Do deplorável caso de ontem, que conhece impressionante ilustração no El País, mais do que as palavras de quem acusa, valem as imagens de uma fotojornalista a ser selvaticamente agredida e de manifestantes a serem barbaramente golpeados pelas costas.
Ainda que provocada, o que não parece ter sido o caso, a Polícia não se pode comportar como um puto na idade do armário, a rebentar de testosterona, e ver cada impropério ou palavra de ordem como uma luta de galos. É para o evitar que é investida da possibilidade de uso da força e demais poderes que a lei lhe confere. Assim começará a importação do caos das ruas gregas para as portuguesas, não pelo lado do indignado Povo mas pelas mãos da Autoridade, a que agride de gravata e a que decide de bastão.
(Por lapso não fiz o upload da fotografia que faz prova do que afirmo, fica agora o acrescento.)


Muito bem, André.
Obrigado, Teresa! 🙂
Inteiramente de acordo, André. O que aconteceu ontem compromete seriamente a autoridade e a maturidade da PSP.
Confesso que me custa ouvir uma jornalista dizer “interviu”, mas custa-me muito mais ver polícias agredir a eito pessoas que não fizeram nada de mal e que até estão no cumprimento da sua profissão.
O “interviu” é um clássico como muitos outros com que nos agridem a eito, também. Infelizmente não são só os jornalistas, antes fossem!
É verdade, mas na boca de um jornalista é particularmente grave.
A gravidade é tal que quase não distingo, Ana. Mas tens razão, quem tem a comunicação como ofício não pode cometer erros desses.
Não vais acreditar, como eu não acreditava: acabei de ouvir este mesmo erro repetido no jornal da noite da SIC N, e desta vez não foi dito por uma fotojornalista júnior. Foi o próprio pivot do jornal (não sei o nome), que já tem idade e tarimba para não cometer erros de palmatória…
Coelho, ministro, disse hadem…
E não foi uma nem duas vezes, Helena. É um do erros que comete com frequência.
Excelente texto.
Obrigado! Um abraço!
A sua prosa pressurosa, libidinosa e tendencialmente gratuita,qual parágrafo da Constituição pragmática, comoveu-me.
Lavada em lágrimas, revejo os relatos e aguardo pelo resultado do inquérito.A sua bota não bate certeiramente com a perdigota!
Prognósticos, na senda daqueloutro, só após apurados os factos, e não à luz das emoções proto-corporativas.
Entretanto, fez um bonito que será, certamente, aclamado por aqui.
Diga-me: o politicamente correcto é seu ou meu?
Dressed To Kill, se quisesse ser politicamente correcto não faria a perigosa ponte entre as ruas gregas e as portuguesas, tampouco entraria pela comparação entre a polícia e um adolescente em idade problemática.
Quis apenas deixar a minha opinião, que será politicamente correcta ou incorrecta consoante os olhos que a leiam, e o lamento pelo que vi ontem.
Obrigado pelo seu comentário.
Achei excessivo e desproporcionado o tom do seu comentário!
Não estão em causa as agressões e a violência supostamente gratuita. Mas, verdadeiramente “impressionante”, a meu ver, foi a sua adjectivação, não as fotos do “El Pais” que não divergem das fotos nacionais.
Respeito a sua opinião como todas, pesem algumas passarem o limite do exdrúxulo e assentarem que nem uma luva à dita “esquerda caviar”.
Uma tempestadezinha num copículo de água benta, foi o que foi o que os meus olhos viram e leram, e que os órgãos de comunicação social reproduzem exageradamente. Por oposição á greve da CGTP que, apesar de raquítica, vendeu bem na imprensa escrita e falada.
Enfim, são estes os tempos que correm, pesarosos e negros.Existe um maniqueísmo, acéfalo e mesmo involuntário, acredito, que impede que tudo possa ser tudo aquilo que efectivamente é.
Quando começamos a relativizar aquilo que se vê na fotografia, algo vai mal… não é preciso comer “caviar”, para saber isso.
Toda a violência desproporcionada contra cidadãos indefesos – sejam ou não jornalistas – é condenável. E sobre isto não pode haver qualquer sombra de ambiguidade.
Concordo, Pedro! Vale-nos que está a haver uma rápida reacção do MAI. Creio que esta experiência terá a virtude, única, de fazer com que não se repita.
Um abraço!
Meninos e meninas indefesos… que, à falta de milho para saciar a fome dos pobinhos… atirararam-lhes com cadeiras e mesas da Brasileira… ou terá sido a policía?
Não tenho a menor dúvida… esses meninos de coro… querem plagiar a “Tragédia Grega”… só que, na hora da verdade, falta-lhes a coragem… ou melhor… tomates!
E quem tem cú tem medo!
amendes, o que escrevi não foi em vão ou sem ponderação prévia. Veja a reportagem fotográfica do El País e constatará que as cadeiras estão todas no chão junto às mesas.
Se não lhe chegar veja um dos os videos que circulam.
Se ainda assim não chegar, pelo menos creia que a jornalista só tem dois braços e por isso não podia pegar simultaneamente na máquina fotografia e arremessar uma cadeira.
Estava cheia de saudades tuas, André! Que bom ver-te por cá 🙂
Inadmissível o que se passou.
E eu, Leonor! Agora não vou embora, nunca, nunca, nunca mais! Bj! 🙂
E assim trilhamos o caminho para a servidão.
Post em cheio!