Gafe


escafandro,

Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.

Clarisse Lispector, Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres. Disponível em edição Relógio d’Água.

6 comentários em “Gafe”

    1. Pois, talvez a sociedade se baseie numa versão light (para não ser muito agressivo) da hipocrisia. Quanto a chatice, não concordo. Há tanta coisa que importa. Mas preferimos quase sempre falar do tempo.

  1. Considero que nunca o pudemos fazer tão bem como nos nossos dias. Agora, resta saber as razões pelas quais não o fazemos. Levanto algumas hipóteses, mas porventura muitas hão-de faltar.

    H1: As pessoas têm medo;

    H2: As pessoas não estão para se chatear;

    H3: As pessoas são falsas;

    H4: As pessoas, mais do que serem verdadeiras,

    querem sobretudo agradar a terceiros.

    …

    Quanto à frase “Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.”, depende do contexto. Parece-me tratar-se mais de uma questão de “inconveniência”. Será?!

    Cristina Silva

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