17 comentários em ““Gorduras do Estado” (80)”

  1. Dois mil euros por oliveira até que nem está caro. Uma verdadeira pechincha. Já devem ter começado os saldos, é o que é.

  2. Eu não vejo, exatamente, onde está a “gordura do Estado”:

    (1) No facto de se pretender enfeitar um centro escolar com oliveiras, em vez de não o enfeitar?

    (2) No facto de se utilizar oliveiras centenárias, em vez de se utilizar oliveiras jovens?

    (3) No preço concreto das árvores?

    É que, quanto ao preço concreto eu não sei se ele é adequado ou não (isto é: se está dentro dos valores de mercado), e penso que o Pedro também não saberá. Quanto às oliveiras centenárias, trata-se atualmente de uma decoração muito em voga, pelo que não me parece totalmente desajustada. E quanto ao enfeite em si, parece-me razoável que qualquer obra de uma autarquia inclua um certo arranjo paisagístico.

    A título de comparação, o Jardim de Amália, no alto do parque Eduardo 7º, em Lisboa, também tem umas oliveiras centenárias, que também devem ter custado uma pipa de massa a colocar lá.

    1. Ó homem, oliveiras centenárias há às centenas pelo país fora.
      Qualquer dirigente zeloso dos dinheiros públicos (i.e., do nosso) as arranjava de graça, ou quase de graça, digamos, por menos 98%.
      E há a questãozinha da falta de concurso público, do ajustezinho directo com a família de outro autarca socialista.
      Espera-se que o ministério público abra as investigações.

      1. oliveiras centenárias há às centenas pelo país fora

        Não é difícil arranjar oliveiras centenárias. O que é custoso é desenterrá-las de onde estão (sem danificar demasiadamente o seu sistema radicular), transportá-las direitinhas para novo sítio, e voltar a plantá-las de forma que se aguentem de pé.

        Isso é que não se arranja quem faça de graça.

        Mas sim, concordo que 60.000 euros será de mais.

      1. 50 euros é aquilo que você tem que pagar ao dono das oliveiras.
        Muito mais dinheiro terá que pagar para as arrancar de onde estão, para as transportar, e para as voltar a plantar. Isso é que é difícil. E tem que ser feito por uma empresa que percebo do assunto. Não é qualquer tipo com uma escavadora que faz o serviço.

    2. Há um mundo todo por aí , fora da blogosfera , não sei se já deu por isso .

      Dando uma volta pela rua todos os dias – e se a rua não fôr em Lisboa , melhor ainda – evita-se escrever à tôa ou , pelo menos , estar sempre a falar do que nem se imagina .

        1. Pois também eu e não fui dono , sou dono .
          E também tenho muitas outras árvores que planto .
          Não corto nem trato mas estou a vê-las aqui do sítio onde lhe escrevo , duma varanda algures na Beira Alta onde passo 2/3 do tempo desde há um ano .
          Em Lisboa só tenho vasos na varanda …

          A afirmação “quanto ao preço concreto eu não sei se ele é adequado ou não (isto é: se está dentro dos valores de mercado)” é sua .
          E sendo sua não parece de quem já foi dono de oliveiras .

          Pois digo-lhe que , mesmo centenárias e com transplante pelo meio , é caro , a oliveira é uma árvore que aguenta muito bem estas coisas todas e não complica a vida às gentes .

          Quanto ao transporte pouco conta para distâncias “aceitáveis” , esse é que é mesmo um raciocínio urbano que eu próprio ainda faço muitas vezes .
          Por aqui nunca pago transporte de nada , quando ponho a questão vem o inevitável “por ser para si é oferta minha !” , sendo este “por ser para si” para todos , claro .

  3. Abençoada despesa. Pelo menos assim a criançada nascida e crescida na metrópole de betão da freguesia de Alferrarede fica a saber que o azeite vem das azeitonas das oliveiras, em vez de julgar que é produzido assim tipo Cola-Cola, carago!

  4. Exmo Senhor Presidente

    da Câmara Municipal de Santa Comba Dão

    A Comissão de Moradores de Massamá, agradece a VE o favor de mandar remover a lápide de mármore da campa do DR Oliveira Salazar, porque
    como sabe, a oliveira pega de estaca!!!

    Bom entendedor meia palavra ….

  5. A diferença entre um centro escolar com oliveiras e outro centro escolar às moitas depois da “moitaflorização ” de Santarém é de 140 mil euros.
    http:/ http://www.oribatejo.pt erro-na-obra-do-centro-escolar-do-sacapeito-custa-mais-200-mil-video /

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