O Costa dias depois de ter desvalorizado a denuncia dos manifestantes à Rússia dizendo que era uma mera questão administrativa, um assunto do balcão da Câmara, mostrou-se agora entusiasmado com a possibilidade de poder ir fazer um depósito ao banco. Parece aqueles caloteiros crónicos a fazer roulement de cheques. Há coisas que nunca mudam.
Tudo normal: em país onde o cidadão parece andar largamente atrás do abono, do subsídio, da isenção, mesmo se fraudulentamente obtido ou mantido, sendo essa a essência da sua relação com o poder, é apenas natural que o governante (por alguma razão eleito pelo cidadão – o Soberano – acima invocado) ande atrás do mesmo. À sua escala e com a desvergonha e desfaçatez a que a figura em causa já nos habituou.
Estão bem um para o outro, este Soberano e este governante. Que deve ter subido uns bons pontinhos hoje, nas intenções de voto. Ele e o partido. Adivinham-se tempos de felicidade.
Num país com tanta gente disposta à manha, à chico-espertice e à pequena corrupção, um governante que conquista o poder com manhas e o mantém com chico-espertices há-de ser visto como a sua elite.
Que vergonha eu sinto de ter um primeiro-ministro deste calibre! Ela fala de trabalho e ele responde falando de dinheiro; mesmo à portuguesa!… E depois queixam-se do que dizem os holandeses… De facto enoja!
Se, como dizia o velho Soares (antes, quiçá, de Sócrates lhe prometer sacos de dinheiro para a fundação e apoiá-lo nas presidenciais), Sócrates era a reciclagem do pior do guterrismo, do costismo pode-se dizer que é a borra do socratismo. E até estremeço ao pensar na herança de “recursos humanos” que o costismo nos deixará.
Mestre Robinson, o banco só secará quando a União Europeia estiver oficialmente falida. A UE não vai deixar cair Portugal (ou outros pequenos países orçamentalmente indisciplinados e chico-espertos) por ter um pavor mental à pressão que isso colocaria no euro. Para todos os efeitos, a UE não é muito diferente das famílias nobres que, para preservarem a reputação do nome familiar, compravam o silêncio das camponesas engravidadas pelos seus filhos rebeldes.
Um país “vocacionalmente” mendicante…
JSP
Um país desejoso de ser a Cuba da Europa.
O Costa dias depois de ter desvalorizado a denuncia dos manifestantes à Rússia dizendo que era uma mera questão administrativa, um assunto do balcão da Câmara, mostrou-se agora entusiasmado com a possibilidade de poder ir fazer um depósito ao banco. Parece aqueles caloteiros crónicos a fazer roulement de cheques. Há coisas que nunca mudam.
Já há tempos comentei noutro local que Sócrates revoltava-me mas Costa repugna-me.
É mesmo isso.
Quando se pensa que já se atingiu o fundo, aparece alguém que ainda o consegue empurrar um pouco mais.
Manter a clientela feliz e distribuir irmãmente dá trabalho. Muito trabalho tem Costa pela frente
Estou seguro de que aquele partido tem imensa gente qualificada à qual Costa pode delegar esse trabalho.
Agora em Português!
Ursula von der Leyen: “Há muito trabalho pela frente…”
Costa: “Pois, blá blá blá. Já posso ir levantar a massa?”
Ursula von der Leyen: Sim, já podes.
Tudo normal: em país onde o cidadão parece andar largamente atrás do abono, do subsídio, da isenção, mesmo se fraudulentamente obtido ou mantido, sendo essa a essência da sua relação com o poder, é apenas natural que o governante (por alguma razão eleito pelo cidadão – o Soberano – acima invocado) ande atrás do mesmo. À sua escala e com a desvergonha e desfaçatez a que a figura em causa já nos habituou.
Estão bem um para o outro, este Soberano e este governante. Que deve ter subido uns bons pontinhos hoje, nas intenções de voto. Ele e o partido. Adivinham-se tempos de felicidade.
Num país com tanta gente disposta à manha, à chico-espertice e à pequena corrupção, um governante que conquista o poder com manhas e o mantém com chico-espertices há-de ser visto como a sua elite.
Que vergonha eu sinto de ter um primeiro-ministro deste calibre!
Ela fala de trabalho e ele responde falando de dinheiro; mesmo à portuguesa!…
E depois queixam-se do que dizem os holandeses…
De facto enoja!
Se, como dizia o velho Soares (antes, quiçá, de Sócrates lhe prometer sacos de dinheiro para a fundação e apoiá-lo nas presidenciais), Sócrates era a reciclagem do pior do guterrismo, do costismo pode-se dizer que é a borra do socratismo. E até estremeço ao pensar na herança de “recursos humanos” que o costismo nos deixará.
Bem, hoje no post do Pedro sobre o tema, já disse tudo… Secaram-me as palavras, como se secará o banco…
Grande Abraço,
Mestre Robinson, o banco só secará quando a União Europeia estiver oficialmente falida. A UE não vai deixar cair Portugal (ou outros pequenos países orçamentalmente indisciplinados e chico-espertos) por ter um pavor mental à pressão que isso colocaria no euro. Para todos os efeitos, a UE não é muito diferente das famílias nobres que, para preservarem a reputação do nome familiar, compravam o silêncio das camponesas engravidadas pelos seus filhos rebeldes.