Chama-se George Wright, costumava aparecer pela Praia das Maçãs e já toda a gente sabe quem é. Preso ao fim de 40 anos de buscas, não quer ser extraditado para os EUA: prefere ser julgado, condenado e preso em Portugal. Porquê? Vá lá saber-se. Cá para mim, ele tem esperança de poder isaltinar. Ou vale-azevedar, ou algo do género.
George também quer isaltinar?
jmmcc,


…talvez só não queira correr o risco, de correr o risco de morrer acorrentado, como um bicho!
O senhor de certeza sabe que existe pena de morte nos EUA…mas deve ter-se esquecido!
Errado. Para falar assim, tinha obrigação de saber que a nossa legislação impede a extradição de alguém que possa estar sujeito a pena de morte ou prisão perpétua no país que pede essa extradição.
?
É exactamente por isso que ele não quer ser extraditado, não é?… Portanto, o “vá lá saber-se porquê”, só se percebe se o João Carvalho não tiver conhecimento de que existe pena de morte nos Estados Unidos. E obviamente, ainda bem que lhe fazem a vontade.
Acho que V. já percebeu, ou então nem vale a pena explicar-lhe a intenção.
Não sei caro sr. Não tenho a pretensão de saber o que cada um sabe. Não tenho a pretensão de ser Deus-Nosso-Senhor
Quando é assim, mais vale não tentar apontar armas ao esquecimento dos outros, que podem ser tudo menos esquecidos.
🙂 está equivocado: ñ apontei arma nenhuma ao seu esquecimento, só…apontei uma hipotese explicativa, para a sua afirmação.
…mas está certo: ganhou! leve a taça e que lhe aproveite.
Ninguém no seu juizo perfeito deixaria de lutar contra uma extradiçao para os EUA, com a possivel excepçao de alguém cuja alternativa seja cadeia num pais do quarto mundo.
E isso vem a propósito de…?
Um crime foi e será sempre um crime. Mas creio que tudo tem que ser julgado tendo por base a época em que foi cometido. Por exemplo, o comportamento dos europeus quando da colonização para com os nativos, julgado nos dias de hoje não tem qualquer cabimento, e todos sabemos das atrocidades cometidas.
Da mesma forma, á época do crime deste senhor, nos USA, inspirados por Luther King, proliferavam movimentos de negros contra o racismo e sobretudo contra o KKK.
E quanto a mim, este senhor está perfeitamente integrado, está provado que é responsável, tem família, etc, coisa que não teria acontecido se tivesse ficado preso.
«O comportamento dos europeus quando da colonização para com os nativos» está a ser estupidamente julgado na Bélgica, através de um processo ridículo contra o álbum de banda desenhada Tintim no Congo, veja bem.