15 comentários em ““Gorduras do Estado” (92)”

  1. Desculpe lá, ó Pedro. Mas deixando de lado o título (de que já aprendi a desconfiar), o que eu leio no artigo é:
    “Só sete destas pontes representam um total de 12,7 milhões de euros…. Como são infraestruturas que promovem o ambiente, os projetos são comparticipados em 75 por cento por fundos comunitários.”
    Palpita-me que há aqui uma pequena exageração… Eu até leio mais fielmente o Correio da Manhã do que o Expresso, mas de facto que não há um único jornal que não deva ser lido cum grano salis.
    Além de que posso pensar em gorduras do Estado muitíssimo mais balofas do que infraestruturas que permitam peões ultrapassar barreiras intransponíveis.

    1. Isabel, chegámos onde chegámos também por causa de coisas como estas: piscinas, parques desportivos, parques industriais, “centros de congressos”, pontes pedonais, mil novecentas e dezanove rotundas… tudo comparticipado com os famigerados “fundos europeus”.
      Nas contas feitas, raramente houve quem previsse os custos de manutenção destes equipamentos. Por isso muitos deles vegetam sem préstimo, em inúmeras autarquias falidas deste país. Os “fundos” só entram uma vez: a partir daí é sempre o contribuinte a pagar.
      O preço indicado pelo jornal é de 12,7 milhões, mas referente apenas a sete pontes. Quase dois milhões de euros por ponte (há muitas mais neste país). É espantoso como as construtoras e os empreiteiros inflacionam as facturas. Não faz o menor sentido um valor destes, seja quem for que a tenha pago (o contribuinte português ou o holandês ou o finlandês ou o alemão).

      1. apoiado P.Correia . É o cumulo da ilusão pensar que por termos feito uma piscina olimpica para 600 habitantes e sem dinheiro para a manutenção que passamos a ter melhor qualidade de vida. Leiam muito para não se deixarem iludir; se possivel opiniões contraditorias.

        1. Algumas dessas piscinas, exibidas como troféus para caçar votos, estão hoje encerradas por ausência de verba para a manutenção. Assim se governa a ‘res publica’ em Portugal.

    1. Entramos em 2014 com o Sporting em primeiro. Na tabela classificativa e no espectáculo proporcionado em campo, como ainda agora se viu no clássico com o FCP. Ao menos nisto melhorou-se imenso de há um ano para cá.

  2. A sério? 13M€ em passagens pedonais? E isso é que são gorduras do estado? E você quer ser levado a sério ao apontar isto? Já viu quantas AE’s há só para Lisboa Porto? E a sua taxa de utilização? Já falou dos orçamentos dessas AE’s? É que se não falou e começa por estas gorduras em travessias pedonais, no mínimo é inconsciente, no limite está de má fé. Acorda!

    1. Entrada a pés juntos, ao melhor estilo Maxi Pereira. Em vez de mostrar-lhe o merecido cartão vermelho, desejo-lhe um bom ano de 2014. E aproveito para o remeter para o título: esta série não começou agora. Já vai no número 92. Noventa e dois, por extenso.

      1. Pois, “tá bem abelha”. Muitos parabéns pelo bom humor, mas isso não retira valor ao que apontei. Pois é, 92 postas a apontar “gorduras do estado”. Uau. Deixe estar que esta não é a primeira que lhe leio. E nunca lhe li nenhuma, volto a dizer, sobre as injecções de colesterol, já nem são gorduras, que foi o forrobodó em auto-estradas em Portugal. Se as escreveu, aponte-mas que eu de bom grado enfio a viola no saco e digo aos 4 ventos o grande patriota que é. Um bom ano novo, pois claro, de preferência com menos cagança e muito mais pujança!

      2. todo o bloger tem um JP de estimação . A si calhou-lhe este que lê só metade mas tira daí brilhantes conclusões na mesma.Uns genios do entendimento.

        1. É como diz, meu caro. Vai em derrapagem acelerada e nem repara. Com tanta derrapagem nem quero imaginar como estaria o défice se fosse ele o guardião do cofre do Estado…

  3. Como fui eu quem “deu a dica” a PC, dou um exemplo – podia dar outros – de custos manifestamente excessivos (aprecie-se ou não a obra):

    “A Ponte Pedro e Inês é uma ponte pedonal e de ciclovia sobre o rio Mondego, no Parque Verde do Mondego da cidade de Coimbra, a montante da Ponte de Santa Clara e a jusante da Ponte Rainha Santa Isabel. Foi inaugurada em 2006 no âmbito do Programa Pólis e custou 4,9 MILHÕES DE EUROS”.

    1. E de novo lhe agradeço a dica. A questão aqui, como bem salienta, não é a valia da obra, mas o seu custo. Esse número que aponta é manifestamente elevado. Se o somarmos ao de várias outras obras do género temos um montante bem inflacionado de “gorduras do Estado”. Que enriqueciam as construtoras e os empreiteiros enquantos empobreciam as finanças públicas. Por isso as coisas chegaram ao ponto que todos sabemos.

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