O meu companheiro seguiu o rasto dos mais velhos. Era um tagarela serão fora, capaz das perguntas mais parvas só para me ouvir praguejar. Bom sentido de humor, das noites queria a risota (fazia-me bem aos brônquios). Agora a sala é um intervalo. Vem beber, o passarinho, e segue onde outros estão de olho num monitor. Desprende-se o petiz da saia, rumo ao ciberespaço. Os filhos são como os pintos, ganham pena e voam. Ingratos.
Galinha o quê?
letraspequenas,


Antagónica a sensação, certo? Um misto de vitória e aperto. Digo eu, que é o que vou sentindo…
Pois é, Carla. E a migração é só da sala para os quartos 🙂
Ah poizé, be-bé!!!
;)))
E não foi para que ganhassem asas fortes, capazes de os sustentar contra os ventos mais fortes, contra os temporais que sabemos terão imperativamente de enfrentar, que os preparámos o melhor que soubemos?!
Pois foi… e eles, que lá no fundo sabiam – tal como sabiam que para comer deveriam chorar – foram aceitando e refilando dos mandamentos que lhes fomos impondo, com todo o amor de que os nossos corações foram capazes.
E é, entre um misto de lágrimas e risos que os vemos abrir as asas e ensaiar o voo. E é com orgulho que os vimos sustentarem-se nos ares. E é com confiança que assistimos às manobras de voo que os vemos executar com agilidade, por vezes, uma agilidade bem mais afinada que a nossa.
E é, ainda, com as lágrimas nos olhos que mantemos os braços abertos, sempre prontos a recolhê-los, se cansados das lutas e das corridas, voltarem de quando a quando ao ninho, para retemperar as forças, para reescutar o conselho, para sentir de novo o revigorante aroma do amor. E depois… vê-los de novo enfrentar o presente e construir o futuro.
Aquele abração Gui!
Aquele abração, Bartolomeu, também para si. Que agilidade seja como você diz: “bem mais afinada que nossa”.
Obrigada!
Pois é, as g@linhas tão botando ovo prá música:
http://www.youtube.com/watch?v=snH-hur8z Oo
Chegou e, como sempre, em grande estilo!
Que seria de mim sem si, Anómino. Só eu sei dos dias em que não se achega à janela, galarito 🙂
É já o teu luzinha? Tão pequenino que eu o vi. Como crescem, os garotos. O meu também já fez duas mãos-cheias de primaveras; está proibido de crescer, mas não me liga nenhuma.
Beijos grandes do norte (agora ainda mais a norte)