6 comentários em ““Gorduras do Estado” (70)”

  1. Longe de mim defender o AJJ, mas a Madeira só pode sobreviver pelo turismo, é a única actividade que pode trazer crescimento à economia daquela ilha, por muita banana que vendam nunca chega aos calcanhares das receitas do turismo.
    Um dos pontos altos do turismo na Madeira, penso que será mesmo o ponto alto, é precisamente a passagem de ano, e se há coisa que o turista aprecia numa passagem de ano é precisamente o foguetório, quando mais espectacular mais turistas atrairá.
    Posso até estar enganado, mas julgo que o ex-libris da passagem de ano na Madeira é mesmo o seu espectáculo de fogo de artificio.
    Logo o dinheiro gasto no fogo é um INVESTIMENTO.

    Seria bom que vocês amantes da austeridade conseguissem de uma vez perceber a diferença entre o dinheiro bem gasto num investimento e o dinheiro mal gasto em algo que não gera proveitos nem riqueza.

    É a mesma coisa que um restaurante com trinta mesas despedir o pessoal todo de serviço às mesas menos um, de certeza que vai reduzir em muito o custo com o pessoal, depois pode é deixar de ter clientes porque ninguém gosta de estar horas à espera, mas lá que conseguiu reduzir os custos com pessoal conseguiu.

    1. Já cá faltava, um advogado de defesa de Jardim. Como se os turistas recusassem passar férias na Madeira se não houvesse por lá foguetório a preço exorbitante…
      Apontar a Madeira como exemplo de “dinheiro bem gasto em investimentos públicos” é de anedota.
      O problema é o de sempre: saber quem paga a factura. Do foguetório e de tudo o resto.

      1. Há pessoas que ainda não se convenceram que o dinheiro dos contribuintes deve ser canalizado para o que verdadeiramente importa. Porque o dinheiro não cresce em árvores nem pode ser eternamente impresso em rotativas, como há dias sugeria o Dr. Mário Soares. Quem quer foguetório que o pague do seu bolso.

  2. Julgo que os comentários são livres e que todos temos direito a ter uma opinião, ainda que seja diferente da do autor do post. É assim que se forja uma sociedade democrática. O Sr. que se refere à Madeira tem alguma razão, pois o fogo de artificio é de facto um gasto/investimento importante para aquela ilha que depende, quase exclusivamente, do turismo. Mas não poderiamos reduzir significativamente esse gasto público/investimento? É preciso não esquecer que gasto público ou investimento público é pago pelos contribuintes, famílias e empresas. Para pagar os impostos necessários para este investimento, ficarão por fazer outros gastos/investimentos privados, ou seja, por exemplo, expanão de uma emprressa, lança,mento de outras, empregso que se perdem u não se ganahm,…
    E já agora, para não ficarmos apenas na Madeira, quanto vão custar aos contribuintes as festas de fim de ano de Lisboa? Com ruas fechadas em vários pontos da cidade, concertos, fogo de artificio, iluminações, etc. O raciocínio tem que ser o mesmo.
    Seria interessante que cada grande município divulgasse no seu site os gastos que fez com o dinheiro dos contribuintes para estas festas.
    Estaremos em tempos de tanta festa? A minha opinião é que não, e estamos a viver mais umas pequenas/médias loucuras das muitas que nos atiraram para o atoleiro da divida.
    Obrigado. Francisco.

    1. Claro que os comentários são livres – este blogue cá está para o provar desde o primeiro dia. Ao contrário de outros, sempre fechados a comentários alheios não vá alguma donzela perder a virgindade…

      Estou de acordo com o essencial do que escreve, Francisco. Sobretudo com esta ideia que aproveito para destacar: “É preciso não esquecer que o investimento público é pago pelos contribuintes, famílias e empresas. Para pagar os impostos necessários para este investimento, ficarão por fazer outros gastos/investimentos privados.”
      Infelizmente muitos portugueses parecem não ter entendido ainda esta verdade elementar. O chamado ‘investimento público’ – em fontanários, rotundas e foguetório – sai-lhes do bolso. Sai-nos do bolso.

      Votos de um bom 2013.

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