Os noruegueses eram idolatrados. Mais do que ele realmente queria ser, porque eram idolatrados não pelo seu valor enquanto indivíduos mas pela sua desejada nacionalidade.
Dag Solstad, Novel 11, Book 18. Tradução minha partir da versão inglesa de Sverre Lyngstad.
O narrador do livro refere-se à sensação que encontrou na Lituânia mas julgo que ela pode ser estendida a vários outros países. Sendo que, em pelo menos um deles, quando se debate o assunto é obrigatório esconjurar a ameaça de depressão com um comentário imediato sobre as vantagens do Sol e das temperaturas amenas.
(A lista mais recente de países felizes demonstra – novamente – que o Sol não apenas não dá felicidade como até pode ter o efeito contrário. Algo que, acrescente-se, não me surpreende.)

Deixe-me dizer-lhe que temperaturas altas, para mim, são acima dos 45º e as baixas têm de ser abaixo de 25º. Aliás, o único problema relacionado com o frio é, por exemplo, o vento cortante na região do báltico que obriga a usar aqueles chapéus chatérrimos. Já na Dinamarca este problema não se coloca.
Vamos lá à felicidade. Não é a Suíça… que oferece a felicidade, são os seus cidadãos que a constroem.
É a estrutura organizativa e a consciência de comunidade que induz à criação de estruturas que valorizam a importância do todo e da parte.
Portugal é o típico país onde o miserável saído da miséria material, mas mantendo a miséria cultural e educativa, não obstante a proliferação de papelitos, convence-se que é um deus do Olimpo e trasfega os fardos que ainda carrega para cima de outros.
Não admira, por tanto, e como exemplo, que o engenheiro queira ser só e somente engenheiro e deseje ser conhecido como engenheiro, só e somente para encapotar a engenhice que não possui.
Vai daí, e a partir deste exemplo, sobejamente conhecido, transforma-se uma vidinha destituída de tudo num evangelho da mentira pleno de falsas conquistas e grandes feitos que, curiosamente, não se deseja para outros, mas que falsamente se educam os que estão à mão.
É normal a cultura do ego, e aceita-se esta engenhice na medida em que quase todos também esfregam tal ego na cepa da vaidade…
Portanto, chegados ao Olimpo que cada um constrói para si mesmo, nada melhor que mostrar que um qualquer arroz com ou sem ossos é a plena realização social. AH, não me esqueça eu que também é importante mostrar que se pagam uns almoços a quem não merece e que está ali para se lambuzar à conta.
Sim, porque nisto de se pagar almoços convém não esquecer vigiar o prato de quem se banqueteia. E fica sempre o consolo de se dizer que se pagou qualquer coisa mas que não é enganado o que a nota largou.
O esperto necessita mostrar sua espertice.
Em Santarém estiveram 40ºC entre as 13/16horas. De momento estamos com 39ºC . É a canícula.
Cumptos.
Agora a sério há uma doença que na ausencia de sol provoca no doente desfalecimento e falta de forças(eu tenho); a cura é só ir para uma zona com sol.
A eficencia é que não quer nada com filosofos e fantasistas, associado a atraso cultural dá que o estilo tropical e bananal cria gestores maravilhosos tipo jardim e socrates.
Deste mal se quiexam gregos, espanhois, italianos, franceses tudo gente que aprecia os ritmos latinos:samba, tango,cha cha cha, coladeras; enfim gozar a vida como ela sabe mesmo bem.
E se a merkl pagar a conta ainda melhor!!