
Contribuinte: sujeito passivo. Ver também amorfo, conformado, espoliado, esbulhado. Em análises sociológicas pode aparecer com a designação de classe média.
Benefícios fiscais: prerrogativas previstas na lei que permitem à Administração Tributária, de forma discricionária, exaurir o património e o rendimentos dos contribuintes até ao último cêntimo.
Crédito de imposto: faculdade atribuída à Administração Tributária de se financiar junto dos contribuintes a juros irrisórios.
Retenção na fonte: barragem de grandes dimensões que substitui a antiga mini-hídrica.
Dossier fiscal: repositório de documentos que visa incriminar o contribuinte em caso de resistência à tributação.
Incrementos patrimoniais: operações que permitem à Administração Tributária confiscar o património dos contribuintes sem prévio contraditório.
Isenção: privilégio que exime a Administração Fiscal de prestar explicações aos contribuintes pelos actos tributários.
Transparência fiscal: regime especial que ignora o limiar de sobrevivência de uma pessoa colectiva ou singular para tributar integralmente todos e quaisquer rendimentos.
Justiça fiscal: versão agressiva da Justiça de Fafe em que o papel das massas populares é desempenhado pela máquina fiscal.
Abatimento: eliminação do sujeito passivo. Deve ocorrer logo que este deixa de apresentar capacidade contributiva.
Domicilio Fiscal: local onde devem ser realizados os abatimentos (os custos de deslocação correm por conta da família do contribuinte e são cobrados em regime de pré-pagamento).
Matéria colectável: em rigor, tudo.

Justiça fiscal: tudo o que for surripiado aos outros e não a mim, que sou pobrezinho.
É uma segunda entrada para o termo que devemos considerar, Sampy.
AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Assim mesmo com maiúsculas, Rui 🙂
Arriscas. O João Carvalho tem andado por aqui.
Ó pá, Rui! Queixinhas :)))))
É isto: viro as costas e põem-se logo com maiúsculas libertinas e outras liberdades abusivas. Cuidem-se antes que eu tenha de me chatear, sim?
Eu avisei, João.
Castradores, é o que vocês são!!!! Já uma mulher não pode mandar uma gargalhada sonora :))))
Tá visto. Mais um post que vai acabar linkado no Câmara Corporativa com direito a comentário do Vicente.
Por essas e por outras é que as câmaras estão todas falidas.
Quem é o Vicente? 😉
Mandar, pode mandar, mas que saiba manter a privacidade do esófago, sim?
Credo.
Estado: paizinho que garante ao povinho os maravilhosos direitos universais e (tendencialmente) gratuitos com o dinheiro do… contribuinte. Da capo.
Vejo que o Sampy é um purista desta coisa do léxico fiscal.
O meu peixinho de aquário manda dizer que não admite que seja posto em causa o seu direito inalienável a comida e água lavada. E que sempre se recusará a abrir as cartas do fisco.
O meu peixinho é socialista…
Peixinhos vermelhos são bastante comuns. De peixinhos cor-de-rosa é que nunca tinha ouvido falar…
Não são cor-de-rosa; vêem é tudo côr-de-rosa.
Antigamente, com o atraso civilizacional, pensavam que a mão que os mantinha era Deus. Mas agora que o progresso os libertou da fezada religiosa, sabem que a mão tem um nome: Estado social.
É uma coisa fantástica: do céu socialista, a mão faz chover comida (saúde, educação, segurança, reformas e subsídios de todo o feitio); em troca, o peixinho… nada.