Mais uma vez, o hábil e ponderado negociador António Costa, erra com estrondo na resposta que dá à crise dos fogos. Polemizar com o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei atacando-o num momento em que está a lidar com uma calamidade é um disparate político e um gravíssimo erro de comunicação. Se o que Costa diz não é mentira – os autarcas são os “primeiros responsáveis pela protecção civil em cada concelho” – também não é menos verdade que o governo é o principal responsável pela protecção das populações em risco e situação de calamidade.
Costa tarda em aprender com Marcelo que percebe que estes momentos são para ouvir, estar e deixar-se levar, mais do que assumir grandes declarações políticas. No que toca a Marcelo, e assim que os fogos estejam adormecidos, importará perceber como ultrapassará a declaração feita há um ano de que não se recandidataria se sucedesse uma nova tragédia.
Gente que não sabe estar durante os incêndios
Tiago Mota Saraiva,

Plenamente de acordo, Tiago. Não é a primeira vez que, perante uma tragédia, António Costa desliza num vomitivo mau carácter. Aliás todo este Governo, apoiado pelos partidos que cozinham para o povo, é de uma buçalidade singular. Só falta referir, neste seu postal, aquela maravilhosa tirada, proferida pela ministra do bem estar, ou promoção da saúde, “uns morrem no prazo, os outros fora dele”.
É com tristeza, amargura e desprezo que vejo os meus conterrâneos votarem, em maioria, nesta joldra. Dizem que a Direita acabou, mas eu vejo a Esquerda finada.
Boçalidade…
LSSAH ?
WW
Pschiu!!!
O Costa já ganhou isto e, parece, por masoquistica, que não dele!, larga margem. Para quê deter-se em incómodos de boa educação (coisa para ele, como se sabe, bem pouco importante)? Muito menos admitir responsabilidades pelo que não seja um deslumbrante sucesso (coisa para ele, como se sabe, equivalente a um absoluto impossível).
O punhado de votos que – improvavelmente, pois o povo (globalmente mal-educado, oportunista e pouco dado a admitir responsabilidades) revê-se no estilo da figura – perca em Vila de Rei, ganha-os em devido tempo com mais uma ou duas promessas ao funcionalismo público.
Aliás, mais um dia ou dois de incêndios fortes e será muito natural que o Costa abale para umas muito merecidas férias numa praia mediterrânica. Que diabo, há que recuperar forças…
Costa (nada a ver com esse!)
Mas o atual incêndio de Mação não é propriamente uma tragédia, quero dizer, ele nada tem a ver com as tragédias que foram os incêndios de 2017, em que morreram dezenas de pessoas.
Marcelo não tem portanto nada que ultrapassar.
Epá, grande cambalhota! Já considera trágicas as mortes de 2017?!! Na altura, afirmava, ou pelo menos deu a entender, que a culpa não podia ser assacada ao Estado/Governo, mas sim, quanto muito, aos mortos, que em pânico adentraram pelo inferno, mais dos proprietários, incautos, pois era deles a má escolha dos materias de construção. Na altura não lhe ouvi nenhuma palavra de compensação.
Não há cambalhota nenhuma. É claro que as mortes de 2017 foram trágicas. Mas também é claro, para mim, que a culpa delas não pode ser assacada ao Estado nem ao governo. Nem tudo aquilo que é trágico pode ser assacado ao governo…
Caro Luis Lavoura:
Se é tragédia ou não interessa pouco. Os comentadores exprimem em primeiro lugar as suas posições políticas. Se observar bem, quem é de direita encontra sempre maneira de xingar o governo e quem é de esquerda encontra sempre maneira de xingar a oposição. Ainda que subliminarmente. Ora observe bem o que lê. É ou não é?
É, sem dúvida. Estou de acordo consigo.
As mortes nos incêndios de 2017 foram trágicas. Mas também houve muitas mortes (trágicas) em incêndios, em 2017 e 2018, em países como os EUA, a Grécia e a Austrália, que têm governos e formas de governar muito distantes, na cor e no estilo, de Portugal. Não obstante, tragédias ocorrem lá como cá. E não é por culpa dos governos desses países; nem do nosso.
Ah ah ah, também estou de acordo. O governo do Tó Costa não tem responsabilidade alguma nos incêndios dos USA, da Grécia, da Austrália, …
Smoreira
Este Sr. L. Lavoura só pode ser um “sócio” do Sr. Rui Mão de Ferro . Que por sua vez era “sócio do Exmo Sr. Carlos Santos Silva, que, além doutras malfeitorias, sustentou uma avença a Domingos Farinho, o suposto autor do livro de Sócrates.(https://sol.sapo.pt/artigo/531 482/socrates-pagava-blogue-para-elogiar-g overno-e-atacar-inimigos).
Por muito que a nossa imprensa de matilha procure aldrabar, nunca devemos esquecer que o número dois de Sócrates chama-se António Costa. E qual deles, Carlos Santos Silva ou António Costa será o verdadeiro “amigo” (herdeiro) do grande líder da cela 44?
E o Sr. Lavoura quanto ganha para fazer o papel de idiota útil?
Por aqui em Lisboa está tudo bem, “eles” é que não limparam o mato, portanto do que é que estavam à espera? As autoridades nacionais fizeram o que estava ao seu alcance e não morreu ninguém.
Em Lisboa os “especialistas” julgam que roçar mato é o mesmo que roçar no mato. Daí os disparates.
Smoreira
Belíssima síntese. Digna de comentário da semana… 🙂
Verdade, João.
De um lado uma voz preocupada, a do vice-presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei.
