
Gargalhadas:
1. A derrota de Medina: sim, há razões mais abrangentes para o meu riso, sobre Lisboa, sobre o que deve ser uma câmara, e que dimensão quantitativa deve ter, sobre que visão da cidade, sobre a arrogância estatal e as punções sobre os munícipes. Mas, acima de tudo, é a derrota do epígono de Sócrates que mais se lhe assemelha. Aleluia!
2. O verdadeiro descalabro eleitoral do BE (depois da sangria nas legislativas e do falhanço presidencial).
Sorrisos:
1. O PS derrotado em Lisboa, Porto e Coimbra. Tem alguns ganhos devidos à lenta degenerescência do PCP. Mas a derrota nas 3 “grandes cidades” – em cada uma à sua maneira – mostra o estado deste mísero costismo.
2. O silêncio social com que foi recebida a candidatura lisboeta do BE, assente num execrável apelo racialista – e na expectativa de uma reacção adversa que a potenciasse. A sociedade desprezou-a. Mesmo os fazedores de opinião, até surpreendentemente pois sempre tendem a seguir com desvelo os ademanes bloquistas. Assim esvaziando-a, deixando os atrevidos demagogos sós diante do espelho.
3 A candidatura da IL em Lisboa “foi uma merda”, parafraseando o tipo que a encabeçou.
4. Aquilo do colunista do Público, Rui Tavares.
5. Amigos meus lisboetas, de “esquerda”, não só votando em Moedas como também cruzando mensagens telefónicas, exultantes com a derrota de quem lá estava. Amigos meus de outros concelhos, de “centro” e “direita”, abstendo-se ou votando de modo inusitado, devido aos mânfios dos seus partidos que lá mandam.
Rictos:
1. Abstenção muito falada e lamentada, como se coisa extrema: votantes foram 53,65% (54,97% em 2017, 52,6% em 2013). Não há um desajuste nestes trinados do comentariado nacional?
2. CHEGA tem 4,16% e 208 000 votos. O tipo é desagradável? É. Mas isto justifica todos estes clamores de que o fascismo está ao virar da esquina? Francamente…
3. Sondageiros & Jornalistas, ltd: já chega, raisparta, são anos disto.

Estou bem longe, mas também dei gargalhadas… Comecei a acreditar de novo. E agora voltei a rir… de verdade. Excelente análise!
Saúdo essa boa-disposição. E obrigado pela gentileza.
Pobreza geral.
será, mas também é culpa nossa
Correcto.
Fantástica análise, crua e dura como a realidade. Se me permite uma (a)chega, talvez estas eleições pudessem servir de bitola a muita comunicação social, comentadores e afins para perceberem que não é por dar tempo de antena a devaneios extremistas de um alucinado, que o povo vai corresponder nas urnas o que falta na essência. O povo pode andar farto dos politiqueiros do sistema, mas daí até assinar de cruz (literalmente) em fanáticos extremistas, vai uma grande diferença.
Obrigado pela sua gentileza para com este textito, que é apenas mais um sobre isto, pois – e saudavelmente – todos têm (temos) o rescaldo próprio, com o seu viés pessoal. Ou seja, todos terão os seus risos e rictos.
Quanto ao que diz sobre o inominado (e inomeado). Tem toda a razão, e farto-me de aqui e no blog de resmungar que ele (CHEGA) trepou na comunicação social pois deu muito jeito à afirmação “identitária” de alguns movimentos ditos de “esquerda” (os pseudo-identitaristas do LIVRE e os que a eles se acoplaram, os neo-comunistas identitaristas do BE). Mas será também de referir que alguns outros movimentos de índole autoritária (basta ouvir a deputada Moreira e o contratado pela AR Ba para reconhecer o modelo que propõem) e extremista têm um enorme presença na imprensa e simpatia no comentariado, principalmente académico. Também, e felizmente, não é pela sua presença assídua nos canais de cabo e no boletim Público que muito crescem.
Arranjaram o bonito ao falsete.
A ideia era perder para arrumar o Rio de vez: então um candidato destes e perder com um ciclovias?, seria o comentário.
E tudo estava a correr para isso, mas o PC estragou a festa.
Assim se vê a força do PC…
Mesmo assim, eu acho que o gajo devia sair.
qual gajo?
Excelente!
obrigado pela sua gentileza
Faltou o sorriso com a mão a tapar os dentes, estilo quem vê um tipo que vai pisar trampa.
Estava tudo preparado para o falsete perder em Lisboa, para o Rio ir parar ao oceano. Até foi aberto o armário ao Rangel.
Por isso, já chega o outro do cartaz, e como na escola, lá se escolheu o artolas falsete que ninguém estava à espera e teria sido o pensamento generalizado.
Então agora a gente avalia os políticos pelo timbre da voz? Ok. Já agora, ó anónimo vocal, não quer mandar uma gravação (um podcast, até) para a gente se deliciar com o seu vozeirão?
tambem gargalhei, mas com ao menos um flagrante disparate do Autor. Já lá irei.
Assunto mais sério. Ao menos até uns anos antes, na sexta ou quinta feira anteriores ao ato eleitoral, os jornais publicavam na capa a sondagem. Conhece alguma sondagem publicada na 5 ou 6 feira, sondagem credivel, qualquer que seja, desde que com a garantia de uma universidade qualquer ? Onde posso ver ?
Lembro tambem que nao obstante essas sondagens baterem sempre certas com a noite da contagem eleitoral, sempre eram criticadas. . Para o cidaçao comum, diferença de 3 pontos acima ou 2 pontos abaixo é nada, a sondagem acertou.
E agora a gargalhada nas no ponto 5 dos sorrisos do jpt. Ok, o jpt nem tem amigos, quanto mais de esquerda. Repare, é tao fácil : todos juntos, os medinas e os tais seus amigos de esquerda somaram mais uns votozitos que o medina sózinho. Há qualquer coisa de avariado nesse juizo.
Mas o jpt inda nos oferece outra graçola, se calhar sem se dar conta : é que o ventura tambem fazia campanha dizendo que eram os amigos de esquerda do jpt que votavam nele, ventura.
JPT, está bem ?
sei que quando passar o gargalhar, o jpt vai achar interessante a questao : o país, todos sabemos quanto vale o medina, quantos votos obteve.
O jpt sabe quanto vale o Moedas por ele mesmo ?
Como deve imaginar tambem sei gargalhar.
essa coisa que escreve dos amigos de esquerda talvez esteja enquadrada no post do Pedro, ainda em destaque no sapo, sobre lugares-comuns. Talvez deva ler.