. Só o facto do Durão Barroso ser o presidente da aliança global das vacinas devia ser o suficiente para a malta acreditar na seriedade da vacinação.
    A malta é mesmo tolinha, em vez de se vacinar para ter um certificado que lhes dê a garantia de transmitir um vírus de qualidade, não, andam aí nas redes sociais a berrar contra as vacinas. Cambada de totós.

      1. Por acaso até era uma boa ideia, pode crer que se ele fosse o presidente a esta hora já estava a malta toda vacinada.

  13. Espera.se que no dia 30 os portugueses votem em massa em tudo menos no PS e esquerda, para que o chamuças não ganhe nem possa governar com os anacletos fraldiqueiros.

    A Vieira

  14. Começo a ficar cansado de ler e ouvir as opiniões de tantos “especialistas” nos noticiários e nos blogues. Felizmente não utilizo o Facebook. O nosso país tem especialistas a mais e bem podia exportar alguns. Fazemos a despesa com a formação e …. os outros que os aturem. E devolvam os enfermeiros.

    1. «O melhor é deixar o vírus disseminar-se», recomenda hoje um desses especialistas.
      https://www.jn.pt/nacional/e-o-inicio-da-endemia-pedro-simas-diz-que-o-melhor-e-deixar-o-virus-disseminar-se-14447938.html

      «Talvez faça sentido deixar que as pessoas se imunizem naturalmente», admite outro.
      https://expresso.pt/coronavirus/2021-12-28-Epidemiologista-Carmo-Gomes-admite-estrategia-de-infecao-natural-em-Portugal-caso-a-variante-Omicron-confirme-ser-menos-grave-em-vacinados-dab6acbe

      1. Qualquer que seja a hipótese encontra-se sempre um “especialista” que a defende. A variedade é grande e há muito por onde escolher. Já fiz a minha escolha.

          1. “E qual é?”
            Simples. Vacinei-me com fiz com o tétano, gripe sazonal etc. e tal. Uso máscara, desinfectante das mãos, evito proximidades e aglomerações e se não der resultado também não faz mal. E começo a ler cada vez menos as opiniões tão variadas dos especialistas de blogue (em vez de bancada).

          2. Cidadão exemplar.
            Mesmo vacinado, mascarado, testado e desinfectado evita corajosamente “proximidades e aglomerações”.
            Ainda se atreve a sair de casa ou fica por aí entrincheirado o tempo todo?

          3. “Cidadão exemplar.” Agradeço o cumprimento mas penso de mim mesmo que não sou nada exemplar. Faço uma vida normal (ou quase, tenho alguns vícios) a única coisa que os outros notam, penso eu, é a máscara (que nunca ponho com o nariz de fora). Não faço nenhum sacrifício especial excepto, talvez, tomar remédios de acordo com a receita médica. Conheço quem prefira os curandeiros e as mezinhas (chamadas pomposamente de naturais) mas eu optei pela medicina convencional. Também conheço quem goste do Acordo Ortográfico mas eu (virtuosamente?) optei pelas consoantes mudas. Até, ao falar, carrego exageradamente no p de Egipto. Maluqueiras! Cada um tem as suas.

  15. How can you trust a man who wears both a belt and suspenders, a man who can’t even trust his pants?

    Afinal, a 3ª dose vale a pena ou nem por isso? O Governo negacionista leva o reforço tão a sério que exige testes… e afinal a imunidade de grupo é uma falácia, assim sendo para quê vacinação em massa?

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