Do outro uma voz populista, em tom demagógico, alijando responsabilidades perante o drama.
Um candidatou-se e responde perante os cidadãos de Vila de Rei.
O outro (eleito por uma maioria composta por adversários políticos) apenas preocupado com as próximas eleições ….
Ora, ora, Marcelo virá a público, em devido tempo, dizer que se evitou a tragédia. Isto se quiser recandidatar-se, de contrário isto será, então, uma tragédia. No ano passado ardeu meio Algarve e não foi tragédia nenhuma – para ele não. E será apoiado pelos papagaios usuais, para quem só há tragédias quando há mortos logo ali, ou nem assim – foi azar, fez-se tudo o que era possível, etc.
Marcelo virá a público, em devido tempo, dizer que se evitou a tragédia
E é verdade. Nos incêndios atuais, como no ano passado no incêndio de Monchique, está-se a ter muito mais cuidado em tentar evitar mortes, nem que seja afastando à força pessoas de locais perigosos. E isso é bom. Embora haja fogos enormes, tenta-se evitar a tragédia da perda de vidas humanas.
Até 2017 não se fazia basicamente nada nesse campo. Desde então, faz-se. Eu todos os dias ouço na rádio anúncios a ensinar as pessoas como se comportar em caso de incêndio, como procurar defender-se a si e às suas habitações. Até 2017 não se fazia nada disso.
“o hábil e ponderado negociador António Costa”
Não há nada de hábil e ponderado. O trabalho de casa e a construção da geringonça foi feita pelo jornalismo Marxista que temos.
O mesmo jornalismo depois também dá a protecção, não segue casos, abafa-os…as “comissões de utentes” desapareceram …
lucklucky
O Costa é o tipo que inaugura a estrada municipal (terminada no mandato anterior) com toda a pompa, mas quando ela colapsa diz que a culpa é da autarquia.
Também, falamos de um senhor que apeou o antecessor porque ganhou eleições por margem curta, e saltou para o poleiro depois de perder outras. Vergonha é coisa que não lhe assiste.
No interior a população é reduzida e a função publica ainda mais e o PAN só existe em Lisboa !
Teremos sempre a próxima Troika para nos aconchegar e os xuxialistas a gritarem não pagamos.
Uma verdadeira seita o PS.
WW
Fui, por antecipação, um adepto da solução governativa que vigora em Portugal. Como por antecipação a preconizei, tornou-se natural ter votado esta solução logo que surgiu. idemocráticos-lgbtistas-feministas-espec uladores, e, sentindo-se envergonhado de não estar em todas, também quis dar um pézinho de dança e tornou-se membro efectivo e afectivo do mentor supra designado.
Tinha como propósito contrariar com racionalidade ambas as troikas que vigoravam, a saber:
a troika interna, constituída pelo PR de então, PSD e CDS;
e a troika externa cujo mentor, e procuradores da banca alemã e francesa, denomina-se de Eurogrupo.
Acontece que o modelo governativo travestiu-se, transformando-se em reaccionários-contra-revolucionários-ant
Portanto, este modelo governativo é um Zé do Telhado ao contrário, saca aos pobres para satisfazer as clientelas. Até na lei das rendas e na habitação esta gente mostra que em Portugal governa-se para que os cidadãos fiquem a céu aberto ou com o cu descoberto.
Neste sentido, é provável que Costa, coadjuvado pelos demais, ainda venha dizer que alguém anda a incendiar Portugal pra lixar os resultados eleitorais.
Não obstante, continuo a pensar que existem 2 partidos a quem se deve dar especial atenção e oportunidade: são eles o PCP e o partido de Santana Lopes. No PCP, para se manter uma esquerda democrática em Portugal; e Santana Lopes, por se saber que não engana e não mente.
E justifico: PS-PN-BE-PSD-CDS são muletas entre si, fingindo que mudam para permanecerem na continuidade.
Espero também que os machos desta nação e as maravilhosas mulheres femininas lusas – eu disse femininas – sejam capazes de, por um lado, dar resposta a esta salada de batatas alemã – no plano financeiro – e, por outro, ao arco-íris reaccionário-contra-revolucionário-neo-e squerdista-feminista-animalista-lgbtista composto por PS-BE-PAN.
Apesar de todas as minhas reticências em relação ao estilo e substância presidenciais de Marcelo, presumi na altura que ele entendia por “tragédia” a centena e meia de mortes de 2017. Marcelo é demasiado esperto para se tornar refém das suas próprias palavras.
Quanto às polémicas de Costa e Cabrita (olhem que dois…) com os autarcas da região, é apenas o habitual sacudir de culpas para capotes alheios. Sempre que António Costa se encontra perante estas tragédias (Pedrógão Grande, Borba, etc), comporta-se com o enfado que quem espera um pedido de desculpas da realidade por lhe causar estes inconvenientes…
O Costa não gosta de chatices, tem horror a incêndios. Fica feliz em inaugurações projetadas há anos, vibra e faz-se fotografar, com as equipas lusas vencedoras, qualquer desporto, até o jogo da malha. Cabrita é Cabrita. Ponto.
Depois, outra ministra casca na malta que vai às 3 da madrugada para as filas do CC. As marcações em Junho eram atiradas para Novembro…..
Depois a Cristina e o Goucha animam a malta. Como dizia o grande Raul Solnado :”Façam favor de serem felizes”.
Incêndios e greves, a evoluir.
Em Agosto a cousa dura e perdura.
Nota-se tensão de cerco, no governo.
Reage com “bocas” de passa culpas, sacudindo água do capote
Temem chamusco eleitoral.
São muitas frentes, em tenaz
Maioria periclitante, apreensão…