
O remake – que ainda não espreitei, mas soube ter começado ontem – leva-me a crer que talvez devesse ter chamado a este fiapo de memória em segunda mão Eu, a minha Mãe, a Gabriela e a enfermeira-parteira Andreia, declarada admiradora dela. A presente opção, mais módica, venceu – andamos em tempo de poupança. À época da 50ª edição brasileira do romance de Jorge Amado – 1975, ano da chegada do meu irmão mais velho à existência – decidiu a Globo seriar em horário nobre a história de uma certa nordestina chegada ao litoral em mudança. Por cá, dois anos depois, reza a lenda ter sido tanta a cegueira que até o termo das sessões parlamentares regulava pela emissão daquela. Disto não estou segura. Mas sei que se cumprem neste mês trinta cinco anos sobre o dia em que a senhora mãe desta que vos escreve entrou num hospital, já perto da hora de jantar. Após a admissão, em avançado trabalho de me trazer ao convívio da restante humanidade, da parteira de serviço ouviu, incrédula, a pronta intimação:
– Vá, vamos lá, então! Não podemos demorar! A ‘Gabriela’ está quase a começar!
[Foto: Sónia Sônia Braga, circa 1975, intérprete original das adaptações televisiva (TVGlobo; Durst/Avancini/Blota) e cinematográfica (Bruno Barreto) da Gabriela (1958) de Jorge Amado]

De acordo com a wikipedia, é Sônia e não Sónia.
Tem toda a razão, Luís, o Atlântico quebra o acento deste nome ao meio, vou corrigir, agradecida!
Sinceramente! Uma coisa é os deputados interromperem o “trabalho” para verem o último episódio da “Gabriela”.
Como se costuma dizer, não aquenta nem arrefenta.
Agora acelerar um trabalho de parto já é caso mais sério. Felizmente, tudo parece ter decorrido da melhor forma…
Mãe, filha e Sônia Braga, ao que tudo indica, estão de saúde, Mário. Já da enfermeira-parteira-telenoveleira, da sombra da qual as duas primeiras escaparam o mais rapidamente que lhes foi possível, quem saberá?