Fundo


Ana Vidal,

Bater no fundo pode até ser desejável, se significar um renascer das cinzas e uma natural subida, por não ser possível descer mais. Infelizmente, até nisto Portugal parece ter descoberto uma originalidade: a de estar sempre a bater no fundo, repetidamente, como uma bola de borracha incapaz de estabilizar por causa da lei da gravidade. Da gravidade do que se passa lá no fundo, sobretudo.

 

 

8 comentários em “Fundo”

  1. … E com tanto lixo por purgar!

    Mesmo de olhos bem vendados
    vê-se a enorme sordidez
    de dirigentes malfadados
    gozando da nossa placidez.

    Num regime esgarçado
    sem ponta por onde pegar
    o porvir está grassado
    de tanto lixo por purgar!

  2. Dizes bem, Ana. Até parece que andamos a ser vítimas da lei da gravidade. Entretanto, os bajuladores de serviço na blogosfera, cada vez com menos argumentos, insistem em bradar por aí: “A situação é desesperada, mas não é grave.”
    O que constitui talvez a única nota cómica no triste panorama actual.

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